quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Deliciosos pratos e atendimento cortez do restaurante Chou

Gostei de conhecer o restaurante Futuro Refeitório de Gabriela Barretto, com seu estilo informal de refeitório, num antigo estacionamento.

Resolvi então conhecer um outro empreendimento mais tradicional, o Chou (Rua Mateus Grou, 345, fone: 30836998) que abre apenas para o jantar. Liguei para lá e perguntei quanto eles cobravam a rolha, a fim de levar um vinho. a surpresa aconteceu quando me disseram que não cobravam. Achei uma verdadeira sacada, um belo cartão de visita!

O Chou tem também um certo ar informal, um jardim cheio de luzinhas e mesas ao fundo, tudo de muito bom gosto.

Serviram de entrada: picles, salada de ervas e azeitonas marinadas.

Como os pratos da entrada estavam muito atrativos, resolvemos pedir duas entradas e apenas um prato principal.

As entradas foram:

Quiabos tostados na chapa com amendoim, limão tahiti e azeite de gergelim;



Cogumelos Portobello com salsa de avelã, queijo grana e salsinha.

Ao conhecer os fundos da casa, passei por uma enorme grelha e isto me animou a pedir uma bisteca prime de porco com sálvia, manteiga e limão. A bisteca estava no ponto.


O vinho que levei no Chou foi o Villa Gemma, Montepulciano D’Abruzzo 2007, do produtor Mascarelli, que eu trouxe diretamente do Abruzzo. Estava uma maravilha!

Quando comentei com o garçom sobre o fato de não cobrarem rolhas ele me disse que achavam que ganhavam mais fazendo assim. Acho esta uma brilhante decisão, que atrai clientes. Por tudo isto o restaurante está sempre cheio e é recomendado fazer reserva antes.

Tanto o atendimento cortês, como os pratos… estavam todos muito bons, o que mostra a dedicação da chef .

Também seu empreendimento original, O Futuro refeitório, conta com seu esmero rabalho que sempre apresenta filas de espera.

A experiência foi muito boa  em ambos os restaurantes e pretendo voltar ao Chou, pois gosto muito deste esquema de várias entradas e pratinhos bem feitos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2019

Chateau Angelus, uma joia de Saint-Émilios, Bordeaux

Próxima à cidade de Bordeaux, na França, fica Saint-Émilion, uma encantadora cidade medieval cercada por muralhas, declarada Patrimônio Mundial pela UNESCO, em 1999.

Esta charmosa cidade está localizada numa sub-região de Bordeaux, situada à margem direita do rio Dordogne, onde a cepa predominante nos seus vinhos é a Merlot. Os vinhos desta região são mais delicados e menos tânicos do que os produzidos na outra margem do rio, a esquerda, onde reina a uva Cabernet Sauvignon.

Dentre os produtores de grande prestígio desta região, escolhi conhecer o Château Angélus, que além de contar com excelentes vinhos, possui ainda um prédio muito bonito, com carrilhões no seu topo!

Os seus vinhos já estiveram presentes em vários filmes, entre eles, os de James Bond, “Cassino Royale” e “007 contra Espectre”, o que aguçou mais ainda minha curiosidade.

O nome da vinícola “Angélus” foi escolhido por causa do toque dos sinos, que ocorrem em três igrejas de St Emilion, três vezes ao dia (manhã, meio dia e noite) na hora da oração Ave-Maria, também chamada a Hora do Angélus. Estes momentos de oração também servem para ritmar o trabalho nas vinhas.

Fui recebido no Chateau Angélus por Marion Millaire que me fez conhecer o belo prédio e suas instalações.

O Chateau recebeu a renomada classificação de Premier Grand Cru Classé “A” em 2012. Apenas quatro vinícolas da região tem este status.

O processo de elaboração dos seus vinhos, do campo à sua produção, é muito cuidadoso!

A escolha das uvas no Angelus, por exemplo, é manual e conta com a acuidade visual de antigos funcionários, que fazem um trabalho minucioso. Pude observar as uvas que tremulavam na esteira, como ovas de caviar e vi que algumas delas eram retiradas dali, por não estarem no padrão exigido.

Foi curioso saber por Marion, que parte do vinho que se perde no processo, que evapora, segundo a crença local, certamente vai para os anjos.

Provei nesta visita dois dos seus vinhos:

“Château Bellevue Grand Cru Classé 2012” resultado de uma assemblage de 98% Merlot e 2% de Cabernet Franc. Este é o segundo vinho da vinícola, porém elaborado com os mesmos cuidados que o primeiro. O vinho é muito delicado, com forte personalidade e longa persistência.

 
“Château Angelus Premier Grand cru Classé 2011”, feito com uvas 60% Merlot e 40% de Cabernet Franc. Este vinho, apesar de novo, (os vinhos das melhores safras, recebem a recomendação para serem abertos entre 12 e 15 anos) é surpreendente, sedoso e muito elegante! Uma verdadeira alegria para os nossos sentidos!

Finalizamos o tour pela Angelús, apreciando suas vinhas que cada vez ficam mais velhas. As Parreiras de Cabernet Franc tem por volta de 40 anos, e as de Merlot tem mais de 60 anos, com menor rendimento, porém com qualidade superior.

Os proprietários desta Vinícola ainda tem, em Saint-Émilion, um dos melhores restaurantes de Bordeaux, Logis de la Cadene, onde é servido o  excelente vinho do Angélus!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2019

Viana do Castelo, cidade litorânea do Minho, Portugal

Viana do Castelo é uma das maiores cidades do Minho e foi escolhida como ponto de apoio para visitas às vinícolas da região do Vinho Verde.

Conta uma das muitas lendas locais que o nome da cidade deve-se a uma história sobre uma linda rapariga chamada Ana, que vivia no território que atualmente integra a cidade, mais precisamente num castelo feito de pedra. Este era um castelo grande, famoso e admirado por muita gente, que por este costumava passar, para poder observá-lo. Quando passavam ali, algumas pessoas reparavam que uma princesa aparecia numa das janelas do castelo; uma linda rapariga de longos cabelos louros, com duas tranças, faces rosadas e olhos claros — a princesa Ana. Contudo, esta princesa também era extremamente tímida, razão pela qual, ela escondia-se do olhar das pessoas que passavam por ali. Um dia, esta princesa apaixonou-se por um rapaz, que vivia no outro lado do rio, e que também gostava muito dela. Ele ficava tão contente por vê-la que — sempre que voltava à outra margem — dizia contente: “VI A ANA! VI A ANA DO CASTELO!”. Ele repetiu isto tantas vezes, que passaram a chamar esta cidade de  “Viana do Castelo”.

A cidade teve seu apogeu na época dos descobrimentos, como importante centro de construção de navios. Hoje em dia ela é uma calma vila de pescadores.

Escolhi o hotel Pousada Viana do Castelo – https://www.pousadas.pt/en/hotel/pousada-viana para ficar. Apto duplo, com taxas e café R$ 1.331, 62 por 2 noites, isto é, aproximadamente 140 euros por noite. Este é um hotel da rede Pestana, pousadas de Portugal. Uma rede de  hotéis em prédios monumentais e históricos.

O Hotel em Viana foi o ponto alto da estadia, ele fica no topo de uma colina, com vistas para o mar e a cidade, mas sobretudo com vista para a Igreja do Sagrado Coração. Espetacular!

O café da manhã do hotel era excelente e oferecia frutas, queijos, geléias, espumante, doces, frios, pães…uma verdadeira aventura pelas delícias portuguesas.

Também jantamos divinamente no hotel. A entrada foi uma saladinha, com presunto e melão muito doce. Um dos pratos principais foi medalhão de porco com pera.

O  outro prato: polvo com batatas.



Para acompanhar o polvo, pedi o vinho verde da cepa Loureiro, da região de Ponte de Lima, sugestão do sommelier local. O vinho casou bem com os pratos.

A conta ficou em 56,00 euros e valeu cada centavo.

O hotel fica no topo do morro e para descer para a cidade, que fica ao nível do mar, usamos um funicular tanto precário, que até mesmo fazia barulhos e dava trancos.

No dia seguinte, quando fui às vinícolas, minha esposa resolver descer a cidade.  Ao regressar pelo funicular, ele parou no caminho. O rapaz, que cuidava do equipamento, subiu a íngreme encosta até o carrinho e depois de alguns arranjos fez com que ele voltasse a funcionar.

A cidade de Viana é bem simples, mas tem um centro histórico bonitinho, com igrejas e casas antigas. A sua maior atração é o mosteiro de Santa Clara, construído em 1318 e conta também com um museu de trajes típicos portugueses.

Fizemos um breve e agradável passeio a Viana do Castelo.



Depois disso, continuamos nossa viagem pelo norte de Portugal.

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

A exótica e espetacular vinícola Cos D'Estournel que produz vinhos excepcionais em Bordeaux.

A região de Bordeaux é conhecida por reunir a maior quantidade de vinhos finos do mundo e provar os Châteaux Cos D' Estournel, Rothschild e Chateau d’ Yquem é desejo de muitos apreciadores.

Estes vinhedos ficam situados a sudoeste da França, próximos ao oceano Atlântico, em volta dos rios Gironde e de seus formadores, Dordogne e Garonne.

A principal cidade da região é Bordeaux, onde fiquei hospedado, justamente a fim de visitar uma das vinícolas mais exóticas do local e excelente produtora de vinhos: Cos D ‘Estournel, que fica em St-Estephe, na margem esquerda do Garonne.

No caminho para Estournel, pude avistar vários vilarejos, tais quais Paulliac e Margaux, que levam o nome de importantes sub-regiões vinícolas.

  Os clássicos, imponentes e elegantes Chateaux ladeados por mares de vinhedos verdes e carregados de uvas nesta época do ano, chamam nossa atenção.

Chegando ao Cos D’Estournel percebi o impacto de sua arquitetura.  Sua construção é exótica e exibe três torres que mais parecem pagodes chineses, revelando uma verdadeira e significativa influência oriental.

O portal de entrada do Chateau contém um arco com o seu nome, um leão e um unicórnio, que representam o poder e a pureza.  O edifício faz referência às construções persas e tem um jardim com espelho d’água, palmeiras e estátuas de elefantes indianos.

A entrada principal tem uma pesada e suntuosa porta esculpida em Zanzibar.

Toda esta excentricidade foi idealizada por Louis Gaspard D’Estournel, que receberia o apelido de Marajá de Saint-Estèphe. Ele herdou as terras e construiu o prédio em 1811 e viveu muitos anos como mercador, passando muito tempo no Oriente, de onde veio sua inspiração para a arquitetura de sua vinícola.

O exotismo aparece também na decoração interna, com estátua de elefantes por vários lugares.
Louis não tinha herdeiros e promovia festas nababescas que contaram com a presença de Julio Verne, Marx, Napoleão III e czares russos. Tudo isso para divulgar seus vinhos, sua verdadeira paixão!

Esta grande despesa, no entanto, o levou a bancarrota e ele teve que vender seu Chateau a banqueiros ingleses. Atualmente a Cos de Estournel pertence a um empresário do ramo hoteleiro, Michel Reybier.

Nesta agradável visita, provei 2 de seus vinhos tintos:

Les Pagodes de Cos 2011, com 65% de Cabernet Sauvignon, 33% de Merlot e 2% de Petit Verdot.

Cos D’Estournel 2008 - Grand Crus Classé, que usa 85% de Cabernet Sauvignon, 13% de Merlot e 2% de Cabernet Franc.

Ambos os vinhos maravilhosos, aveludados, equilibrados e com longa persistência.

O cuidado na produção dos vinhos é tão grande que, foram instalados elevadores para levar o vinho em cubas de inox, para o andar superior, a fim de fazer sua trasfega, sem usar bombas.

Esta vinícola, com características exóticas e excelente qualidade de vinhos, é realmente uma vinícola única e singular!


Miolo revela quarta edição da Coleção dos Sete Lendários

Safra 2023 dá origem a sete vinhos ícones que expressam o melhor de quatro terroirs brasileiros onde o grupo firmou suas raízes. O lançament...