sábado, 30 de janeiro de 2021

2020, o ano dos vinhos finos brasileiros

Melhor ano da história do vinho brasileiro fechou com a venda recorde de mais de 24 milhões de litros. Espumantes e suco de uva não tiveram o mesmo êxito.



O ano do vinho fino. Assim ficará marcado na história da vitivinicultura brasileira o ano de 2020, batizado como a ‘Safra das Safras’. Desde 2013, as vinícolas não superavam os 20 milhões de litros. O volume de 2019 de 15,4 mi de litros saltou para 24,2 mi de litros no ano passado, um incremento de 56,56%. Já os espumantes caíram 6,63%, passando de 13,5 mi litros para 12,6 mi litros, com exceção dos moscatéis que tiveram um pequeno acréscimo de 3,90%, indo de 8,9 mi litros para 9,2 mi litros. Outra queda foi na categoria do suco de uva. Os 175,9 mi de litros vendidos em 2019 caíram para 166,7 mi em 2020, um tombo de 5,24%. Estes são os dados oficiais da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), com base no Sistema de Cadastro Vinícola da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural do Rio Grande do Sul e do Ministério da Agricultura.



Apesar do bom desempenho geral, o setor ainda busca maior competitividade frente aos importados que, mesmo com a alta do dólar, cresceram 28,85% no mesmo período. Só que neste caso, o volume é oito vezes maior que o dos vinhos finos brasileiros, ou seja, em 2019 foram 114,1 mi de litros e em 2020, 147,1 mi de litros. “O trabalho é longo, mas estamos no caminho certo. Agora, uma parcela maior de brasileiros descobriu o vinho nacional e percebeu sua qualidade. Nosso desafio é manter este consumo e ir além”, destaca Deunir Argenta, presidente da União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra).


Fatores econômicos, de logística, tributários, diversidade, novas regiões produtoras, desenvolvimento do enoturismo, a mudança de hábitos em razão da pandemia e o locavorismo (valorização do comércio local) contribuíram para o ganho de competitividade. Mas a grande conquista é a percepção por parte dos brasileiros da qualidade dos vinhos e espumantes nacionais. “Nosso país é um continente e o setor vitivinícola brasileiro, apesar de já existir mais de 20 regiões produtoras, ainda tem 90% de sua produção centralizada no Rio Grande do Sul. Precisamos melhorar ainda mais essa distribuição, aproximando o consumidor dos nossos rótulos”, ressalta Argenta. A aposta no e-commerce e em ferramentas práticas como o próprio WhatsApp tem facilitado a venda com entrega em qualquer parte do país.


Exportações


O volume de vinhos finos e espumantes que chegam à mesa de consumidores do mundo todo ainda é pequeno, mas mesmo diante de uma pandemia global e dos entraves que ela ocasionou, especialmente o fechamento de fronteiras, o desempenho em 2020 foi positivo. O volume em litros de vinhos finos que saiu do Brasil rumo a outros países passou de 3,4 mi em 2019 para 4,4 no ano passado, um impulso de 29,85%. O crescimento também acompanhou os espumantes que foram de 686 mil para 771 mil, um aumento de 12,29%. Já o suco de uva, teve uma queda expressiva de 43,13%, indo de 2,4 mi para 1,3 mi.


COMERCIALIZAÇÃO DE VINHOS FINOS, ESPUMANTES E SUCO DE UVA ELABORADOS NO RIO GRANDE DO SUL – MERCADO INTERNO 2020 (litros) – JAN A DEZ 2020


PRODUTOS

DEZEMBRO 2020

JAN A DEZ 2019

JAN A DEZ 2020

Vinhos Finos

1.520.188

15.479.390

24.233.965

Espumantes (Brut)

1.363.261

13.544.432

12.646.377

Espumantes (Moscatéis)

1.351.221

8.911.279

9.258.438

Suco de Uva *

13.970.121

175.956.107

166.729.482

* Suco de Uva (Natural/Integral, Reprocessado/Reconstituído, Adoçado e Concentrado)


Fonte: SISDEVIN/SEAPDR | Elaboração: Uvibra – Dados coletados em 14 de janeiro de 2021.


IMPORTAÇÃO DE VINHOS FINOS, ESPUMANTES E SUCO DE UVA 2020 (litros)


PRODUTOS

JAN A DEZ 2019

JAN A DEZ 2020

1,00049529470035%

Vinhos Finos

114.181.000

147.127.000

28,85%

Espumantes

6.163.000

4.948.000

-19,72%

Suco de Uva

90.000

28.000

-61,80%

Fonte: Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

quinta-feira, 21 de janeiro de 2021

Os vinhos brasileiros ganharam vários prêmios

 Brasil fecha 2020 com 321 Medalhas conquistadas em 18 concursos realizados em 12 países




O ano de 2020 realmente foi o ano do vinho brasileiro, dentro e fora do país. O mesmo reconhecimento conquistado com o espumante agora é percebido em relação aos vinhos finos tranquilos nacionais. O padrão de qualidade é uma realidade degustada e aprovada por especialistas do mundo inteiro. Das 321 medalhas conquistadas em 2020, 166 foram para vinhos tranquilos, ou seja, 51,71%. Os espumantes ‘brazucas’ arremataram 147 prêmios, 45,79% do total, ficando 2,5% para destilados e licorosos com oito distinções. Agora, o Brasil chega a 4.806 premiações.


Na história do setor vitivinícola brasileiro, o ano passado foi o terceiro melhor desempenho em número de premiações, ficando atrás apenas de 2014 com 388 e 2016 com 338 medalhas. Mas esta é a primeira vez em 26 anos que os vinhos finos ganham tamanha representatividade, superando as premiações dos espumantes. O registro das premiações existe desde 1995, quando a Associação Brasileira de Enologia (ABE) assumiu o papel de enviar as amostras para concursos reconhecidos mundialmente, função que fortaleceu a imagem do vinho brasileiro junto a instituições como a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).



“Estamos vivendo um novo e frutífero momento do vinho brasileiro. Mostramos ao mundo que depois de tanto investimento em tecnologia, estudos e pesquisas, do vinho ao ponto de venda, o Brasil figura entre os grandes produtores de vinhos e espumantes de excelência do mundo. Hoje, esta é uma realidade percebida no Brasil e no mundo”, comemora o presidente da ABE, André de Gasperin. O enólogo complementa, destacando que o Brasil se diferencia ainda mais por ser um continente de solos e climas o que resulta numa produção tão diversificada que contempla os mais diversos estilos.

 


Toda essa jovialidade e ao mesmo tempo sofisticação foram reconhecidos em 18 concursos realizados no Brasil, Canadá, Chile, Espanha, França, Grécia, Hungria, Inglaterra, Itália, Portugal, República Tcheca e Suíça. Para a Associação, uma excelente performance num ano de pandemia, onde muitos concursos precisaram se adaptar, mudando datas e procedimentos. “Em razão do fechamento da fronteira com a Argentina, não conseguimos enviar amostras para o Vinus e o La Mujer Elige, que todos os anos temos o hábito de mandar”, lamenta Gasperin.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2021

Avinícula da serra gaúcha, Dal Pizzol

 Na Viagem que fiz no início de 2020, com amigos enófilos, para a serra gaúcha, uma das vinícolas escolhidas para visitarmos foi a Dal Pizzol. 



O desejo era conhecer as Vinhas do Mundo, um tipo de museu que hoje reúne mais de 400 variedades de uvas, de mais de 35 países, de todos os continentes. A primeira Colheita Simbólica da Dal Pizzol foi realizada em 2011, e então vinificado o primeiro VINUMMUNDI, realizado com 20 variedades de uvas. Neste mesmo ano, a vinícola também estreou a Degustação às Cegas, uma experiência enoturística única, realizada com pessoas de olhos vendados. A cada ano, uma nova Colheita Simbólica  acontece no Vinhedo do Mundo e dela surge um novo VINUMMUNDI, com mais de 100 castas.



No programa de visita a Dal Pizzol, que deve ser agendado, você recebe equipamentos para colher algumas uvas da Vinumnundi, podendo prová-las também. 



Este é o segundo vinhedo deste tipo no mundo, sendo o primeiro desenvolvido na Eslovênia.



Nesta visita provei até uvas da Geórgia, onde estive em 2020. 



Depois de colhidas, as uvas vão para a vinificação, cujo vinho será apresentado no ano seguinte.



Neste dia, almoçamos na vinícola e provamos o vinho feito com a colheita do ano anterior. O vinho é mais uma curiosidade, pois este blend inusitado resulta, em geral, num vinho pouco agradável . Isto mostra o que aconteceria se fizéssemos um blend, sem levar em conta as proporções e as uvas, que deveriam combinar entre elas.



Neste início de janeiro de 2021 faleceu um dos irmãos e sócios da vinícola: Antonio Dal Pizzol.

Acrescento abaixo palavras da assessora de imprensa da ABE (Associação Brasileira de Enologia) Lucinara Masiero sobre o trabalho do sr. Antonio Dal Pizzol:

A vinha cresce, floresce, dá frutos que geram vinhos, que evoluem, que emocionam, que  deixam lembranças, que marcam o tempo. Todo vinho é feito para ser degustado, mais cedo ou mais tarde, dependendo do seu estilo, da sua complexidade, do momento. Mas todos, sem distinção, nascem no vinhedo e é na taça, compartilhada com amigos, que cumpre seu papel mais importante: o de reunir pessoas para brindar a vida. Essa tem sido a rotina da Dal Pizzol Vinhos Finos há 47 anos. Porque o tempo é a mais implacável das medidas. Ele passa, deixa marcas, mas não volta. O dia 9 de janeiro de 2021 nunca mais será esquecido pela Dal Pizzol. Foi neste dia que a vinícola perdeu um de seus fundadores, o Antônio Dal Pizzol (71), o Seu Toninho, como era carinhosamente chamado por todos que o conheciam. E perdemos todos nós, pois não teremos mais sua presença carismática, cheia de paixão pelo vinho e pela vida. Daqui para frente nossos brindes não serão mais os mesmos, mas não deixaremos de brindar. Aliás, agora, mais do que nunca, vamos nos esforçar ainda mais para que o seu exemplo não se apague e permaneça vivo em cada brinde, como gostava de viver.

Sua história com o vinho brasileiro começou ainda em 1974, quando fundou a Vinícola Monte Lemos – a reconhecida Dal Pizzol Vinhos Finos, localizada na Rota Cantinas Históricas, no distrito de Faria Lemos, interior de Bento Gonçalves (RS). O primeiro vinho que o Seu Toninho colocou debaixo do braço e saiu pelo Brasil abrindo mercado foi o Do Lugar Cabernet Franc, lançado em 1978 para comemorar o Centenário da vinda da Família Dal Pizzol ao Brasil. Durante toda sua vida, este sempre foi seu vinho preferido. Em 1981, surge o primeiro vinho carregando o nome da família, o Dal Pizzol Merlot. Com 20 anos no mercado, a empresa começa a colecionar prêmios sendo destaque na 2ª Avaliação Nacional de Vinhos com o seu Cabernet Sauvignon 1994. O primeiro prêmio internacional veio da França, em 1997.

Para comemorar seus 25 anos, a Dal Pizzol abre, em 1999, um espaço dedicado ao Enoturismo e que até hoje encanta todos que o visitam: é o Parque Temático do Vinho Dal Pizzol, um museu a céu aberto que preserva a cultura dos imigrantes italianos e ao mesmo tempo mantém uma coleção botânica de espécies nativas, exóticas, ornamentais, frutíferas e medicinais, todas identificadas e catalogadas. Animais domésticos e silvestres andam soltos e livres na natureza. O projeto tem apoio do Ministério da Cultura do Governo Federal, através da Lei Rouanet de Incentivos Fiscais, seguindo o conceito de que vinho é um Patrimônio Nacional e Universal. É lá que foi instalado o Vinhedo do Mundo, que logo viria a se tornar uma das três maiores coleções de uvas privada do mundo, a maior da América Latina.

Ainda em 1999, a Dal Pizzol começa a elaborar espumantes, colocando no mercado o Dal Pizzol Brut Tradicional. Sua tradição de lançar produtos comemorativos em datas especiais ganha força nas Bodas de Prata com a apresentação de um vinho assemblage envasado em garrafa de 3 litros (Dal Pizzol Millenium 2000), uma Grappa envasada em garrafa estilizada, importada da Itália, e um vinho comemorativo aos 25 anos, o Dal Pizzol Assemblage em garrafa de 500 ml. Mais tarde, em 2002, surge o Dal Pizzol Pinot Noir, hoje considerado um dos ícones do Brasil. E assim, com o passar dos anos, a vinícola foi lançando novos produtos, aperfeiçoando técnicas, conquistando paladares, sempre seguindo sua filosofia de elaborar vinhos sem passagem por barrica de carvalho, extraindo o máximo da fruta.

Em 2003, a marca começa a exportar para a Bélgica. Em 2004, em seus 30 anos, a empresa lança seu vinho comemorativo, incluindo em seu portfólio o Do Lugar Suco de Uva 100% Natural e o Do Lugar Espumante Moscatel. O Bag in Box chega em 2007. Um dos grandes lançamentos da Dal Pizzol foi o Touriga Nacional 200 Anos, lançado em 2008 em comemoração a chegada da Família Imperial ao Brasil. O sucesso foi tanto que o rótulo permanece até hoje em linha.

O Vinhedo do Mundo, que hoje reúne mais de 400 variedades de uvas de mais de 35 países de todos os continentes, teve sua primeira Colheita Simbólica em 2011, de onde foi vinificado o primeiro VINUMMUNDI, com 20 variedades de uvas. Neste mesmo ano, a vinícola também estreou a Degustação às Cegas, uma experiência enoturística única, realizada com os olhos vendados. A cada ano uma nova Colheita Simbólica no Vinhedo do Mundo e dela um novo VINUMMUNDI, tendo exemplares feitos com mais de 100 castas.

Em 2013 foi inaugurado, o Ecomuseu da Cultura do Vinho, com um acervo de vinhos brasileiros e internacionais de grande importância histórica. E juntamente com o Instituto R. Dal Pizzol passam a integrar a Association for Culture and Tourism Exchange (ACTE), uma das mais importantes entidades voltadas à cultura do vinho na Europa. E toda esta trajetória foi sendo construída safra a safra por Toninho na área comercial, e seu irmão Rinaldo Dal Pizzol (83), em projetos histórico-culturais, sócios inseparáveis.

E chega 2014 e com ele os 40 anos da vinícola. Para comemorar, um gran assemblage feito com Merlot, Cabernet Sauvignon, Tannat e Nebiolo. E lá foi o Seu Toninho entregar uma garrafa para amigos, clientes e jornalistas. Assim como fez em 2019, aos 45 anos da empresa, quando foi lançado outro corte, desta vez de Marselan, Alicante Bouschet e Petit Verdot, com pequena passagem em barrica francesa, ele refez seu habitual trajeto e entregou pessoalmente o vinho para diversos formadores de opinião.

Nessas 47 safras, a Dal Pizzol vem mantendo parceria com agricultores de diversas regiões do Rio Grande do Sul, cultivando, além de uvas, muitas amizades. Seus vinhos, todos varietais, nascem de cerca de 15 castas. São vinhos únicos, típicos, sem passagem por carvalho, jovens, modernos e com graduação alcoólica moderada, todos em pequenos lotes. São cerca de 300 mil garrafas por ano.

Toninho era implacável em bem receber. Sempre com uma taça de espumante à mão e um sorriso aberto no rosto, estava a postos com seu chapéu de palha, recepcionando as pessoas. Tinha o hábito de ligar para os amigos todo final de ano e no aniversário, desejando coisas boas. Este ano, ninguém recebeu a sua ligação. Ficam as lembranças, os bons momentos, a simplicidade de onde brotam emoções inesquecíveis. Que o seu último brinde, no dia 27 de novembro de 2020, jamais seja esquecido e que o seu amor pelo vinho brasileiro continue contagiando a todos que se relacionam com a Dal Pizzol.

Meus sentimentos!

domingo, 27 de dezembro de 2020

Meu segundo dia em Istambul

 Na segunda etapa da minha viagem à Istambul , passeamos pelo Grand Bazaar, onde nos perdemos por suas ruelas, com lojas de tudo que é possível imaginar: bijuterias, malas, roupas e muitos tapetes!



Vários restaurantes também estão instalados lá dentro e ,pessoas carregando bandejas com copinhos de chá decorados, servem às lojas e transeuntes.



Até mesmo bicas para beber água e fontes para lavar os pés existem no Grand Bazaar.



O comércio ali cresceu tanto, que invadiu as ruas em volta.



Depois de um longo passeio pelo Grand Bazaar, partimos para visitar o Mercado de Especiarias, cujos deliciosos aromas sentimos de longe.



Este local é mesmo uma perdição, um lugar cheio de cores, aromas e mil sabores. Os comerciantes de lá, são muito sedutores, pois servem suas iguarias e chás, enquanto escolhemos os produtos.



Eles sempre pegam grandes caixas para acomodar suas iguarias, na esperança de venderem mais do que necessitamos! Assim, o comprador tem que tomar todo o cuidado para não cair em armadilha.



Os vendedores vão perguntando se você gosta do produto e vão colocando mais e mais na sua sacola, No final, a conta fica astronômica! Nós mesmos tivemos que tirar produtos das sacolas e caixas. Só o açafrão iraniano, um vidrinho, custava 200 euros!!! Foi tirado da sacola.De qualquer forma, levamos doces turcos, chás de flores, pistaches rosas, romã desidratada e um curry sem igual, entre outras coisas deliciosas.



Saindo do Mercado, atravessamos o Golden Horn, com pescadores e o frenético movimento de barcos, alguns, inclusive, restaurantes.



Conhecemos depois, o bairro charmoso de KaraKöi que é o novo Point moderno de Istambul. Local descolado da cidade, com seus bares, artes de rua, cafés , estúdios de designers e restaurantes, alguns com narguilé disponível para os seus clientes.



Nesta região, visitei o escritório da vinícola Doluca, onde pudemos degustar alguns dos seus deliciosos vinhos turcos.



Depois fomos até o bairro Taskin, usando o metrô e funicular. Este bairro, que era charmoso, desta vez nos pareceu muito comercial. 



Tentamos achar um restaurante interessante e não encontramos e resolvemos voltar para o hotel.



Jantamos perto do hotel, Iogurte com pepino, pimentão seco com azeite, beringela defumada, beringela com tomate, homus, favas com dill, beringela com iogurte, e pimentão com cebolas e batatas. 



O pão que acompanhava os pratos era assado na hora e estava divino!



No dia seguinte compramos no Grand Bazaar: colares, almofadas, pulseiras e chaveiros e mais um monte de quinquilharias que estavam baratas, para darmos de presente.



Depois , atravessamos de novo a ponte do Golden Horn e fomos para Besiktas,  um bairro interessante, onde vimos o mercado de peixes, restaurantes e lanchonetes. Tomamos um sorvete  e vimos pistache cor de rosa.



No caminho, paramos no Palácio Dolmabahçe, onde tomamos suco e ficamos apreciando a vista do Bósforo e as gaivotas voando em busca de alguma comida. Uma linda tarde!



O jantar de despedida nesta noite foi no restaurante Mürver, que fica no último andar do Novotel Istambul Bosphoros, no bairro de Karaköy.



O local era muito bonito, mas muito caro também! 



Pedimos de entrada uma salada de polvo caramelado em redução de aceto balsâmico, com tomate, pimentas, abobrinhas, cebola roxa e folhas.



Comemos também a carne mais macia que já provei, com purê de chili, yogurte e batata aromatizada com canela e miski.



Por sugestão do sommelier, tomamos uma taça do vinho turco Ament, produzido pela Porta Caeli, que tem um corte bordalês e  estava muito bom.



A conta ficou por volta de R$390,00 por pessoa. Muito caro para nosso bolso!



Voltamos para o hotel e no caminho comemos um doce baklava e ninho de pistache, que estavam deliciosos e com gostinho de despedida.



No dia seguinte, pegamos um taxi com um turco tão simpático, que quando soube que eu gostava de café turco, parou no caminho e me trouxe um café, sequilho e água. Uma gentileza!



terça-feira, 1 de dezembro de 2020

Os 16 vinhos escolhidos para a Avaliação dos vinhos nacionais e seus enólogos

 Nos bastidores da ‘Safra das Safras’, os protagonistas desafiados a fazer o melhor vinho de suas vidas

‘Todo vinho tem marca, a marca da dedicação de um enólogo’. Esta tem sido a bandeira da Associação Brasileira de Enologia (ABE), que atua na valorização da profissão do enólogo, independente de marca comercial. Todo ano, ao realizar a Avaliação Nacional de Vinhos, a entidade exerce um papel de promoção do vinho brasileiro ao fazer acontecer a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo. É o momento de maior expectativa do setor. Este ano, o evento comprovou o que os enólogos brasileiros afirmavam no início de março, que estavam diante da ‘Safra das Safras’. E por trás de cada vinho há sempre um enólogo, provocado a engarrafar o melhor vinho, a melhor história, a melhor experiência.

 “A Safra das Safras veio não apenas para mostrar que o Brasil é sim um dos grandes produtores de vinhos e espumantes, mas também para reverenciar aquele que nem sempre é lembrado, o enólogo. Afinal, sem enólogo não há vinho, não há vinícola. E é justamente para eles que dedicamos nosso maior brinde”, destaca o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador. “Nunca o Brasil esteve tão preparado tecnicamente, com profundo conhecimento, precisão na Viticultura e Enologia, para receber e processar uma matéria prima de tamanha qualidade. Esta safra veio para coroar todo esforço empenhado em anos de trabalho e pesquisa. Não se faz um vinho sozinho. E este ano, a mãe natureza fez a sua parte de forma esplêndida. Coube a nós, enólogos, ter a sensibilidade e o conhecimento suficientes para gerar o melhor vinho de nossas vidas. O seu vinho, o vinho brasileiro”, complementa Salvador.

 Na retaguarda das 16 amostras selecionadas entre as mais representativas da Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020 estão 16 enólogos. Responsáveis por engarrafar a identidade e a expressão de cada vinho, eles representam uma categoria que faz parte da cadeia produtiva da uva e do vinho que nem sempre aparece, mas que é decisiva para a qualidade dos vinhos e espumantes. Anderson Felten, Antônio Salvador, Bruno Motter, Daiane Badalotti, Daniel Alonso Martins, Daniel Dalla Valle, Delto Garibaldi, Felipe Bebber, Flávio Pizzato, Flávio Zílio, João Valduga, José Venturini, Leandro Santini, Miguel de Almeida, Philippe Mével e Ricardo Morari são os ‘alquimistas’ que representam a Safra 2020.

 


OS ENÓLOGOS E SEUS VINHOS

1. Flávio Zílio – Cooperativa Vinícola Aurora- Bento Gonçalves

(Amostra 1 – Vinho Base Espumante - Chardonnay)

2. Philippe Mével – Chandon do Brasil – Garibaldi

(Amostra 2 – Vinho Base Espumante - Riesling Itálico/Chardonnay/Pinot Noir)

3. João Valduga – Casa Valduga – Bento Gonçalves

(Amostra 3 – Vinho Base Espumante - Pinot Noir)

4. Ricardo Morari – Cooperativa Vinícola Garibaldi - Garibaldi

(Amostra 4 – Branco Fino Seco Não Aromático – Riesling)

5. Anderson Felten – Cooperativa Vinícola Aliança – Santana do Licramento

(Amostra 5 - Branco Fino Seco Não Aromático – Chardonnay)

6. Delto Garibaldi – Vinícola Família Lemos de Almeida – Vacaria

(Amostra 6 - Branco Fino Seco Aromático – Sauvignon Blanc)

7. Antônio Salvador – Vinhos Hortência – Flores da Cunha

(Amostra 7 - Branco Fino Seco Aromático – Moscato Giallo)

8. Daniel Alonso Martins – Vinícola Almadén – Santana do Livramento

(Amostra 8 – Rosé Fino Seco – Cabernet Sauvignon)

9. Daiane Badalotti – Vinícola Salton – Bento Gonçalves

(Amostra 9 – Tinto Fino Seco Jovem – Merlot)

10. Leandro Santini – Casa Perini – Farroupilha

(Amostra 10 - Tinto Fino Seco – Tannat)

11. Bruno Motter – Vinícola Don Guerino – Alto Feliz

(Amostra 11 - Tinto Fino Seco – Cabernet Franc)

12. Felipe Bebber – Família Bebber – Flores da Cunha

(Amostra 12 - Tinto Fino Seco – Tannat)

13. Flávio Pizzato – Pizzato Vinhas e Vinhos – Bento Gonçalves

(Amostra 13 - Tinto Fino Seco – Merlot)

14. Daniel Dalla Valle – Vinícola Cave de Pedra – Bento Gonçalves

(Amostra 14 - Tinto Fino Seco – Merlot)

15. José Venturini – Casa Venturini – Flores da Cunha

(Amostra 15 - Tinto Fino Seco – Tannat/Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc)

16. Miguel de Almeida – Vinícola Miolo – Bento Gonçalves

(Amostra 16 - Tinto Fino Seco - Touriga Nacional/Tempranillo/Petit Verdot/Merlot/Cabernet Sauvignon/Tannat)


sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Prova de vinhos da safra de 2020, que é considerada a melhor da história vinícola do Brasil

 Apreciadores de vinhos de 24 estados brasileiros, além do Distrito Federal, Uruguai e Chile degustaram em casa as 16 amostras representativas da Safra 2020



No início de março, os enólogos brasileiros já afirmavam que estavam diante da ‘Safra das Safras’. De Norte a Sul do país, eles tinham razão. A prova foi a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020, que na taça mostrou que esta é a melhor safra de vinhos que o Brasil já teve. O evento, que desde 1993 sempre foi presencial, em razão da pandemia se transformou na maior ação de promoção do vinho brasileiro, chegando à casa de 700 apreciadores do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal e dos países vizinhos do Chile e Uruguai. Realizado neste sábado, 7 de novembro, foi transmitido ao vivo pelos canais da entidade a partir das 17h.



Enquanto os comentaristas degustavam e falavam das 16 amostras representativas da Safra 2020, os apreciadores acompanhavam de casa degustando a mesma amostra. Isso porque a ABE teve a ousadia de montar um kit com os 16 vinhos. Para fazer com que as 16 garrafas com 187 ml cada chegassem à casa de cada apreciador foi montada uma mega operação. Diretores da ABE participaram de cada etapa, coletando amostras, degustando, envasando. Tudo para que cada participante pudesse degustar e descobrir o seu vinho, o vinho brasileiro. Afinal, a Avaliação Nacional de Vinhos é o grande momento do vinho brasileiro, é quando a diversidade e qualidade dos vinhos nacionais estão além de qualquer marca comercial. “A nossa bandeira é a dos vinhos brasileiros”, destaca o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador.



As 11,2 mil garrafas, sendo 16 para cada apreciador, foram envasadas e rotuladas e por 12 dias percorreram até 5,2 mil quilômetros para chegar à casa de todos que participaram deste grande momento. Foram quase 3 litros de vinho cada kit, o que permitiu que até três pessoas pudessem degustar cada amostra, chegando a mais de 2 mil pessoas. Para isso, foram mais de 2 mil litros de vinho no total, 130 litros cada amostra. Com transmissão ao vivo aberta e gratuita para o mundo, a Avaliação Nacional de Vinhos pode ser acompanhada por milhares de apreciadores, que mesmo sem ter tido a oportunidade de adquirir o kit, porque era limitado e a venda esgotou em menos de 2 horas, abriu seu vinho brasileiro de preferência e viveu a experiência no sofá de casa.



“Nunca o Brasil, tanto vinícolas, quanto enólogos, esteve tão preparado tecnicamente, com profundo conhecimento, precisão na Viticultura e Enologia, para receber e processar uma matéria prima de tamanha qualidade. Esta safra veio para coroar todo esforço empenhado em anos de trabalho e pesquisa. Não se faz um vinho sozinho. E este ano, a mãe natureza fez a sua parte de forma esplêndida. Coube a nós, enólogos, ter a sensibilidade e o conhecimento suficientes para gerar o melhor vinho de nossas vidas. O seu vinho, o vinho brasileiro”, complementa Salvador.

 


A Avaliação Nacional de Vinhos já era considerada a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo. Agora, neste formato digital, ela ganhou uma proporção ainda maior, chegando à casa de quem pela primeira vez teve a oportunidade de degustar as amostras mais representativas da safra. “A Avaliação nunca mais será a mesma. Não tivemos a emoção do presencial, mas por outro lado o vinho brasileiro foi descoberto por mais pessoas, ganhando mais espaço na mesa do consumidor brasileiro”, reforça o presidente da ABE.

 

Uma edição histórica



A Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020 é histórica por quatro motivos. O primeiro, por ser a ‘Safra das Safras’, ou seja, a melhor safra que o Brasil já registrou. O segundo, motivado pelo primeiro, por bater recorde no número de amostras com a inscrição de 395 vinhos de 56 vinícolas. O terceiro, por bater recorde em relação aos estados representados pelo público participante, chegando a 21. E por fim, certamente o mais impactante, é a mudança de formato que sai do presencial e vai para o on-line, em razão da pandemia da Covid-19. A emoção do encontro foi substituída por um espetáculo que pode ser assistido no mundo todo via Facebook, Instagram e Youtube da ABE. No local do evento, somente a presença de comentaristas convidados e equipe de organização e transmissão, seguindo um amplo e rigoroso protocolo de segurança conforme regras do Ministério da Saúde.



AS 16 AMOSTRAS E SEUS COMENTARISTAS



CATEGORIA VINHO BASE ESPUMANTE


  1. Chardonnay – Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)

Leandro Bianchi Santini – Enólogo do ano 2019 - Brasil


  1. Riesling Itálico/Chardonnay/Pinot Noir – Chandon do Brasil – Garibaldi (RS)

Ivane Fávero – Especialista em Enoturismo – Brasil


  1. Pinot Noir – Casa Valduga – Bento Gonçalves (RS)

François Hauteker – Enólogo – França *


CATEGORIA BRANCO FINO SECO NÃO AROMÁTICO


  1. Riesling – Cooperativa Vinícola Garibaldi – Garibaldi (RS)

Antônio Calloni – Ator – Brasil *


  1. Chardonnay – Cooperativa Vinícola Aliança – Santana do Livramento (RS)

Eugênio Lira – Enólogo - Chile


CATEGORIA BRANCO FINO SECO AROMÁTICO


  1. Sauvignon Blanc – Vinícola Família Lemos de Almeida - Vacaria (RS)

Rodrigo Bellora – Chef – Brasil


  1. Moscato Giallo – Vinhos Hortência – Flores da Cunha (RS)

Guilherme Pasin – Prefeito de Bento Gonçalves - Brasil


CATEGORIA VINHO ROSÉ FINO SECO


  1. Cabernet Sauvignon – Vinícola Almadén – Santana do Livramento (RS)

Victor Sorrentino – Médico – Brasil


CATEGORIA VINHO TINTO FINO SECO JOVEM


  1. Merlot – Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)

Daniel Scola – Jornalista – Brasil


CATEGORIA TINTO FINO SECO


  1. Tannat – Casa Perini – Farroupilha (RS)

Bob Júnior – Sommelier – Brasil


  1. Cabernet Franc – Vinícola Don Guerino – Alto Feliz (RS)

Alexandre Lalas – Jornalista – Brasil *


  1. Tannat – Família Bebber – Flores da Cunha (RS)

Murillo de Albuquerque Regina – Dr. em Enologia e Viticultura – Brasil


  1. Merlot – Pizzato Vinhas e Vinhos – Bento Gonçalves (RS)

Cecília Aldaz – Sommelier - Argentina


  1. Merlot – Vinícola Cave de Pedra - Bento Gonçalves (RS)

Fernando Pettenuzzo – Enólogo – Uruguai *


  1. Tannat/Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc – Casa Venturini – Flores da Cunha (RS)

Galvão Bueno – Apresentador – Brasil *


  1. Touriga Nacional/Tempranillo/Petit Verdot/Merlot/Cabernet Sauvignon/Tannat – Vinícola Miolo – Bento Gonçalves (RS)

Rodrigo Ferraz – Sommelier - Brasil


 

OS NÚMEROS DA AVALIAÇÃO



O que? 28ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020



Quando? 7 de novembro de 2020


Onde? SPA do Vinho – Vale dos Vinhedos com transmissão ao vivo pelo Youtube, Instagram e Facebook da ABE


Promoção: Associação Brasileira de Enologia (ABE)


Número de amostras inscritas: 395 amostras


Número de vinícolas: 56 vinícolas


Apreciadores: 24 estados brasileiros, além do DF, Chile e Uruguai


Garrafas: 11.200 garrafas, sendo que cada kit contou com 16, uma de cada amostra (quase 3 litros de vinho cada kit, resultando em mais de 2 mil litros de vinho – 130 litros para cada amostra)


 

Observações:


Presidente da ABE, Daniel Salvador, abriu a Avaliação


Evento seguiu protocolo de segurança


Comissão organizadora comemora sucesso do novo formato


Jornalistas Rosane Marchetti e Irineu Guarnier ancoraram transmissão


Sommelier Rodrigo Ferraz comentou a 16ª amostra


Conceito Agência de comunicação com departamento de assessoria de imprensa, social mídia e propaganda

FESTIVAL VALE DOS VINHEDOS

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