terça-feira, 8 de junho de 2021

Vinhos brasileiros premiados na França

 Rótulos brasileiros trazem 14 premiações da França


Reconhecimento veio do Citadelles du Vin com chancela da OIV e da Vinofed

 

Considerado um dos concursos internacionais com grande prestígio internacional, com a participação de mais de 75% de vinhos estrangeiros, o Citadelles du Vin, realizado de 27 a 29 de março, em Bourg Sur Gironde, na França, reverenciou os vinhos brancos brasileiros, além dos espumantes. Dos 14 prêmios alcançados,  oito foram concedidos para rótulos de vinhos finos e seis para espumantes, o que reforça o que a Associação Brasileira de Enologia (ABE) já vem afirmando nos últimos anos: o mundo reconhece a qualidade da produção nacional tanto para espumantes, quanto para vinhos tranquilos.


O concurso, que reuniu 50 degustadores e cerca de mil amostras de 30 países, tem a patronagem da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), maior instituição do setor no mundo, além de ser membro da Federação Mundial de Grandes Concursos Internacionais de Vinhos e Destilados (Vinofed).


“O Brasil passou por uma revolução no setor vitivinícola nos últimos 20 anos. E hoje o que vemos são vinhos e espumantes de alta qualidade, sendo reconhecidos mundialmente por quem entende do assunto. É gratificante testemunhar estas conquistas e ver que aqui os brasileiros também estão percebendo esta qualidade, descobrindo e aprovando o nosso vinho”, comemora o presidente da ABE, enólogo André Gasperin.


PREMIAÇÕES


Prêmio Especial do Brasil e Medalha de Ouro

Aliança Chardonnay 2020 – Cooperativa Nova Aliança



Medalha de Ouro

Casa Valduga Gran Leopoldina Chardonnay 2020 – Casa Valduga Vinhos Finos



Garibaldi VG Espumante Extra Brut – Cooperativa Vinícola Garibaldi



Gazzaro Chardonnay 2020 – Vinícola Gazzaro



Ponto Nero Cult Brut – Ponto Nero



Zanotto Chardonnay 2020 – Vinícola Campestre



Zanotto Gewurztraminer 2020 – Vinícola Campestre



Zanotto Sauvignon Blanc 2020 – Vinícola Campestre

 

Medalha de Prata



Aurora Reserva Chardonnay 2018 – Cooperativa Vinícola Aurora




Casa Valduga 130 Blanc de Blanc – Casa Valduga




Garibaldi Espumante Prosecco Rosé – Cooperativa Vinícola Garibaldi




Villaggio Bassetti Sauvignon Blanc 2020 – Villaggio Bassetti



Zanotto Espumante Brut 2020 – Vinícola Campestre



Zanotto Espumante Moscatel - Vinícola Campestre

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Um ano do canal do Youtube Vinhos e Prazeres

 Neste momento em que nosso canal do Youtube "Vinhos e Prazeres” completa 1 ano de existência, quero  agradecer a este público que nos acompanha, por todo apoio que estamos tendo.



Eu, particularmente, sempre apreciei vinhos, mesmo no passado quando os vinhos não tinham tanta qualidade quanto tem hoje em dia.



Pensando nisto, fiz um curso na ABS, de introdução ao mundo do vinho, onde participei também de várias degustações comentadas.



Estive em inúmeros eventos, onde conheci e degustei vinhos do mundo todo.



Em 2002 comecei a aproveitar as viagens que fazia pelo mundo, para conhecer vinícolas. Começando esta nova turnê pela região de Champagne.



Em 2009 criei um Blog (http://vinhoprazer.blogspot.com.br/), chamado de Vinhos e prazeres, com o objetivo de compartilhar minhas experiências no mundo do vinho. Hoje ele conta com mais de 800.000 acessos e mais de 800 artigos.



Em 2016 comecei a publicar artigos no jornal O Diário da Região, que é o maior jornal da região noroeste do estado de São Paulo: (https://www.diariodaregiao.com.br/secoes/blogs/vinhos-e-os-prazeres).



Devido à pandemia, que me impediu de viajar e participar de eventos, criei o canal do Youtube,  Vinhos e Prazeres (https://www.youtube.com/c/VinhosePrazeres). O canal alcançou mais de 15.600 vizualizações e 321 inscritos. Este projeto conta com a ilustre participação de um grande amigo e enófilo Marcelo Soares!



Através do canal, fizemos entrevistas com produtores de vários países, com foco maior nos brasileiros, que vem se superando em suas produções de vinhos, a cada dia, surpreendendo muita gente! Entrevistamos  mais de 20 produtores das regiões: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Vale do São Francisco, Goiás e Brasilia. Publicamos também vídeos sugerindo vinhos e divulgando o mundo do vinho.



Tendo em vista o sucesso do canal, pretendemos continuar fazendo estas publicações, bem como promovendo degustação on Line com produtores, para que os apreciadores de vinho possam ter um contato direto com eles.



Neste momento mundial tão difícil,  com tantas restrições, abrir portas para o mundo do vinho é uma possibilidade que oferecemos e que nos dá muita alegria.



Agradecemos os seguidores do canal e pretendemos continuar procurando novidades e divulgar este maravilhoso mundo do vinho!



Foram feitos 85 vídeos com 42 produtores no total, provenientes de: 



Brasil 20, Portugal: 6, Italia: 5, França: 3, Chile: 2, Canada:1, Uruguay: 1, Argentina: 1, Geórgia:1, Alemanha: 1 e Espanha: 1

terça-feira, 30 de março de 2021

Evolução enológica foi decisiva na Safra 2021

Novas variedades, manejo nos vinhedos, diversidade e compreensão do terroir foram determinantes para garantir uma safra de qualidade e com grande volume


 

O Brasil vitivinícola amadureceu. Nos últimos 20 anos, a cadeia produtiva da uva e do vinho passou por uma transformação histórica, mostrando ao mundo que com muito estudo e investimento é possível driblar condições climáticas extremas. O Brasil é um continente de solos, climas, terroirs e neste universo, engenheiros agrônomos e enólogos, se debruçam numa jornada incessante para melhor compreender cada microclima, podendo extrair o melhor de cada vinhedo. São 26 regiões produtoras em 10 estados brasileiros, cada uma com suas particularidades. Mesmo assim, de forma geral, podemos dizer que a Safra 2021, no Brasil, colheu uvas sãs, no ponto ideal de maturação para cada tipo de vinho a ser elaborado. Ou seja, foi uma vindima de qualidade e também de grande volume.

 


O resultado é reflexo deste conjunto de ações que combinam conhecimento, sensibilidade, tecnologia e natureza. “As últimas safras estão sendo brindadas com vinhos e espumantes diferenciados, com reconhecimento internacional. Aprendemos com o tempo, evoluímos junto com ele. Este ano não foi diferente. O mercado pode aguardar por rótulos com grandes atributos”, garante o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo André De Gasperin. A brotação uniforme nos vinhedos e poucas chuvas no período de floração contribuíram para uma safra de grande volume. Já a qualidade contou com a expertise dos técnicos que fizeram um bom manejo nos vinhedos, permitindo que a colheita acontecesse no tempo certo.



O diretor Técnico em Enologia da ABE, enólogo Vagner Marchi, chama a atenção para a heterogeneidade da Safra 2021, muito maior que a do ano passado. “Dependendo da região e da variedade, a qualidade se diferencia. Equilibrar tudo isso é um desafio. E é aí que entra o trabalho de manejo do viticultor, aliado às particularidades de cada vinhedos e à expertise do enólogo”. Para o ex-presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador, esta safra se resume aos avanços em viticultura com a evolução enológica. “Hoje temos uma estrutura invejável, conhecimento, fizemos ensaios permanentes, aprendemos a respeitar e a entender a vinha. Tudo isso impactou nas uvas e, consequentemente, nos vinhos com resultados espetaculares”, ressalta.



Sinal de bons espumantes

O conselheiro da ABE, enólogo Carlos Abarzúa, relata que o inverno de 2020 teve precipitação pluviométrica acima do normal, não impactando o ciclo da videira em dormência. As horas de frio se mantiveram dentro do normal (400 horas abaixo de 7,5ºC), com maior concentração em julho, sendo satisfatório para a plena superação da dormência e para garantir uma brotação uniforme das variedades Chardonnay e Pinot Noir, ideais para espumantes. Foram registradas muitas geadas neste período. Algumas no final do inverno e início de brotação da variedade Chardonnay, sendo necessário a intervenção humana com práticas como uso de calor, aquecimento dos vinhedos com fogões, uso de aminoácidos protetivos.


Segundo Abarzúa, já a primavera de 2020 foi caraterizada por precipitações pluviais abaixo da média histórica para o trimestre. Foram 124mm bem distribuídos. A umidade foi ideal para garantir um bom start do ciclo de brotação da videira. Em outubro, foram apenas 54mm e em novembro 42mm, o que garantiu um florescimento pleno e uma excelente frutificação. A temperatura média foi acima de média histórica na primavera-verão, porém com grande amplitude térmica diária, com dias quentes e noites frias. Por isso, o ciclo não foi antecipado, o que favoreceu a qualidade enológica das uvas precoces. “Podemos dizer que com uma primavera seca tivemos espetacular florescimento e pegamento do fruto, o que garantiu boa produtividade e qualidade dos vinhedos”, explica.


De forma geral, os enólogos destacam a excelente qualidade das uvas utilizadas na elaboração dos vinhos brancos e bases para espumante. Além da boa sanidade e da concentração de açúcares, essas uvas também apresentaram uma acidez natural que garantirá o frescor desse tipo de produto. O testemunho é do vice-presidente da ABE, enólogo Ricardo Morari. Segundo ele, no caso dos tintos, os rótulos de maior volume terão vinhos jovens, frutados e leves. Já os que nasceram da seleção e do intenso manejo nos vinhedos, da concentração de açúcares e maturação fenólica, passando por maceração com casca, resultarão em vinhos com maior tempo de guarda. Em ambos os casos, a sanidade das uvas se fez presente.


Outro aspecto importante a ser considerado é que a estabilidade climática a partir da metade de fevereiro permitiu prolongar a vindima, o que foi importante para atingir essa maior maturação nas tintas. O enólogo Bruno Motter, diretor Técnico em Viticultura da ABE, acredita cada vez mais que cabe aos enólogos ‘sair da cantina’ e ir aos vinhedos, acompanhando de perto cada etapa da formação da matéria prima. “Não podemos parar de buscar novas técnicas e variedades de uvas, formas de manejo, tudo para minimizar a oscilação das safras. Assim, faremos grandes vinhos todos os anos”, destaca.


Além do RS

Se no Rio Grande do Sul, as uvas precoces apresentaram melhores resultados, no Paraná a realidade foi outra. Segundo o vinhateiro Fernando Camargo, essas variedades não conseguiram grandes concentrações de açúcares, porém tiveram boa sanidade. Já as variedades que amadureceram a partir do final de fevereiro alcançaram uma maturação fenólica muito positiva, com destaque para as uvas Malbec, Tannat e Cabernet Sauvignon com graduações alcoólicas acima dos 13% vol.


Em Santa Catarina a maioria dos produtores já finalizou a safra. Em São Joaquim a colheita está em fase de conclusão. De acordo com o enólogo Átila Zavarisse, janeiro foi bem chuvoso, mas as práticas de raleio, desfolha, desbrota, poda verde e várias limpezas no vinhedo ajudaram a manter as uvas sadias. “A produção foi boa, com vinhos no tanque que surpreendem, com qualidade acima da média. As variedades mais tardias foram as melhores com destaque para a Cabernet Sauvignon e Merlot. A sanidade está muito boa”, comenta.


Já em Minas Gerais, conforme informações da enóloga Isabela Peregrino, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a safra foi marcada por uma redução na produção, com cachos menores, resultado da estiagem prolongada até meados de novembro. Alguns produtores da região também enfrentaram perdas por granizo. A qualidade das uvas em si foi muito boa, para aqueles que colheram uvas finas entre dezembro e janeiro (Chardonnay e Pinot Noir). Na Serra da Mantiqueira, onde o cultivo é protegido, a qualidade também foi boa, apesar de terem enfrentado um pouco mais de chuva durante fevereiro. Alguns desses produtores ainda estão colhendo suas uvas. Ela explica que a safra de verão é muito menor que a de inverno, quando coletam mais dados, podendo falar com mais propriedade.


No Nordeste do país, mais precisamente no Vale do São Francisco, o calendário é outro. Lá, são realizadas duas safras por ano, com colheita em 10 dos 12 meses. A Safra 2020 está terminando agora. Segundo a enóloga Eloíza Teixeira, tudo indica que 2021 será um ano mais seco que os dois anteriores, apontando para uma safra promissora e sadia. Isso porque o acúmulo pluviométrico de dezembro até agora está em torno de 200mm, quando o normal para o período é de 300mm.

A produção em São Paulo tem se destacado pela ocorrência de duas safras distintas, uma no Inverno e outra no Verão. De acordo com o Doutor Fábio Laner Lenk, coordenador do curso Superior deTecnologia em Viticultura e Enologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo - Campus São Roque, a ‘Safra de Inverno’, como habitual, ocorreu após um período de baixa pluviosidade, possibilitando a plena maturação dos frutos. As variedades mais representativas foram a Syrah, Pinot Noir, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. Entre as brancas destaque para a Sauvignon Blanc e Chardonnay. A confirmação do fenômeno climático La Niña foi marcante no início da Primavera e influenciou a ‘Safra de Verão’ devido um período de maior estiagem, sendo benéfico para o controle fitossanitário e antecipação da maturação das cultivares mais precoces e uvas comuns. Porém, ressalta Lenk, com o aumento dos índices de chuvas em janeiro e fevereiro os cuidados com a sanidade das uvas em relação ao míldio (Plasmopara vitícola) e podridões foram intensificados.


Projeções

O Brasil ainda não tem os dados oficiais de fechamento da Safra 2021, mas previsões feitas pela União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) indicam um resultado de mais de 800 mil toneladas somente no RS. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje o estado mantém 46.774 hectares destinados ao cultivo da uva, com produção em 122 dos 497 municípios gaúchos. Falando de Brasil, a estimativa é de que se atinge 1,4 milhão de toneladas.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Vinhos finos ganham mais prêmios que espumantes em 2020

Brasil fecha 2020 com 321 Medalhas conquistadas em 18 concursos realizados em 12 países



O ano de 2020 realmente foi o ano do vinho brasileiro, dentro e fora do país. O mesmo reconhecimento conquistado com o espumante agora é percebido em relação aos vinhos finos nacionais. O padrão de qualidade é uma realidade degustada e aprovada por especialistas do mundo inteiro. Das 321 medalhas conquistadas em 2020, 166 foram para vinhos, ou seja, 51,71%. Os espumantes ‘brazucas’ arremataram 147 prêmios, 45,79% do total, ficando 2,5% para destilados e licorosos com oito distinções. Agora, o Brasil chega a 4.806 premiações.



Na história do setor vitivinícola brasileiro, o ano passado foi o terceiro melhor desempenho em número de premiações, ficando atrás apenas de 2014 com 388 e 2016 com 338 medalhas. Mas esta é a primeira vez em 26 anos que os vinhos finos ganham tamanha representatividade, superando as premiações dos espumantes. O registro das premiações existe desde 1995, quando a Associação Brasileira de Enologia (ABE) assumiu o papel de enviar as amostras para concursos reconhecidos mundialmente, função que fortaleceu a imagem do vinho brasileiro junto a instituições como a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).



“Estamos vivendo um novo e frutífero momento do vinho brasileiro. Mostramos ao mundo que depois de tanto investimento em tecnologia, estudos e pesquisas, do vinho ao ponto de venda, o Brasil figura entre os grandes produtores de vinhos e espumantes de excelência do mundo. Hoje, esta é uma realidade percebida no Brasil e no mundo”, comemora o presidente da ABE, André de Gasperin. O enólogo complementa, destacando que o Brasil se diferencia ainda mais por ser um continente de solos e climas o que resulta numa produção tão diversificada que contempla os mais diversos estilos.



Toda essa jovialidade e ao mesmo tempo sofisticação foram reconhecidos em 18 concursos realizados no Brasil, Canadá, Chile, Espanha, França, Grécia, Hungria, Inglaterra, Itália, Portugal, República Tcheca e Suíça. Para a Associação, uma excelente performance num ano de pandemia, onde muitos concursos precisaram se adaptar, mudando datas e procedimentos. “Em razão do fechamento da fronteira com a Argentina, não conseguimos enviar amostras para o Vinus e o La Mujer Elige, que todos os anos temos o hábito de mandar”, lamenta Gasperin.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Viagem para a região vinícola da serra catarinense

A serra catarinense produz bons vinhos!

Depois de provar alguns deles e entrevistar produtores, para o meu canal do Youtube Vinhos e Prazeres, resolvi conhecer em loco as vinícolas.



Vindo de São Paulo, pela perigosa e sem fiscalização, Br 116 e 101, decidi ir direto para a cidade de Rodeio, perto de Blumenau, a fim de visitar a vinícola San Michele.



De lá, segui para Florianópolis (onde morei por 5 anos) para desta vez, passar um tempo com a família.


No caminho de Rodeio para Florianópolis, parei para almoçar em São Miguel, onde tem um bonito aqueduto e uma cachoeira. Os restaurantes de lá são simples, mas comemos um bom camarão, à um preço acessível.



De Floripa, segui viagem pela SC 110, em direção à Urubici, passando por Santo Amaro da Imperatriz e Rancho Queimado.Este trecho que fiz, da serra do Tabuleiro é bem bonito! Com vistas a muitas hortênsias no período de novembro. O trajeto tem 172 km e leva umas 3 horas para ser feito, pois a serra é bem sinuosa e de difícil ultrapassagem.



Chegando no topo da serra catarinense, visitei a vinícola Thera, com boa pousada e restaurante. Fiquei pouco tempo, pois os vinhos não são feitos ali e sim na Vila Francione (vinícola da mesma família dos proprietários da Thera). Apesar de ser boa a pousada da Thera, ela está situada longe das outras vinícolas e a estrada entre elas é sinuosa e difícil.



Em seguida passei por Urubici, onde comemos deliciosas tortas no Armazém Vale das Montanhas (armazemvaledasmontanhas@gmail.com). A proprietária, Sra Elisa (fone 49 991118971), organiza visitas às vinícolas e passeios pela região.



Pelo caminho, vimos vários locais onde vendiam produtos da região como: mel, geléia, vinhos, queijos e embutidos.



De Urubici , seguimos para  São Joaquim, onde ficam a maioria das vinícolas da região. O trecho também é sinuoso e os 58 km de distância entre as duas cidades, leva 1 hora para ser percorrido.



São Joaquim, parece também uma cidade do interior. Ficamos hospedados no São Joaquim Park Hotel, localizado no centro da cidade e talvez,  o maior prédio de lá. O preço do hotel é em conta, por volta de R$250, com café da manhã incluído. 


Quem tiver mais tempo pode procurar alguma pousada charmosa e provavelmente mais cara.



Visitamos a vinícola Villagio Conti, onde fomos recebidos pelo proprietário, Humberto Conti. Ela fica no caminho entre Urubici e São Joaquim.



No dia seguinte de manhã, fomos conhecer a vinícola Leone di Venezia, que fica próxima à São Joaquim, onde fomos recebidos pelo proprietário, Saul Bianco.



Nós pretendíamos voltar para Florianópolis, pela serra do Rio do Rastro, que é muito bonita e cheia de curvas sinuosas. Descobrimos então que ela estava fechada para decidas, das 7 às 19 horas.



Nos indicaram então a serra do Corvo branco, próxima à Urubici, que é uma pirambeira, sem calçamento, mas muito bonita!



A descida foi uma aventura, principalmente com um carro baixo como o meu. A estrada praticamente tem uma pista só e é toda esburacada e com poucos pontos de ultrapassagem. Quando algum caminhão aparecia, era uma acrobacia fazer o cruzamento, sendo necessário às vezes, dar marcha à ré.



A descida da serra nos ofereceu uma bela paisagem, com passagens estreitas entre as rochas cortadas, muita vegetação e cachoeiras.



No pé da serra o carro começou a apresentar um chiado no freio dianteiro e tivemos que parar numa oficina depois para tirar uma pedra do disco de freio.



Depois de toda esta aventura voltamos à Florianópolis.


Nesta viagem, percebemos  que, diferente da serra Gaucha, na Serra Catarinense, as vinícolas ficam longe umas das outras e nem sempre o acesso é muito bom. 



O turismo também não oferece tantos atrativos assim, mas os vinhos justificam a viagem e a bela paisagem também.


Uma boa alternativa seria a de ir de avião até Florianópolis e lá alugar um carro para ir até a serra. 



Miolo revela quarta edição da Coleção dos Sete Lendários

Safra 2023 dá origem a sete vinhos ícones que expressam o melhor de quatro terroirs brasileiros onde o grupo firmou suas raízes. O lançament...