terça-feira, 6 de julho de 2021

Vinhos Brasileiros premiados na França

 


Brasil conquista quatro prêmios na França


Pela terceira vez no ano, os vinhos e espumantes brasileiros arrematam prêmios na França. Desta vez foi no Challenge du Vin, realizado nos dias 18 e 19 de maio. Cinco Medalhas foram conquistadas, sendo quatro de Ouro e uma de Prata. Até agora, somente este ano, são 22 prêmios outorgados por concursos internacionais realizados no país.


O concurso é tradicional e todos os anos, durante a Primavera, reúne mais de 800 profissionais e consumidores amadores informados para degustar cerca de 5 mil vinhos de 38 países. A avaliação é feita em duas manhãs. Criado em 1976, o Challenge du Vin é organizado pelo Concours Des Vins (CDV), com sede em Bourg, na França.


PREMIAÇÕES


Medalha de Ouro



Aurora Espumante Brut – Cooperativa Vinícola Aurora



Garibaldi Espumante Chardonnay Brut – Cooperativa Vinícola Garibaldi



Garibaldi Espumante Prosecco - Cooperativa Vinícola Garibaldi



Casa Valduga Terroir Gewurztraminer 2020 – Casa Valduga Vinhos Finos

 

Medalha de Prata



Panizzon Espumante Chardonnay – Sociedade de Bebidas Panizzon

segunda-feira, 21 de junho de 2021

Leilão virtual de vinhos raros brasileiros

Valor arrecadado em leilão virtual de vinhos brasileiros vai ajudar entidade que abriga 250 crianças e adolescentes em vulnerabilidade, em Bento Gonçalves

Para arrematar um vinho em um leilão beneficente não é necessário ser um colecionador de raridades. Basta ter amor. Afinal, a solidariedade vai muito além da visão, do olfato, da audição, do tato e do paladar, sentidos colocados à prova em qualquer degustação de vinhos. Aqui estamos falando de um sexto sentido, o da emoção. E é justamente isso que a Associação Bentogonçalvense de Convivência e Apoio à Infância e Juventude, a Abraçaí, quer despertar nas pessoas ao lançar o Leilão Vinhos & Solidariedade. São 45 rótulos brasileiros que poderão ser arrematados de 17 de junho a 15 de julho através do site www.zaccariasleiloes.com.br. Eles foram doados por pessoas, empresas e entidades numa iniciativa que vai muito além de aromas e sabores.

A presidente Eliana Casagrande Lorenzini agradece as doações e aposta no espírito solidário das pessoas. “Esperamos que todos os vinhos recebam lances e que cada garrafa simbolize a generosidade de cada pessoa que se sensibilizar com a história da Abraçaí, ajudando a construir uma sociedade mais justa, com um futuro melhor para essas crianças”, destaca. A ideia do leilão partiu de uma amiga de Eliana, Beatriz Dreher Giovannini, herdeira da família que fundou a marca de conhaques Dreher. Dona Bita, como é carinhosamente chamada, é amante das artes e possui larga atuação junto a entidades assistenciais.

Os 45 vinhos serão leiloados com valores que partem de R$ 100, chegando a R$ 1.000 a garrafa, num trabalho voluntário do leiloeiro Volnei Zaccarias. São vinhos que não estão à venda no mercado, que fizeram história, marcaram épocas, simbolizaram momentos. E tem também aqueles que aguardam para retornar ao mercado como vinhos especiais. Enfim, muitos são raridades, outros são apenas lembranças empoeiradas, guardadas na memória de quem sabe mais do que qualquer outra pessoa o quanto ele é importante. Se os 45 vinhos forem arrematados pelo lance inicial será possível chegar a R$ 20.448, mas pode ser mais. Este valor ajudará a manter a rotina da instituição, além dos diversos projetos sociais, beneficiando as 250 crianças e adolescentes hoje atendidos, além de seus familiares e da própria comunidade em que vivem. Entre as atividades desenvolvidas está a Tecnologia da Informação e Comunicação, Noções Básicas de Língua Inglesa, Conscientização para a Vida Corporal e Ambiental, Apoio à Escolarização, Musicalização, Acesso à Informação e Formação e Iniciação Profissional (Programa Jovem Aprendiz em parceria com Senac e Senai), além de alimentação e transporte, palestras e atendimento aos familiares. Mais informações podem ser acessadas no site www.abracai.com.br.

Entre as raridades, destaque para o Granja União Cabernet e o Granja União Merlot, ambos da Safra 1955. O primeiro, doado pelo estudioso, escritor, colecionador e vinhateiro Rinaldo Dal Pizzol. O segundo, pelo diretor da ABE, enólogo Dario Crespi. Outra preciosidade é o Casque D’Or Conhaque Safra 1968, doado pelo empresário Ayrton Luiz Giovannini. E tem ainda o Presidente Safra 1969, da Salton, e a Champanha Mônaco Demi-Sec 1969, ambos feitos para celebrar o Cinquentenário do Clube Esportivo, doados por Solange Rossetti. Segundo Dal Pizzol, os vinhos são raros porque não estão mais disponíveis no mercado, mas sobreviveram ao tempo por terem sido guardados e conservados adequadamente, além de terem sido elaborados por produtores eficientes e considerados. “Mesmo não tendo sido elaborados para serem ‘de guarda’, resistiram ao tempo e, por isso, são raridades e dignos de um bom lance”, garante.

Como dar um lance

1. Acesse o site www.zaccariasleiloes.com.br

2. Entre no campo “Próximos Leilões”

3. Ao rolar a página você chegará no Leilão Vinhos & Solidariedade

4. Conheça os 45 rótulos, suas histórias e diferenciais

5. Se você quiser dar um lance é necessário preencher um cadastro, clicando no menu na aba superior direita

6. Se tiver dificuldade contate (54) 9 9612.1051

7. A confirmação será enviada para o seu e-mail

8. Pronto. Agora é só dar seu lance, arrematar uma garrafa única e ajudar a Abraçaí


OS VINHOS

Lote 001 – BOSCATO VINHOS FINOS - GAN CAVE CABERNET SAUVIGNON SAFRA 2008

Doador: Vinícola Boscato - Lance Inicial: R$ 700


Lote 002 - CASQUE D’OR – CONHAQUE, SAFRA 1968

Doador: Ayrton Luiz Giovannini - Lance Inicial: R$500


Lote 003 - CONHAQUE DREHER EXTRA VELHO, SAFRA 1974

Doador: Ayrton Giovannini - Lance inicial: R$ 500


Lote 004 - MIOLO MERLOT TERROIR DOVV – SAFRA 2012 

Doador: Miolo Wine Group (Vale dos Vinhedos) - LANCE INICIAL R$ 450


Lote 005 - MIOLO MERLOT TERROIR DOVV – SAFRA 2015 

Doador: Miolo Wine Group (Vale dos Vinhedos) - LANCE INICIAL R$ 350

 

Lote 006 - DON LAURINDO MERLOT SAFRA 1997

Doador: Ademir Brandelli - LANCE INICIAL R$ 650


Lote 007 - DON LAURINDO CABERNET SAUVIGNON SAFRA 1996 

Doador: Ademir Brandelli - LANCE INICIAL R$ 650


Lote 008 - LÍDIO CARRARO FACES TINTO 2013 

Doador: Lídio Carraro Vinícola Boutique (Vale dos Vinhedos) - LANCE INICIAL R$ 250


Lote 009 - LÍDIO CARRARO COLETÂNEA SAFRA 2008  

Doador: Lídio Carraro Vinícola Boutique (Vale dos Vinhedos) - LANCE INICIAL R$ 630


Lote 010 - RESERVA MIOLO – BRASIL 500 – Cabernet Sauvignon Safra 1997 

Doador: Associação Brasileira de Enologia - LANCE INICIAL R$ 500


Lote 011 - VINHO TINTO SECO SANGIOVESE - 1993

Doador: Flávio de Abreu – Ex-diretor da Escola Agrotécnica Federal - LANCE INICIAL R$ 300


Lote 012 - CORDELIER VIN DE LIQUEUR 

Doado pela Associação Brasileira de Enologia - LANCE INICIAL R$ 250


Lote 013 - GRANJA UNIÃO CABERNET EMPALHADO SAFRA 1955 

Doado pelo estudioso, escritor, colecionador e vinhateiro Rinaldo Dal Pizzol - LANCE INICIAL R$ 1.000


Lote 014 - CLOS DE NOBLES SAFRA 1969 CABERNET FRANC PERSONALIZADO 

Doado pelo estudioso, escritor, colecionador e vinhateiro Rinaldo Dal Pizzol - LANCE INICIAL R$ 1.000


Lote 015 - FORESTIR VIN DE LIQUEUR 

Doado pelo estudioso, escritor, colecionador e vinhateiro Rinaldo Dal Pizzol - LANCE INICIAL R$ 1.000


Lote 016 - VINHO DO CENTENÁRIO DA IMIGRAÇÃO ITALIANA 

Doado pelo estudioso, escritor, colecionador e vinhateiro Rinaldo Dal Pizzol - LANCE INICIAL R$ 1.000


Lote 017 - ESPUMANTE GARIBALDI 90 ANOS

Doado pela Cooperativa Vinícola Garibaldi - LANCE INICIAL R$ 129


Lote 018 - ESPUMANTE AMAZE MOSCATEL ROSÉ 

Doado pela Cooperativa Vinícola Garibaldi - LANCE INICIAL R$ 100


Lote 019 - VINHO GARIBALDI 90 ANOS 

Doado pela Cooperativa Vinícola Garibaldi - LANCE INICIAL R$ 129


Lote 020 - ESPUMANTE AMAZE PINOT NOIR ROSÉ 

Doado pela Cooperativa Vinícola Garibaldi - LANCE INICIAL R$ 100


Lote 021 - VILA MATARAZZO CABERNET SAUVIGNON SAFRA 2018 

Doado pela enóloga Maria Amélia Flores – Vinho e Arte - LANCE INICIAL R$ 350


Lote 022 - CORDELIER EQUILIBRIUM SAFRA 2005 

Doado pelo diretor da ABE, enólogo Dario Crespi - LANCE INICIAL R$ 250


Lote 023 - GRANJA UNIÃO MERLOT SAFRA 1955

Doado pelo diretor da ABE, enólogo Dario Crespi - LANCE INICIAL R$ 1.000


Lote 024 - VINUMUNDI 2017

Doado pela Dal Pizzol Vinhos Finos - LANCE INICIAL R$ 540


Lote 025 - DO LUGAR CABERNET FRANC SAFRA 1990 

Doado pela Dal Pizzol Vinhos Finos - LANCE INICIAL R$ 750


Lote 026 - PRESIDENTE SAFRA 1969 

Doado por Solange Rossetti - LANCE INICIAL R$ 500


Lote 027 - CHAMPANHA MÔNACO DEMI-SEC – 1969 

Doado por Solange Rossetti - LANCE INICIAL R$ 500


Lote 028 - CASA PERINI CABERNET SAUVIGNON SAFRA 2002

Doado por Pablo Perini - LANCE INICIAL R$300


Lote 029 - ORIGEM 1929 

Doado por Vinícola Cainelli - LANCE INICIAL R$ 200


Lote 030 - DON GIOVANNI CABERNET SAUVIGNON SAFRA 2002

Doado por Vinícola Don Giovanni - LANCE INICIAL R$ 500


Lote 031 – BURGUNDY DREHER PARA EXPORTAÇÃO AOS ESTADOS UNIDOS

Doado por Regina Anselmi - LANCE INICIAL R$500


Lote 032 - WORLD CUP USA 94 SAFRA 1991

Doado por Cooperativa Vinícola Aurora - LANCE INICIAL R$ 500


Lote 033 - CABERNET SAUVIGNON VINÍCOLA RAVANELLO SAFRA 2012

Doado por Vinícola Ravanello - LANCE INICIAL R$ 250


Lote 034 – RESERVA AMADEU CABERNET SAUVIGNON SAFRA 1996

Doado por Família Geisse - LANCE INICIAL R$ 350


Lote 035 - ESPUMONE ANTERIOR A 1978

Doado por Alfredo Cousandier - LANCE INICIAL R$ 300


Lote 036 - DOM CÂNDIDO EDIÇÃO ESPECIAL 80 ANOS

Doado por Vinícola Dom Cândido - LANCE INICIAL R$ 500


Lote 037 - BRANDY CVE

Doado por Rodrigo Otávio Câmara Monteiro, Diretor-Geral do Campus Bento Gonçalves do Instituto Federal do RS - LANCE INICIAL R$ 250


Lote 038 - MARCO LUIGI - MALBEC RESERVA 2010 

Doado por Vinícola Marco Luigi - LANCE INICIAL R$ 220


Lote 039 - MILLÉSIME 7ª EDIÇÃO -2011

Doado por Vinícola Aurora - LANCE INICIAL R$ 200


Lote 040 - CLOS DE NOBLES SAFRA 1969 CABERNET FRANC PERSONALIZADO 

Doado por Marisa Cousandier Ross - LANCE INICIAL R$ 1.000


Lote 041 - CABERNET SAUVIGNON GUILHERME FASOLO - RESERVA ESPECIAL - SELECT COMÉRCIO INTERNACIONAL LTDA SAFRA 2009

Doado por Milton Fantin - LANCE INICIAL R$ 300


Lote 042 - CABERNET SAUVIGNON GRANDE RESERVA DOPPIO A - SELECT COMÉRCIO INTERNACIONAL LTDA SAFRA 2011

Doado por Milton Fantin - LANCE INICIAL R$ 250


Lote 043 - DUNAMIS VINHOS E VINHEDOS MERLOT BRANCO SAFRA 2012

Doado por Milton Fantin - LANCE INICIAL R$ 250


Lote 044 - VALLONTANO RESERVA CABERNET SAUVIGNON 2005

Doado por Vinícola Vallontano - LANCE INICIAL R$ 200


Lote 045 - ORIUNDI 2011

Doado por Vinícola Vallontano - LANCE INICIAL R$ 300

quinta-feira, 17 de junho de 2021

Maior degustação de vinhos de uma safra do mundo está confirmada para 6 de novembro

 Edição 2021 seguirá em formato digital



Realizar a Avaliação Nacional de Vinhos no ano da ‘Safra das Safras’, em meio à pandemia do Coronavírus, desafiou a Associação Brasileira de Enologia (ABE) a se reinventar, apostando em um formato inédito para o evento. A adoção dos kits com envio para todo o Brasil, até ao exterior, não apenas permitiu a realização do evento, como também ampliou a participação, chegando à casa de apreciadores de 24 estados brasileiros, que puderam degustar a representatividade da Safra 2020, acompanhando pelo Youtube em tempo real a experiência. Com grande aceitação, o modelo será mantido para este ano, confirmando o dia 6 de novembro para o grande momento do vinho brasileiro.

Com esta mudança de setembro para novembro, a ABE espera que mais vinícolas participem inscrevendo suas amostras, ampliando este mapa da radiografia do setor. “Agora vinícolas de outras regiões, como Minas Gerais, por exemplo, que colhem mais tarde, podem participar inscrevendo suas amostras. Apostamos numa ideia desafiadora e aprendemos muito com isso. Não abrimos mão do rigor técnico da Avaliação, mas percebemos que podemos levar o vinho brasileiro muito além”, reforça o presidente da entidade, enólogo André Gasperin. A abertura das inscrições das amostras será dia 27 de julho com término em 18 de agosto. Já o público vai precisar esperar até o dia 28 de setembro para adquirir os kits com as 16 garrafas de 187 ml, que este ano terá três ao invés de duas taças personalizadas, permitindo que mais pessoas vivam a experiência. A venda será através do site www.enologia.org.br.

Gasperin destaca que todas as etapas técnicas não mudam, seguindo o mesmo protocolo, sigilo e profissionalismo das edições anteriores. A primeira delas é a fase das inscrições das amostras pelas vinícolas (abaixo cronograma). A expectativa da ABE é superar as 395 amostras inscritas por 56 vinícolas em 2020. Quem nunca participou da Avaliação pode acessar o link https://www.youtube.com/watch?v=X7tshQ7iCTg e assistir a edição anterior. Mais de 7 mil pessoas já visualizaram.

No ano passado, as 11,2 mil garrafas percorreram até 5,2 mil quilômetros para chegar à casa de todos que participaram do evento. Foram quase 3 litros de vinho cada kit, o que permitiu que até três pessoas pudessem degustar cada amostra, chegando a mais de 2 mil pessoas. Para isso, foram mais de 2 mil litros de vinho, 130 litros cada amostra. Com transmissão ao vivo aberta e gratuita para o mundo, a Avaliação Nacional de Vinhos pode ser acompanhada por milhares de apreciadores, que mesmo sem ter tido a oportunidade de adquirir o kit, porque era limitado e a venda esgotou em menos de 2 horas, abriram seu vinho brasileiro de preferência e viveram a experiência no sofá de casa.

CRONOGRAMA 29ª AVALIAÇÃO NACIONAL DE VINHOS – SAFRA 2021

ATIVIDADES

PERÍODO

Inscrições das amostras

27 de julho a 18 de agosto

Coleta das Amostras

24 de agosto a 4 de setembro

Degustação de Seleção

9 a 16 de setembro

Abertura das inscrições para o público

28 de setembro

Envio dos kits

A partir de 20 de outubro

Evento - Transmissão

6 de novembro



terça-feira, 8 de junho de 2021

Vinhos brasileiros premiados na França

 Rótulos brasileiros trazem 14 premiações da França


Reconhecimento veio do Citadelles du Vin com chancela da OIV e da Vinofed

 

Considerado um dos concursos internacionais com grande prestígio internacional, com a participação de mais de 75% de vinhos estrangeiros, o Citadelles du Vin, realizado de 27 a 29 de março, em Bourg Sur Gironde, na França, reverenciou os vinhos brancos brasileiros, além dos espumantes. Dos 14 prêmios alcançados,  oito foram concedidos para rótulos de vinhos finos e seis para espumantes, o que reforça o que a Associação Brasileira de Enologia (ABE) já vem afirmando nos últimos anos: o mundo reconhece a qualidade da produção nacional tanto para espumantes, quanto para vinhos tranquilos.


O concurso, que reuniu 50 degustadores e cerca de mil amostras de 30 países, tem a patronagem da Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV), maior instituição do setor no mundo, além de ser membro da Federação Mundial de Grandes Concursos Internacionais de Vinhos e Destilados (Vinofed).


“O Brasil passou por uma revolução no setor vitivinícola nos últimos 20 anos. E hoje o que vemos são vinhos e espumantes de alta qualidade, sendo reconhecidos mundialmente por quem entende do assunto. É gratificante testemunhar estas conquistas e ver que aqui os brasileiros também estão percebendo esta qualidade, descobrindo e aprovando o nosso vinho”, comemora o presidente da ABE, enólogo André Gasperin.


PREMIAÇÕES


Prêmio Especial do Brasil e Medalha de Ouro

Aliança Chardonnay 2020 – Cooperativa Nova Aliança



Medalha de Ouro

Casa Valduga Gran Leopoldina Chardonnay 2020 – Casa Valduga Vinhos Finos



Garibaldi VG Espumante Extra Brut – Cooperativa Vinícola Garibaldi



Gazzaro Chardonnay 2020 – Vinícola Gazzaro



Ponto Nero Cult Brut – Ponto Nero



Zanotto Chardonnay 2020 – Vinícola Campestre



Zanotto Gewurztraminer 2020 – Vinícola Campestre



Zanotto Sauvignon Blanc 2020 – Vinícola Campestre

 

Medalha de Prata



Aurora Reserva Chardonnay 2018 – Cooperativa Vinícola Aurora




Casa Valduga 130 Blanc de Blanc – Casa Valduga




Garibaldi Espumante Prosecco Rosé – Cooperativa Vinícola Garibaldi




Villaggio Bassetti Sauvignon Blanc 2020 – Villaggio Bassetti



Zanotto Espumante Brut 2020 – Vinícola Campestre



Zanotto Espumante Moscatel - Vinícola Campestre

quinta-feira, 6 de maio de 2021

Um ano do canal do Youtube Vinhos e Prazeres

 Neste momento em que nosso canal do Youtube "Vinhos e Prazeres” completa 1 ano de existência, quero  agradecer a este público que nos acompanha, por todo apoio que estamos tendo.



Eu, particularmente, sempre apreciei vinhos, mesmo no passado quando os vinhos não tinham tanta qualidade quanto tem hoje em dia.



Pensando nisto, fiz um curso na ABS, de introdução ao mundo do vinho, onde participei também de várias degustações comentadas.



Estive em inúmeros eventos, onde conheci e degustei vinhos do mundo todo.



Em 2002 comecei a aproveitar as viagens que fazia pelo mundo, para conhecer vinícolas. Começando esta nova turnê pela região de Champagne.



Em 2009 criei um Blog (http://vinhoprazer.blogspot.com.br/), chamado de Vinhos e prazeres, com o objetivo de compartilhar minhas experiências no mundo do vinho. Hoje ele conta com mais de 800.000 acessos e mais de 800 artigos.



Em 2016 comecei a publicar artigos no jornal O Diário da Região, que é o maior jornal da região noroeste do estado de São Paulo: (https://www.diariodaregiao.com.br/secoes/blogs/vinhos-e-os-prazeres).



Devido à pandemia, que me impediu de viajar e participar de eventos, criei o canal do Youtube,  Vinhos e Prazeres (https://www.youtube.com/c/VinhosePrazeres). O canal alcançou mais de 15.600 vizualizações e 321 inscritos. Este projeto conta com a ilustre participação de um grande amigo e enófilo Marcelo Soares!



Através do canal, fizemos entrevistas com produtores de vários países, com foco maior nos brasileiros, que vem se superando em suas produções de vinhos, a cada dia, surpreendendo muita gente! Entrevistamos  mais de 20 produtores das regiões: Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Vale do São Francisco, Goiás e Brasilia. Publicamos também vídeos sugerindo vinhos e divulgando o mundo do vinho.



Tendo em vista o sucesso do canal, pretendemos continuar fazendo estas publicações, bem como promovendo degustação on Line com produtores, para que os apreciadores de vinho possam ter um contato direto com eles.



Neste momento mundial tão difícil,  com tantas restrições, abrir portas para o mundo do vinho é uma possibilidade que oferecemos e que nos dá muita alegria.



Agradecemos os seguidores do canal e pretendemos continuar procurando novidades e divulgar este maravilhoso mundo do vinho!



Foram feitos 85 vídeos com 42 produtores no total, provenientes de: 



Brasil 20, Portugal: 6, Italia: 5, França: 3, Chile: 2, Canada:1, Uruguay: 1, Argentina: 1, Geórgia:1, Alemanha: 1 e Espanha: 1

terça-feira, 30 de março de 2021

Evolução enológica foi decisiva na Safra 2021

Novas variedades, manejo nos vinhedos, diversidade e compreensão do terroir foram determinantes para garantir uma safra de qualidade e com grande volume


 

O Brasil vitivinícola amadureceu. Nos últimos 20 anos, a cadeia produtiva da uva e do vinho passou por uma transformação histórica, mostrando ao mundo que com muito estudo e investimento é possível driblar condições climáticas extremas. O Brasil é um continente de solos, climas, terroirs e neste universo, engenheiros agrônomos e enólogos, se debruçam numa jornada incessante para melhor compreender cada microclima, podendo extrair o melhor de cada vinhedo. São 26 regiões produtoras em 10 estados brasileiros, cada uma com suas particularidades. Mesmo assim, de forma geral, podemos dizer que a Safra 2021, no Brasil, colheu uvas sãs, no ponto ideal de maturação para cada tipo de vinho a ser elaborado. Ou seja, foi uma vindima de qualidade e também de grande volume.

 


O resultado é reflexo deste conjunto de ações que combinam conhecimento, sensibilidade, tecnologia e natureza. “As últimas safras estão sendo brindadas com vinhos e espumantes diferenciados, com reconhecimento internacional. Aprendemos com o tempo, evoluímos junto com ele. Este ano não foi diferente. O mercado pode aguardar por rótulos com grandes atributos”, garante o presidente da Associação Brasileira de Enologia (ABE), enólogo André De Gasperin. A brotação uniforme nos vinhedos e poucas chuvas no período de floração contribuíram para uma safra de grande volume. Já a qualidade contou com a expertise dos técnicos que fizeram um bom manejo nos vinhedos, permitindo que a colheita acontecesse no tempo certo.



O diretor Técnico em Enologia da ABE, enólogo Vagner Marchi, chama a atenção para a heterogeneidade da Safra 2021, muito maior que a do ano passado. “Dependendo da região e da variedade, a qualidade se diferencia. Equilibrar tudo isso é um desafio. E é aí que entra o trabalho de manejo do viticultor, aliado às particularidades de cada vinhedos e à expertise do enólogo”. Para o ex-presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador, esta safra se resume aos avanços em viticultura com a evolução enológica. “Hoje temos uma estrutura invejável, conhecimento, fizemos ensaios permanentes, aprendemos a respeitar e a entender a vinha. Tudo isso impactou nas uvas e, consequentemente, nos vinhos com resultados espetaculares”, ressalta.



Sinal de bons espumantes

O conselheiro da ABE, enólogo Carlos Abarzúa, relata que o inverno de 2020 teve precipitação pluviométrica acima do normal, não impactando o ciclo da videira em dormência. As horas de frio se mantiveram dentro do normal (400 horas abaixo de 7,5ºC), com maior concentração em julho, sendo satisfatório para a plena superação da dormência e para garantir uma brotação uniforme das variedades Chardonnay e Pinot Noir, ideais para espumantes. Foram registradas muitas geadas neste período. Algumas no final do inverno e início de brotação da variedade Chardonnay, sendo necessário a intervenção humana com práticas como uso de calor, aquecimento dos vinhedos com fogões, uso de aminoácidos protetivos.


Segundo Abarzúa, já a primavera de 2020 foi caraterizada por precipitações pluviais abaixo da média histórica para o trimestre. Foram 124mm bem distribuídos. A umidade foi ideal para garantir um bom start do ciclo de brotação da videira. Em outubro, foram apenas 54mm e em novembro 42mm, o que garantiu um florescimento pleno e uma excelente frutificação. A temperatura média foi acima de média histórica na primavera-verão, porém com grande amplitude térmica diária, com dias quentes e noites frias. Por isso, o ciclo não foi antecipado, o que favoreceu a qualidade enológica das uvas precoces. “Podemos dizer que com uma primavera seca tivemos espetacular florescimento e pegamento do fruto, o que garantiu boa produtividade e qualidade dos vinhedos”, explica.


De forma geral, os enólogos destacam a excelente qualidade das uvas utilizadas na elaboração dos vinhos brancos e bases para espumante. Além da boa sanidade e da concentração de açúcares, essas uvas também apresentaram uma acidez natural que garantirá o frescor desse tipo de produto. O testemunho é do vice-presidente da ABE, enólogo Ricardo Morari. Segundo ele, no caso dos tintos, os rótulos de maior volume terão vinhos jovens, frutados e leves. Já os que nasceram da seleção e do intenso manejo nos vinhedos, da concentração de açúcares e maturação fenólica, passando por maceração com casca, resultarão em vinhos com maior tempo de guarda. Em ambos os casos, a sanidade das uvas se fez presente.


Outro aspecto importante a ser considerado é que a estabilidade climática a partir da metade de fevereiro permitiu prolongar a vindima, o que foi importante para atingir essa maior maturação nas tintas. O enólogo Bruno Motter, diretor Técnico em Viticultura da ABE, acredita cada vez mais que cabe aos enólogos ‘sair da cantina’ e ir aos vinhedos, acompanhando de perto cada etapa da formação da matéria prima. “Não podemos parar de buscar novas técnicas e variedades de uvas, formas de manejo, tudo para minimizar a oscilação das safras. Assim, faremos grandes vinhos todos os anos”, destaca.


Além do RS

Se no Rio Grande do Sul, as uvas precoces apresentaram melhores resultados, no Paraná a realidade foi outra. Segundo o vinhateiro Fernando Camargo, essas variedades não conseguiram grandes concentrações de açúcares, porém tiveram boa sanidade. Já as variedades que amadureceram a partir do final de fevereiro alcançaram uma maturação fenólica muito positiva, com destaque para as uvas Malbec, Tannat e Cabernet Sauvignon com graduações alcoólicas acima dos 13% vol.


Em Santa Catarina a maioria dos produtores já finalizou a safra. Em São Joaquim a colheita está em fase de conclusão. De acordo com o enólogo Átila Zavarisse, janeiro foi bem chuvoso, mas as práticas de raleio, desfolha, desbrota, poda verde e várias limpezas no vinhedo ajudaram a manter as uvas sadias. “A produção foi boa, com vinhos no tanque que surpreendem, com qualidade acima da média. As variedades mais tardias foram as melhores com destaque para a Cabernet Sauvignon e Merlot. A sanidade está muito boa”, comenta.


Já em Minas Gerais, conforme informações da enóloga Isabela Peregrino, da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), a safra foi marcada por uma redução na produção, com cachos menores, resultado da estiagem prolongada até meados de novembro. Alguns produtores da região também enfrentaram perdas por granizo. A qualidade das uvas em si foi muito boa, para aqueles que colheram uvas finas entre dezembro e janeiro (Chardonnay e Pinot Noir). Na Serra da Mantiqueira, onde o cultivo é protegido, a qualidade também foi boa, apesar de terem enfrentado um pouco mais de chuva durante fevereiro. Alguns desses produtores ainda estão colhendo suas uvas. Ela explica que a safra de verão é muito menor que a de inverno, quando coletam mais dados, podendo falar com mais propriedade.


No Nordeste do país, mais precisamente no Vale do São Francisco, o calendário é outro. Lá, são realizadas duas safras por ano, com colheita em 10 dos 12 meses. A Safra 2020 está terminando agora. Segundo a enóloga Eloíza Teixeira, tudo indica que 2021 será um ano mais seco que os dois anteriores, apontando para uma safra promissora e sadia. Isso porque o acúmulo pluviométrico de dezembro até agora está em torno de 200mm, quando o normal para o período é de 300mm.

A produção em São Paulo tem se destacado pela ocorrência de duas safras distintas, uma no Inverno e outra no Verão. De acordo com o Doutor Fábio Laner Lenk, coordenador do curso Superior deTecnologia em Viticultura e Enologia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia São Paulo - Campus São Roque, a ‘Safra de Inverno’, como habitual, ocorreu após um período de baixa pluviosidade, possibilitando a plena maturação dos frutos. As variedades mais representativas foram a Syrah, Pinot Noir, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon. Entre as brancas destaque para a Sauvignon Blanc e Chardonnay. A confirmação do fenômeno climático La Niña foi marcante no início da Primavera e influenciou a ‘Safra de Verão’ devido um período de maior estiagem, sendo benéfico para o controle fitossanitário e antecipação da maturação das cultivares mais precoces e uvas comuns. Porém, ressalta Lenk, com o aumento dos índices de chuvas em janeiro e fevereiro os cuidados com a sanidade das uvas em relação ao míldio (Plasmopara vitícola) e podridões foram intensificados.


Projeções

O Brasil ainda não tem os dados oficiais de fechamento da Safra 2021, mas previsões feitas pela União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra) indicam um resultado de mais de 800 mil toneladas somente no RS. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), hoje o estado mantém 46.774 hectares destinados ao cultivo da uva, com produção em 122 dos 497 municípios gaúchos. Falando de Brasil, a estimativa é de que se atinge 1,4 milhão de toneladas.

sábado, 27 de fevereiro de 2021

Vinhos finos ganham mais prêmios que espumantes em 2020

Brasil fecha 2020 com 321 Medalhas conquistadas em 18 concursos realizados em 12 países



O ano de 2020 realmente foi o ano do vinho brasileiro, dentro e fora do país. O mesmo reconhecimento conquistado com o espumante agora é percebido em relação aos vinhos finos nacionais. O padrão de qualidade é uma realidade degustada e aprovada por especialistas do mundo inteiro. Das 321 medalhas conquistadas em 2020, 166 foram para vinhos, ou seja, 51,71%. Os espumantes ‘brazucas’ arremataram 147 prêmios, 45,79% do total, ficando 2,5% para destilados e licorosos com oito distinções. Agora, o Brasil chega a 4.806 premiações.



Na história do setor vitivinícola brasileiro, o ano passado foi o terceiro melhor desempenho em número de premiações, ficando atrás apenas de 2014 com 388 e 2016 com 338 medalhas. Mas esta é a primeira vez em 26 anos que os vinhos finos ganham tamanha representatividade, superando as premiações dos espumantes. O registro das premiações existe desde 1995, quando a Associação Brasileira de Enologia (ABE) assumiu o papel de enviar as amostras para concursos reconhecidos mundialmente, função que fortaleceu a imagem do vinho brasileiro junto a instituições como a Organização Internacional da Vinha e do Vinho (OIV).



“Estamos vivendo um novo e frutífero momento do vinho brasileiro. Mostramos ao mundo que depois de tanto investimento em tecnologia, estudos e pesquisas, do vinho ao ponto de venda, o Brasil figura entre os grandes produtores de vinhos e espumantes de excelência do mundo. Hoje, esta é uma realidade percebida no Brasil e no mundo”, comemora o presidente da ABE, André de Gasperin. O enólogo complementa, destacando que o Brasil se diferencia ainda mais por ser um continente de solos e climas o que resulta numa produção tão diversificada que contempla os mais diversos estilos.



Toda essa jovialidade e ao mesmo tempo sofisticação foram reconhecidos em 18 concursos realizados no Brasil, Canadá, Chile, Espanha, França, Grécia, Hungria, Inglaterra, Itália, Portugal, República Tcheca e Suíça. Para a Associação, uma excelente performance num ano de pandemia, onde muitos concursos precisaram se adaptar, mudando datas e procedimentos. “Em razão do fechamento da fronteira com a Argentina, não conseguimos enviar amostras para o Vinus e o La Mujer Elige, que todos os anos temos o hábito de mandar”, lamenta Gasperin.

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