terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

O restaurante Mocotó vai para a Califórnia.

O chefe Rodrigo Oliveira iniciou seus trabalhos no restaurante do pai, o Mocotó, na Vila Medeiros, bairro operário da zona norte de São Paulo, que tem suas raízes na cozinha sertaneja.

O início com o pai foi meio tumultuado, por diferenças de concepção a respeita da comida. A primeira coisa que Rodrigo fez foi trocar os ingredientes rústicos por outros de melhor qualidade.

Seu projeto atual e mais ousado é levar a comida brasileira para a Califórnia, através da abertura de um restaurante no local.

Rodrigo, em entrevista ao Paladar, do Estadão, reclamou daqueles que só servem só luxo.  Para ele, o público já está maduro o suficiente para não ser iludido apenas com o requinte.

Ele lançou recentemente o livro “Mocotó, o Pai, o Filho e o Restaurante”, onde conta a história do restaurante fundado pelo pai hà 44 anos.

Há um tempo atrás, fui conhecer o Mocotó, naquela ocasião já famoso. Ele era então o único restaurante do grupo. Para chegar lá, na Vila Medeiros, foi uma verdadeira novela e, apesar de ser domingo e antes do meio dia, enfrentei uma espera de 1:30 até que pudéssemos sentar. Este tipo de espera, em geral, é contra meus princípios.

Na minha avaliação daquele dia, achei as entradas e aperitivos muito bons. Quanto aos pratos principais, como fui com 2 amigos radicais, os pedidos de Mocotó e Sarapatel, pouco me contentaram. Não fazem muito o meu gênero. Por estas e outras, pedi um peixe que estava meio sem graça. Em suma, a experiência, que publiquei anteriormente não foi das melhores.

Quando abriu outro restaurante deste mesmo chef, no Mercado de Pinheiros, que fica perto de casa, fui imediatamente conhecer. A nova experiência tampouco boa pois o menu era muito limitado, por conta do espaço diminuto.

Outro dia, uma amiga me convidou a participar de uma excursão, ao “Esquina Mocotó”, o terceiro restaurante do chef Rodrigo. Segundo ela, tratava-se de uma versão mais light que o Mocotó.

Lá fui eu! O restaurante “Esquina” é mais bonito que os outros e o serviço é muito bom!

Para esta excursão foi montado um menu especial que oferecia couvert, entradas, prato principal e sobremesa.

Rodrigo nos recebeu e foi muito simpático!

Pude fotografar a preparação dos pratos na cozinha que, por sua vez, é aberta para o salão.

Como couvert veio um pão de fermentação lenta, feito na casa, acompanhado de azeite e manteiga com umburama. Ele estava delicioso.

Em seguida foram servidos dadinhos de tapioca com geléia de pimenta, sempre presentes em seus estabelecimentos e a verdadeira delícia da casa!

Como prato principal, escolhi o Javali com beterrabas, coalhada e molho de cacau. O prato era muito bem apresentado e o tempero delicioso. Só não gostei da carne do javali, muito dura e gordurosa.

Para a sobremesa pedi um sorvete de uvaia que estava gostoso.

Esta última experiência já foi bem melhor que as anteriores.

Prossegui com minhas investigações e resolvi ir conhecer o quarto restaurante do chef.

Para completar o circuito então, fui conhecer o mais novo empreendimento, “Balaio”, que fica no térreo do Instituto Moreira Sales à Avenida Paulista, 2424.

Desta vez sim acertei em cheio!


Escolhi o Arroz de Linguiça Bragantina, com Costelinha e Quiabo para almoçar. O quiabo era grelhado, do jeito que gosto e o tempero muito bom! O prato além de criativo e saboroso era assentado em nossas tradições!

Por isso, pretendo voltar ao Balaio, para provar ainda os outros pratos que também prometem.

Além da comida estar ótima, este lugar é mais acessível, apesar de cheio como os outros restaurantes do grupo Mocotó.

Os restaurantes deste grupo tem o dom de utilizar produtos nacionais a baixo custo e isto em si já é uma grande ideia!

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