quarta-feira, 17 de abril de 2019

Os excelentes vinhos do Club Magnum da PNR Import.

A importadora PNR Import, representada por seu diretor de produtos, Cédric Grelin,  fez uma apresentação dos vinhos do Magnum Club.


Os rótulos deste Club são selecionados por Philippe de Nicolay Rothschild, fundador da empresa. Ele pertence a uma das famílias mais tradicionais do setor e tem  muito conhecimento do mundo dos vinhos.

A empresa PRN tem 3 tipos de seleção de vinhos. São elas: Blason, que sai por R$240,00 por mês, Château, por R$480,00 e Imperial, de R$1.920,00. O sócio do Club seleciona os vinhos dentro da classe que ele faz parte e os valores, não utilizados naquele mês, ficam de crédito para os próximos meses. Os vinhos de sua classe contam com descontos nos preços. Detalhes no site: https://www.magnumclub.com.br.


A apresentação dos vinhos começou com a região de Chablis, que fica no norte da Borgonha. Lá os climas são mais frios do que do resto da Borgonha, os invernos são rigorosos e verões curtos e secos. Este clima além de dar muito trabalho aos produtores, com geadas fora de hora e chuvas de granizo, nos traz safras bem diferentes.

A casta utilizada na região é a Chardonnay, a casta mais plantada no mundo, que nesta região tem sua melhor qualidade. Em geral, os vinhos desta região não passam por barrica.


Os solos de Chablis contém conchas pré-históricas, pelo fato deles terem sido cobertos pelo mar. Nestas condições, as raízes da Chardonnay descem fundo, o  que resulta em vinhos mais secos, minerais e com acidez marcante.

Os vinhos da região são assim classificados: Básico, Petit Chablis, Chablis, Premier Chablis e no topo de qualidade os Grand Crus.


Os vinhos Chablis apresentados no evento são produzidos por Daniel-Etienne Defaix, cujos ancestrais cultivavam vinhedos desde o século XVI. Todos os vinhos usam levedura indígena e são fermentados por 3 semanas. O amadurecimento destes vinhos levam 18 meses, com Bâtonnage mensal.

Provamos no início o Vieilles Vignes 2013, que é feito com uvas de parreiras de 51 anos. O seu teor alcoólico é de 12,5% e ele custa R$295,00. É um típico Chablis, muito seco e mineral.

O Premier Cru Côte de Lecht 2003 é produzido com parreiras de 40 anos, que por sua vez tem um rendimento limitado. Neste caso, apenas a tête de cuvée (vinho de gota e primeira prensa) é utilizada. O Premier Cru Lecht é mais amarelado e mais seco que o Vielles Vignes e tem mineralidade marcante. Custa R$415,00 e tem 13% de álcool.

Premier Cru Les Lys 2004 - Suas parreiras tem 40 anos e da mesma forma que o vinho anterior, a técnica utilizada é  a mesma. ou seja é usada apenas a tête de Cuvée. O vinho tem 13% de álcool e custa R$415,00. É um vinho espetacular e menos austero que os anteriores.

Finalmente chegamos no Grand Cru Blanchit 2005, que é fermentado em barricas velhas. Este vinho ainda estava fechado, ou seja tinha muito a evoluir, mas já estava muito exuberante e intenso, uma preciosidade! Ele tem 13% de álcool e custa R$855,00.


Provamos então os vinhos tintos da região de Cahors, no noroeste de Bordeaux, onde a uva típica é Malbec, há mais de 800 anos. A cepa é muito mais antiga na região de Cahors que na Argentina.  https://www.youtube.com/watch?v=7J54TSSUTQ0

Para o vinho ter a denominação Cahors, precisa ter pelo menos 70% de Malbec, além da Tannat e Merlot.


O vinho Malbec de antigamente era muito escuro e diziam que este nome significava: ruim para a boca, bico (mal bec). Com a sua melhora , com produção já utilizando técnicas mais apuradas, o Malbec chegou a ser considerado melhor que os outros Bordeaux, chamados Claret.


A Malbec da região de Cahors tem muita concentração de antocianos e taninos que conferem cor escura e maior potencial de envelhecimento ao vinho.


Na região é utilizada uma taça, que tem um anel no meio de sua haste. Ele é um símbolo de união, de harmonia no modo de sentir ou de pensar, um símbolo de compartilhamento.

Cahors é uma cidade medieval e tem uma ponte com fortificação, cujo objetivo era de conter a invasão dos ingleses, o que nunca ocorreu.

Os vinhos de Cahors provados  neste evento foram produzidos pela Château du Cédre.

Château du Cedre 2011usa as cepas: Malbec (90%), Merlot (5%) e Tannat (5%). Ele é vinificado em aço inox por 30 dias e a fermentação malolática é realizada diretamente em barricas de carvalho. O vinho amadurece por 22 meses em barricas de carvalho (1/3 novas e 2/3 usadas). É um vinho intenso, com mineralidade e taninos delicados. Tem 13,5% de álcool e custa R$205,00.


Le Cedre 2011, 100% Malbec, com vinificação em tanque de inox por 30 dias. Ele fica 24 meses em barrica (80% novas) e é um vinho muito bom, elegante e redondo. Tem 14% de álcool e custa R$445,00.

O último vinho apresentado foi o excelente GC Cahors 2011, produzido com a cepa Malbec. A vinificação também é feita em barricas de carvalho de 500 l, por 40 dias e o amadurecimento é de 24 meses em barricas novas. Ele é muito aromático, com notas de especiarias e na boca é espetacular, com mineralidade intensa.


Assim terminamos em alto nível mais uma prova oferecida pela PRN Import, a quem agradeço o convite !Deg

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