sábado, 12 de outubro de 2013

Restaurantes da baixada santista


Fui para o Guarujá para passar uns dias e resolvi almoçar em Santos.

Como não conheço os restaurantes de Santos, pedi umas dicas para uma amiga santista. Dicas de restaurante básico para comer frutos do mar. Ela me sugeriu o Mar del Plata (Av. Almirante Saldanha da Gama 137), que fica na ponta da praia, próximo à balsa.


Este restaurante foi fundado na década de 90, por um espanhol, próspero comerciante, proprietário da famosa Peixaria Pascoal.  Ele teve uma idéia junto a outro comerciante, de mudar a gastronomia do litoral paulista. Vizinhos de comércio então resolveram unir experiência e trabalho e, no dia 20 de maio de 1992, fundaram o Restaurante Mar Del Plata, especializado em frutos do mar.

Um restaurante de acabamento simples, adequado para o tipo de almoço que queríamos.

Como entrada, pedi uma casquinha de siri especial.

Como estou acostumado com as casquinhas de Florianópolis, achei que esta tinha muita massa e pouco siri. Custou R$14,00.


Como prato principal, pedi o Polvo à Moda do Chefe, um polvo refogado ao alho e óleo. Estava maravilhoso e a porção era tão grande, que levei uma parte dela para casa. Seu preço foi R$180,00.

Para acompanhar o prato, pedi uma cerveja long neck.


A conta ficou um pouco salgada: R$235,00.

No dia seguinte, no Guarujá, fui a outro restaurante, o que mais gosto de lá, o Chopp Halle, que fica na al. Marechal Deodoro da Fonseca, nas Pitangueiras.


Como entrada pedi meia porção de lula, que estava deliciosa e custou R$32,00.

Neste mesmo dia e em geral na baixa temporada, o restaurante tem uma promoção de pratos com camarão, para duas pessoas, por R$85,00.


Pedimos o camarão à baiana, que estava muito bom. A única questão é que tinha bastante coentro, que é um tempero que não aprecio.

Para acompanhar, eu pedi um chopp que veio no ponto e custou R$7,00.


 A conta total ficou em R$150,00, um bom preço pelos pratos que consumimos.

Gostei de ambos os restaurantes, mas pretendo voltar apenas ao Chopp Hale, pois seu preço é bem mais razoável.

Voltamos no sábado para São Paulo pela Piaçaguera e pegamos um demorado congestionamento, devido ao excesso de caminhões e consertos na pista. Estas administradoras de rodovias parecem não ter bom senso!
Acho um absurdo fazer consertos na pista num fim de semana!
E tenho dito!

domingo, 6 de outubro de 2013

Vinhos do Alentejo


Os vinhos de Portugal, da região do Alentejo, foram apresentados num evento, por seus produtores,  no dia 3 de setembro de 2013.


 O evento contou com 15 vinícolas com seus vinhos brancos, tintos e rosés.
São elas: Adega de Borba, Adega de Redondo/Barrinhas, Cartuxa – Fundação Eugênio de Almeida, Cortes de Cima, Enoforum - Carmim Group, Herdade do Mouchão, Herdade São Miguel, J. Portugal Ramos Vinhos, Monte da Capela, Paulo Laureano Vinus, Paço do Conde, Quinta do Zambujeiro, Sogrape Vinhos, Tapada do Fidalgo e Tiago Cabaço Wines.

O evento foi realizado pela Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA). Ele foi direcionado a profissionais do setor, jornalistas, enófilos e apaixonados pelo mundo do vinho, que puderam apreciar a personalidade dos representativos rótulos do Alentejo e degustar toda a história e cultura do local.

Segundo Dora Simões, presidente da CVR, o objetivo da apresentação foi de reforçar o posicionamento dos Vinhos do Alentejo no mercado de São Paulo, que é vitrine para os vinhos de todo o mundo, por ser uma metrópole com empórios, lojas e restaurantes reconhecidos.

Para Dora, a degustação dos Vinhos do Alentejo no Brasil também é fundamental a fim de despertar uma relação próxima com os consumidores brasileiros, cada vez mais experts e criteriosos em matéria de vinhos. “Queremos nos posicionar entre o top das escolhas deste público”.

A região do Alentejo
A região vitivinícola do Alentejo estende-se por cerca de 22.000 hectares de vinhas, no interior sul de Portugal. Constituída, em sua maioria, por planícies e vales. Os vinhedos plantados se beneficiam de um terroir de excelência para a produção de vinhos de exceção. As castas mais emblemáticas da região são: as tintas, Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet e as brancas, Roupeiro e Antão Vaz.

CVRA - Comissão Vitivinícola Regional Alentejana
A Comissão Vitivinícola Regional Alentejana (CVRA) foi criada em 1989. Ela é uma entidade Inter profissional privada, de utilidade pública, que certifica os vinhos DOC Alentejo e os vinhos Regional Alentejano.

É responsável, ainda, pela promoção dos Vinhos do Alentejo no mercado português e em mercados-alvo internacionais (www.vinhosdoalentejo.pt.).


O evento contou com duas Masterclass, muito bem apresentadas por Rui Galvão. A primeira apresentou os ícones da região, enquanto a segunda foi voltada a vinhos de castas típicas do Alentejo.


Participei da segunda Masterclass, onde aprendi:

O Alentejo é a região vinícola mais antiga de Portugal.

Quando os romanos lá chegaram, já encontraram a cultura da vinha. Foram eles que introduziram inovações para a produção do vinho, tais como a prensa de madeira e a ânfora para fazer e armazenar o vinho.

As uvas eram colocadas diretamente na ânfora, que com o próprio peso ,elas  esmagavam as que ficavam embaixo e assim  se iniciava o processo de fermentação. As leveduras usadas na época eram as que tinham na própria casca das uvas. Desta forma, a região já produzia vinhos orgânicos há mais de 2.000 anos.

Para proteger o vinho da oxidação, eles colocavam azeite na parte superior da ânfora que não se misturava ao vinho. Como o processo de fermentação gerava calor, podendo até mesmo trincar as ânforas, elas eram molhadas por fora de tempos em tempos.

Na parte inferior da ânfora existiam torneiras, por onde o vinho era retirado.

Durante a invasão islâmica na península ibérica, povo este que não bebe álcool, os mouros impuseram taxas à parte do povo que queria continuar a tomar vinho. A maioria dos portugueses optaram por pagar a taxa e continuar a beber vinho.

Portugal também sofreu com o ataque da filoxera às vinhas. O maior problema ,no entanto, foi no período da ditadura, de 41 anos, que definiu a região como celeiro de Portugal. Nesta ocasião derrubaram a maior parte das vinhas para plantar trigo, cevada e outros cereais.

As parreiras e as oliveiras só sobreviveram em áreas que o terreno era ruim, não permitindo, portanto outro tipo de cultura.

Passada a ditadura, iniciou-se o plantio de novos parreirais e oliveiras. E assim houve um retorno a estas culturas. Nesta época foram adotadas as modernidades na produção de vinho. Estas novas empresas contaram com o apoio econômico da União Europeia, com a entrada de Portugal na comunidade.

Podemos  ver no Alentejo, propriedades produzindo ainda vinhos em ânfora, ao lado de outras que usam cubas de aço inox com controle de temperatura.

A região do Alentejo tem diferente terroirs, onde foram criadas oito subregiões.

Os vinhos produzidos em cada região tem a correspondente denominação de orígem: Portalegre, Borba, Redondo, Reguengos, Vidigueira, Évora, Moura e Granja /  Amareleja.

Na região do Alentejo o conceito de cooperativa funcionou bem, produzindo bons vinhos de uvas, produzidas por diferentes propriedades, minimizando assim os custos de fabricação.

Foram também introduzidas na região, algumas cepas mundiais, como a Syrah, Cabernet Sauvignon e Petit Verdot, enriquecendo desta forma a gama dos vinhos.

Durante a aula degustamos 7 vinhos, sendo os 2 primeiros brancos:

1)   Vinho Adega Borba 2012, das cepas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro. O vinho apresentou bom aroma, acidez e volume. É importado por Adega Alentejana (5094-5760).

2)   Regia Colheita, das cepas Antão Vaz, Arinto, Perrum e Síria. Também se mostrou um vinho fresco e agradável. É importado pela Porto a Porto (41-3018-7393).


3)   Albernoas tinto, da cooperativa Redondo / Barrinhas, das cepas: Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouchet, corte típico da região. Ele é um vinho simples mas agradável, importado por: Barrinhas, Comércio e imp de bebidas Ltda. (fone2264-0102 RJ).

4)   Reserva ACR das cepas: Aragones, trincadeira, Alicante Bouschet, da Adega Redondo. O interessante deste vinho é que apresentou aromas de arruda. Ele é importado por Barrinhas, Comércio e imp de bebidas Ltda.

5)   Herdade do Peso, da Sogrape, das cepas: Aragones, Afocheiro. É um vinho mais interessante que os tintos anteriores. Importado pela Zahil (3071-2900).

6)   Com, de Tiago Cabaço Wines, das cepas: Aragones, Cabernet Sauvignon, Touriga Nacional e Trincadeira. É um vinho agradável, com a nova concepção de um produtor jovem e criativo. É importado por Adega Alentejana.

7)   Monte da Capela, das cepas: Aragones, Trincadeira, Alicante Bouschet. É um vinho equilibrado, com um final de boca suave. É importado por Irmãos Seguso Sociedade Empresarial Ltda (35-37221684).


Estive também na sala onde os vinhos ficavam disponíveis à degustação.
Alguns deles me chamaram a atenção:

Da Sogrape, a Herdade do Peso e Vinha do Monte, importados pela Zahil.

Da Tiago Cabaço Wines, vinhos com nomes estranhos, como: .com, .beb e blog, oferecendo excelente relação custo / benefício, importados pela Adega Alentejana.

Da Adega Borba, tanto o Adega Borba Premium, como o Reserva, importados pela Adega Alentejana.

Os vinhos brancos eram bem agradáveis, e ofereciam boa relação custo / benefício.

Alguns produtores também trouxeram excelentes azeites.

O evento foi muito interessante! Enriquecedor para aqueles que desejavam conhecer melhor os vinhos do Alentejo e excelente masterclass.

A organização, ao cargo da CH2A (3253-7052), funcionou muito bem!

sábado, 5 de outubro de 2013

Restaurante e degustação na Grand Cru de Moema


A Grand Cru de Moema (Al, dos Nhambiquaras 614) promove, em vários sábados, grandes degustações de vinhos. Nestas ocasiões, os vinhos são vendidos com desconto.


A primeira degustação que participei foi a dos vinhos da italiana Tenuta Ornelaia, que foi fundada em 1981, na região do Bolgueri, Toscana. Os vinhos apresentados foram neste evento:


Le Volte 2011, das cepas Merlot (50%), Sangiovese (30%) e Cabernet Sauvignon. O vinho é encorpado, apresentando aromas de violetas, de doces e especiarias. Na boca mostra uma acidez picante. Apesar de ser o vinho mais simples da vinícola, estava pronto para ser bebido.

Le Serre 2010, que é o segundo vinho da vinícola. Ele é produzido com vinhas mais jovens, combinando frescor e suavidade com uma estrutura e um equilíbrio de um grande terroir. Ele é feito das cepas: Merlot (57%), Cabernet Sauvignon (17%), Petit Verdot (14%) e Cabernet Franc. É um vinho concentrado, elegante e suave, com aromas de frutas vermelhas amadurecidas, especiarias, tabaco e couro. Na boca, os taninos são sedosos, com bom potencial de envelhecimento. Este vinho ainda está um pouco novo.

Ornellaia, edição de comemoração dos 25 anos, produzido com seleção das melhores parcelas das cepas: Merlot (39%), Cabernet Sauvignon (53%), Cabernet Franc (4%) e Petit Verdot. A cor do vinho é de um rubi intenso. No nariz percebi uma boa complexidade, com cerejas escuras, especiarias e fumo. No palato ele é muito fino, com taninos sedosos e muita persistência. É um vinho ainda fechado, que deve melhorar com o tempo.

Na segunda degustação, foram servidos os vinhos brancos:


Do produtor Domaine Buchard Pere & Fils, provei o Beaune du Château, Premiere Cru 2009, da cepa Chardonnay. Os aromas do vinho eram elegantes, com flores e frutas.



De Willian Fevre, provei o Chablis Premiere Cru 2011, que é muito elegante, com aromas de frutas e flores e boa mineralidade. Na boca ele é muito agradável, com excelente frescor e persistência. Custa R$547,00.

De Willian Fevre, provei também o Chablis Grand Cru Les Preuses 2010, que é muito elegante, com aromas de frutas, tais como maçã e damasco e aroma de flores, com boa mineralidade. Na boca ele é redondo, com excelente frescor e persistência. Custa R$534,00.

Da Domaine Amiot Guy et Fils, provei o Chassagne-Montrachet Premiere Cru les Caillerets 2009. Ele passa 18 meses em barrica de carvalho, com aromas de pêssego e damasco. Na boca ele é elegante, com boa persistência. Custa R$417,00.


Desta segunda vez, resolvi conhecer o restaurante da Grand Cru.
Ele oferece um menu à la carte ou um menu com entrada, prato principal e sobremesa, por R$75,00. Escolhi o de preço fixo que era composto por:


Entrada: Creme de cogumelo misto ao Sauvignon Blanc com toque de azeite de trufa branca. Estava delicioso.


Como prato principal veio a paleta de cordeiro do chef, assada por 8 horas, acompanhada de polenta cremosa e molho de hortelã, que era também muito boa.

Na sobremesa escolhi o petit gateau de laranja com sorvete de fava.


O vinho eleito foi o Rosso de Montalcino Talenti 2011 e harmonizou bem com a paleta.

O almoço valeu o preço cobrado e foi muito agradável.

A vantagem deste restaurante é que nele os vinhos são servidos a preço da importadora.

Na terceira degustação, fiz uma prova de 3 vinhos Norte Americanos:

Comecei pelo Blackhouse Cabernet Sauvignon 2011. Seu preço é R$57,00 e oferece uma excelente relação custo benefício para o dia a dia.


O segundo vinho era o Dominus Napanook 2008, das cepas Cabernet Sauvignon (68%), Cabernet Franc (13%), Merlot (11%), Petit Verdot (7%) e Malbec. É um vinho muito bom e fica em barricas francesas por 17 meses. Recebeu a avaliação RP 92 e custa R$392,00


Dominus 2009, das cepas cabernet Sauvignon (86%), Cabernet Franc (10%) e Petit Verdot. É um vinho delicado, excepcional, que passa 18 meses em barrica francesa. Recebeu a nota RP97+ e custa R$1.011,00.

Este foi outro evento maravilhoso do qual participei onde foi apresentados os bons vinhos Norte Americanos.

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