terça-feira, 23 de outubro de 2012

Sorrento, Itália


Numa viagem que fiz para Itália, um dos destinos que fiz era rumo a bem falada Costa Amalfitana, que fica na região da Campania, no mar Tirreno.

Sendo uma região turística e cultural da Itália, esta região foi declarada Patrimônio da Humanidade pela UNESCO, e assim citada:

”A costa de Amalfi é uma beleza natural. Ela tem sido fortemente povoada desde o início da Idade Média. Inclui uma série de cidades como Amalfi e Ravello, e casas de arquitetura e trabalhos artísticos especialmente notáveis.  Ali as pessoas aproveitaram da crescente diversidade dos terrenos, desde as vinhas e pomares nas encostas mais baixas, até as pradarias no planalto, para cultivarem as terras”.

A Costa Amalfitana abrange o território histórico da República de Amalfi, uma das repúblicas italianas marítimas que dominaram o Mediterrâneo em torno do século XII . Leva o nome de sua maior cidade, Amalfi, a histórica capital da república, que chegou a abrigar uma população de 70.000 habitantes, agora convertido em um destino turístico pequeno e belo. Também é digno de nota, as cidades costeiras de Positano e Ravello, dois principais destinos de férias escolhidos pelo "jet set". As cidades costeiras estão ligadas por uma sinuosa e estreita estrada.

A área desta região  tem sido um destino turístico desde os dias do Império Romano. Muitos artistas e figuras públicas escolheram esta costa, incluindo Giovanni Boccaccio (que faz alusão a ela no Decameron ), Richard Wagner (que foi inspirado em Ravello para criar o cenário de Parsifal ), MC Escher ,Greta Garbo ou John Steinbeck (que em 1953 escreveu Positano , um romance que caracteriza esta cidade). Em Amalfi o dramaturgo norueguês e poeta, Johan Henrik Ibsen escreveu sua obra mais importante, A Casa de Bonecas (1879).
Além disso, em Maiori , Roberto Rossellini , um dos mais importantes diretores do neo-realismo, rodou vários filmes como Paisà (1946), O ammazzacattivi macchina, Viaggio in Italia (Viagem na Itália), com Ingrid Bergman . Em 2007, a filha de Roberto, a atriz Isabella Rossellini , foi nomeada cidadão honorário de Maiori .
O poeta italiano, Renato Fucini , escreveu sobre este lugar: "O Dia do Juízo, para os amalfitanos,  será um dia como qualquer outro, uma vez que já estão no Paraíso."

Quanto a minha viagem posso dizer que ao chegarmos em Roma, fomos de avião direto para Nápoles. 

De lá partimos para Sorrento, pois todos nos diziam que Nápoles era uma cidade perigosa.

No caminho já começamos a entrar no espírito italiano. O trânsito estava bem parado e achávamos que havia algum acidente no local. Logo após a passagem de um túnel, descobrimos o mistério: nada de acidente, a estrada que era de via simples, sem acostamento, tinha um certo trânsito pois os italianos paravam no meio dela para comprar sorvetes, atrapalhando a movimentação dos carros. 

Comportamento típico dos irreverentes italianos.

Em Sorrento, ficamos no gracioso Hotel Regina (http://hotelreginasorrento.com/), próximo à encosta e com uma divina vista para o mar e para a baia de Nápoles, com um pomar cheio de pés de limão siciliano.

Encantados com a vista, fomos até a escarpa que se debruça sobre o mar. Lembramos muito da música ”torna Sorrento”, que fala da ”terraça sul mare”.

A cidadela é uma graça, cheia de porcelanas pintadas nas mais diversas cores e motivos.

Abaixo da escarpa ficavam os decks, de onde os turistas pulavam ao mar, uma vez que a cidade não tem praia, apenas um costão.

O café da manhã neste hotel era servido no restaurante que ficava na cobertura do prédio, convidando às refeições, com aquelas comidas maravilhosas e a vista mais deslumbrante ainda.

Passando por uma loja na cidade, vi uma compota de ”baba ao rum”. Minha esposa insistiu em comprá-la, o que fiz contrariado, pois a viagem estava só iniciando e aquele incômodo recipiente iria ser um peso em nossa bagagem. Posteriormente no Brasil, abri aquela iguaria e me arrependi de não ter trazido mais.

Provamos lá as passas ao rum, que eram gostosas mas bem inferiores à baba. Noutra ocasião provei também a baba ao limoncelo, mas esta não era tão gostosa quanto a baba ao rum.

Como o calor estava intenso, bebi e me deliciei repetidas vezes com o ”limoncello”, que é um licor de limão (de Sorrento), típico do golfo de Nápoles.

Depois de confirmar que a cidade era muito agradável, partimos para Positano, levando conosco a bela imagem daquele paraíso!

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Festival do Languedoc-Roussillon


No período de 2 a 11 de outubro de 2012, São Paulo recebe o 3º Festival Sud de France. Este evento divulga sabores e informações de Languedoc-Roussilon, importante região vinícola francesa.

Em sua terceira edição, o Sud de France já passou por Londres e após o Brasil, vai a Nova Iorque, Shangai e a Cidade do México. O evento faz parte do calendário de comemorações do Ano da França.

Durante o evento, restaurantes de São Paulo contarão com menus baseados nesta região, acompanhados com vinhos que estarão com descontos.

O lançamento do Festival Sud de France ocorre em São Paulo, no dia 9 de outubro de 2012, no Bar des Artes.

O evento foi promovido pelo ”organismo regional francês, exportador de vinhos e produtos da região do Languedoc-Roussillon”. O serviço foi perfeito, sendo oferecida, além dos vinhos, uma farta gama de petiscos típicos da França.

A região do Languedoc-Russilon produz 1/3 do total de vinhos da França, sendo a maior região produtora do mundo. Chegou em 2001 a produzir mais vinhos que todos os Estados Unidos.

A história de seu vinho começou com os gregos, que plantaram vinhas nos arredores de Narbone, no século V A.C.

A partir do século IV, até o início do século XIX, a região tinha fama de produzir vinhos de alta qualidade.

A epidemia da Filoxera, no século XIX, atingiu severamente as vinhas da região, e neste local foram plantadas cepas de qualidade inferior, mais resistentes, reduzindo a qualidade dos vinhos.

Os produtores locais fizeram então, grandes investimentos na região, resultando na melhoria dos vinhos e no sucesso comercial que alcançou.

Quanto ao evento do festival, estavam presentes representantes das importadoras: Cave Jado, Chez France, Decanter, Delacroix Vinhos, Jefs, Taha, Vinos y Vinos e Zahil.

Os vinhos apresentados tinham uma boa relação custo/ benefício, chamando mais a minha atenção para os vinhos brancos e rosés. Os tintos, na sua maioria não passavam por barrica e alguns tinham uma acentuada acidez.

A Zahil trouxe os vinhos da Domaines de François Lurton, onde seu agradável rosé custa R$44,00, ou a sua promoção de 3 garrafas sai por R$99,00 (o tinto tem a mesma promoção). O branco também é agradável e custa R$55,00.

A Decanter, única grande importadora presente, trouxe os melhores e mais caros vinhos tintos do evento. Do produtor Paul Mas, apresentou o bom branco, Picpoul de Pinet 2010, custando R$77,10. O melhor vinho branco foi o Maestal, do produtor Domaine L ‘Oustsl Blanc, que custava R$178,25. O melhor tinto foi o Coubiers, de Paul Mas, que custavava R$77,10.          

As uvas tintas predominantes na região são: Grenache, Syrah, Carignan, Mouvèdre e Cinsoult

Quanto às uvas brancas as principais são: Grenache Blanc, Marsane, Roussane, Picpou, Clairette e Bourboulenc.

Hoje em dia também são usadas variedades internacionais de uvas como: Merlot, Cabernet Sauvignon, Sauvignon Blanc e Chardonnay.

A região de Languedoc-Russillon está subdividida em 10 áreas sendo: Costières de Nimes, Coteaux deu Languedoc, Minervois, Corbières &Fitou, Cabardès & Cotes de Malepère, Limoux Côtes du Roissillon & Roussillon Villages, Riversaltes & Maury, Banyuls & Collioure e Vin de Pays.

A Coteaux du Languedoc é uma das denominações mais interessantes da França,  imensa e diversificada. Os vinhos de lá são na sua maioria tintos e mais ousados.

Quando estive na região, fiquei na cidade de Carcassone, que é uma cidade murada, no topo de um morro. Dizem que lá foi criado o Cassoulet. Contam que  quando a cidade de Carcassone, numa guerra, foi cercada e o povo tinha fome, sem muito o que comer, juntaram-se todos e tudo o que tinham de alimento e com isto criaram o cassoulet.

O evento Sud France foi muito interessante e pudemos conhecer melhor os vinhos desta vasta e diversificada região vinícola francesa!

sábado, 13 de outubro de 2012

Restaurante Figo


O segundo restaurante que escolhi no evento Week foi o Figo, que fica na rua Diogo Jácome 372 (fone: 3711.9383)

Eu já estive neste restaurante, logo após sua inauguração e gostei muito da comida e da simpatia da Chef. Também gostei de seu pai, que atenciosamente conversa com os clientes, demonstrando grande orgulho da filha!

Os pratos do week  naquele dia que fui ao Figo foram:

Entrada:

Mix de folhas, com geleia de tomate cereja e queijo coalho grelhado, ou

Tabule de quinoa, com espuma de iogurte e menta silvestre.

Prato principal:

Nhoque de batata doce ao parmesão, ou

Pescado do dia, com purê de batata e wasabi com couscous do Brasil

E como sobremesa:

Bem casado Figo, ou

Fruta da estação, que no meu caso foi abacaxi com raspas de limão e que estava bom.

Como eu estava acompanhado, provei todos os pratos, todos feitos com esmero, resultando em produtos criativos e gostosos.

A seleção dos pratos, ao preço do week (almoço R$31,90) é muito boa, o que atrai novos clientes.

Como sempre, acredito que o fato da cozinha ser contemporânea, deve agradar à pessoas que gostam de pratos modernos, como é o meu caso.

Como não curto doces, achei o bem casado sem graça.

A única ressalva que eu faria, em relação ao Figo, é com relação à sua carta de vinhos. Uma carta limitada, principalmente no caso dos brancos. Também tenho críticas em relação a forma de armazenar as garrafas: em pé, o que  não é adequado. Infelizmente não havia vinho em taça, apenas em pequenas garrafas. Isto limita a possibilidade de provarmos a variedade e qualidade dos vinhos.
Fica aqui a dica para o restaurante que promete!

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