Quando comecei a organizar minha viagem para Alemanha - 2015, procurei boas indicações de produtores de vinho na região e foi aí então que apareceu Robet Weil. Pedi à importadora Mistral para agendar uma visita nesta vinícola e ela assim o fez.
Da cidade de Rudesheim, às margens do Reno, parti para a visita à vinícola, passando antes por vilarejos muito simpáticos a fim de conhecê-los.
Ao chegar na vinícola, fui muito bem recebido pelo Constantin, num espaço moderno por dentro, mas tradicional por fora. O espaço era bem bonito!
Ele me disse então que tinha selecionado alguns dos vinhos que eram importados pela Mistral para o Brasil, para me apresentar.
A vinícola trabalha com quatro níveis de vinhos, com crescente qualidade e redução de volumes de produção: O primeiro nível engloba os vinhos de entrada, em seguida começa a procura de terroires (Kiedricher), depois vem os da primeira classe (Klostemberg e Turmberg) e finalmente o pico da pirâmide (Grafemberg).
Começamos a prova pelos vinhos de áreas junto às regiões de terroir, do nível de entrada, na hierarquia da vinícola, com um Troken 2014, vinho este onde a fruta era mais evidente, vinho elegante e sutil, uma das boas expressões da casta Riesling. Do mesmo nível, provamos também o Kabinet, vinho com boa fruta e equilíbrio.
Do segundo nível, provei o Kiedricher, Troken 2014, que é produzido com as vinhas do nível anterior, porem pré-selecionadas. É um vinho com boa mineralidade, notas florais, frutas brancas e grande frescor.
Em seguida fomos subindo na pirâmide de qualidade para o terceiro nível, onde ficam os terroires Klosterberg e Turmberg, onde os vinhos são marcados pelas características dos terroires, graças à ótima condição que eles dão para a viticultura. Os primeiros foram o Klosterberg Troken e o Tumberg Troken, para que eu pudesse compará-los e sentir a diferença das regiões nos vinhos. Do mesmo Turmberg, provei também o auslese, que apresentou grande doçura, forte acidez, que juntas conferiu equilíbrio a este vinho delicioso.
O Klosterberg Troken apresentou um frutado delicado e marcante em seu sabor e aroma, rico e cheio de personalidade e tipicidade. Um vinho que esbanja aromas minerais e de frutas tipo pêra, maçã e pêssego. Macio no palato, trata-se de um Riesling muito charmoso e elegante, com nada menos que 90 pontos de Robert Parker.
Finalmente chegamos ao topo da pirâmide, com os vinhos do terroir Grafemberg, os vinhos de maior finesse. Estes vinhos refletem os caracteres do terroir e tem um longo potencial de guarda. Provei então o divino Spätlese (colheita tardia) 2006. É um vinho de grande profundidade e complexidade, com vários níveis de frutas no pálato. É um vinho imponente, harmonioso, potente e de impecável equilíbrio!
Depois desta maravilhosa degustação, Constantin nos levou a conhecer as modernas instalações da adega, onde nos deu uma aula sobre o cuidado com que os vinhos são feitos.
No final não resisti e comprei dois vinhos Grafemberg. Infelizmente os Grafemberg Beerenauslese e Eistein eu acabei não provando e não os comprei, pois custavam 309 e 428 euros respectivamente. Devem ser sublimes.
Sobre a vinícola:
Weingut Robert Weil tem cultivado vinhas por 4 gerações. O fundador foi Dr. Robert Weil, que comprou a primeira vinha no Kiedricher Berg em1867.
Robert Weil é o grande nome do Rheingau e uma das mais prestigiadas vinícolas do mundo, uma das poucas a figurar no livro “The World’s Greatest Wine Estates” de Robert Parker. Hugh Johnson e Jancis Robinson, no indispensável “World Atlas of Wine”, afirmam textualmente:
“Robert Weil produz os vinhos mais suntuosos do Rheingau”.
Para a Wine Spectator, Robert Weil sempre produz vinhos “estonteantes”, que costumam receber altíssimas pontuações da revista. Os vinhos, verdadeiros monumentos à uva Riesling, são finos e potentes, com muita concentração e equilíbrio. A notável mineralidade de seus vinhos é uma característica muito elogiada pelos críticos.
Em 1875, além do seu trabalho como jornalista, Dr. Robert Weil expandiu suas propriedades com a compra das melhores parcelas em Kiedricher Berg. Graças à sua busca por qualidade a região se desenvolveu rapidamente e seus vinhos foram vendidos internacionalmente. Alguns vinhos como o Riesling Auslese foram servidos como vinho branco junto com grandes vinhos brancos de Bordeaux em várias cortes imperiais da Europa.
A região de Rheingau é a única região do Reno onde o homem definiu a topografia e as vinhas. Região com uma longa tradição vinícola que foi estabelecida pelos monastérios.
A vinícola Weingut Robert Weil fica numa das regiões mais jovens e é localizado no coração da vila de Kiedrich, conhecida desde 950. A cidade é marcada pela igreja de St. Valentine, aristocrática e Gótica - Renascentista, e a torre do castelo de Scharfenstein.
Lá são cultivadas 90 ha de vinhas de 100% da cepa Riesling.
A moderna adega fica num prédio histórico, do lado de um belo jardim, uma síntese entre o novo e o velho, que reflete a filosofia da produção de vinho.
As encostas das montanhas
Apesar de Rheingau ser uma das menores regiões alemãs produtoras de vinho, (3.100 ha), tem um solo de diversificada geologia. Este solo pode ser dividido em 3 zonas: vinhas próximas ao rio Reno, vinhas que ficam no meio do plateau e as vinhas nas partes altas do morro Taunus.
Entre estas 3 regiões (até 240m de altitude) nas cercanias de Kiedrich ficam as 3 áreas de Weingut Robert Weil: Kiedricher Klosterberg, Kiedricher Turmberg e Kiedricher Gräfenberg.
O microclima destas 3 áreas, na face sul da colina, são excelentes para as parreiras, com perfeita exposição ao sol, com altas temperaturas, bem como, com boa circulação do vento. Além disto, as vinhas são capazes de penetrar o solo rochoso, desenvolvendo profundas raízes, enquanto a água, retida nos solos, assegura um bom plantio.
A inclinação de mais de 60%, a exposição ao sul do sol e o solo barrento rochoso que absorve o calor são os fatores para se produzir 3 regiões perfeitas para a cepa Riesling. Estas condições permitem que as uvas fiquem na vinha por um longo tempo, amadurecendo até novembro. Os vinhos são feitos com uvas pequenas de vinhas vigorosas, Os vinhos Riesling com aromas de berrys tem uma fina acidez, mineralidade e complexidade. Ao mesmo tempo eles são marcados por elegância e fineza.
O trabalho nas vinhas
As vinhas na região alta do morro estão entre as mais finas do Rheingau. Elas tem mais de 50 anos e a densidade plantada está entre 5.000 e 6.000 plantas por hectare.
As vinhas são cultivadas de forma controlada, seguindo as melhores práticas da vinicultura. Os fertilizantes orgânicos são usados conforme a necessidade, com cobertura vegetal do solo, alternando com as colunas de plantas, para otimizar a contenção do húmus do solo. Não são usados herbicidas, pois são medidas de proteção das plantas, respeitando o habitat dos organismos vivos. As vinhas são tratadas de uma forma ecológica.
Uma poda forte das parreiras controla a produção, logo depois da floração, separado as uvas, num cuidadoso controle da cobertura e uma seleção apurada fazem parte da filosofia da qualidade.
A colheita é manual, com uma seleção dos melhores frutos e transporte cuidadoso para a adega, que começa em outubro e continua por 8 a 10 semanas. O objetivo é obter a melhor fruta, para fazer os melhores Riesling, com novel de Prädikat, incluindo os vinhos Trockenbeerenauslese.
O trabalho na adega: (https://www.youtube.com/watch?v=RGL7hPRCaSM)
As uvas são transportadas num trailer vibrador para que sejam tratadas com todo cuidado
As uvas vão para as prensas onde sofrem no máximo 2 bars de pressão. O mosto é transportado por gravidade para os tanques, onde ocorre uma sedimentação natural, quando o enólogo decide se o suco vai para tanques de inox ou para os toneis ovais tradicionais.
A fermentação tem temperatura controlada por 6 a 11 semanas, usando levedura natural para produzir vinhos de alta qualidade e autenticidade. Se a intenção for obter doçura, a fermentação é interrompida pela redução da temperatura. Isto resulta numa doçura residual derivada da frutose.
Os vinhos secos encorpados são fermentados e envelhecidos em tonéis para que sofram micro-oxigenação, dando ao vinho mais complexidade estrutural. Nos vinhos mais leves, com frutas mais pronunciadas e doces, são usadas as cubas de inox, que dão a eles mais finesse e elegância.
Depois da fermentação e do envelhecimento, os vinhos são filtrados e rapidamente engarrafados, de forma a preservar os aromas primários das frutas por mais tempo.
E aí os bons vinhos estarão prontos para envelhecer!
Aproveitem as experiências que venho vivendo, enquanto procuro conhecer melhor o mundo dos vinhos. Também vou falar da gastronomia e de viagens pelo mundo, incluindo as principais regiões produtoras de vinho. Saúde! E boa leitura!
terça-feira, 5 de abril de 2016
domingo, 27 de março de 2016
Karlovy Vary, um retorno à Europa como já foi
Quando fomos à Budapest, em outra viagem que fizemos, havia uma excursão para a cidade de Karlovy Vary, que é uma cidade situada na parte ocidental da República Checa, próxima à Alemanha. Na época ouvi muitos elogios das pessoas que lá estiveram e resolvi então conhecê-la. Não o fiz naquela ocasião, mas fiquei com esta vontade.
Foi então que, ao preparar meu roteiro pela Alemanha, resolvi incluir a visita a Karlovy Vary.
E assim foi.
Partimos de Dresden, em direção à Karlovy Vary, com um carro que eu havia alugado em Berlim.
Recebi um Peugeot bem usadinho, pois há muito roubo de carro nos países que formam o bloco socialista. Aconteceu o mesmo quando fui à Croácia.
E lá fomos nós, depois de Berlim para Dresden e de Dresden para Karlovyvary.
A cidade foi assim chamada depois que o imperador Carlos IV a fundou, na década de 1370.
Karlovyvari quer dizer banhos termais de Carlos.
Ficamos no Heluan Hotel, local simples – (Trziste 387/41. http://www.heluan.eu/), pelo valor de E$ 189,00, com café da manhã incluso, por 2 dias.
Karlovy Vary é uma cidade rica e é destino popular para muitas celebridades.
A cidade tem muitas belezas arquitetônicas.
O cidade fica na confluência dos rios Ohře e Teplá, que dão um charme especial à cidade.
Karlovy Vary foi cenário de vários filmes, tais como: As Férias da Minha Vida (com a atriz Queen Latifah) e 007 - Cassino Royale (estrelado por Daniel Craig). Parte da gravação do Cassino Royale ocorreu no majestoso Grand hotel Pupp, um luxuosíssimo hotel, reconhecido mundialmente pela excelência dos seus serviços em hotelaria.
Escolhemos a noite do nosso aniversário de casamento para jantar no Grand hotel Pupp.
Assim faríamos uma boa comemoração!
O local é imponente e ricamente decorado, com serviço primoroso.
O jantar transcorreu belamente num clima de filme.
Depois de muito lermos o cardápio acabamos por escolher os pratos.
Como início, tivemos um amuse bouche e um aspic de legumes parea abrir o apetite.
Em seguida vieram as entradas de camarões tigre à provençal e ravioles com artichokes. Estavam deliciosas!
Os pratos principais foram: porco ibérico ao molho de olivas noires e peixe grelhado com purê de erva doce.
O vinho que acompanhou nosso jantar foi um gostoso Château Valise, indicado pelo Sommelier, da cepa Ryzlink, produzido na região de Pozdní Sber.
Ainda tomamos cafés acompanhados com trufas.
Gentilmente, ao fim da noite, nos deram uma rosa de presente.
No dia seguinte caminhamos bastante pela cidade!
Passeando pelas ruas, vimos um boneco divertido, que fazia propaganda de um restaurante chamado Svejka.
Fomos então ao restaurante com seu estilo bem asterix. Um tipo de taberna checa bem comum nestas paragens. Resolvemos almoçar ali a fim de conhecer a comida mais típica e popular. Pedimos coxa de pato e um goulash bem gostoso. A comida era bem tosca. Eu imagino que isto ocorre em outros restaurantes regionais. Fora o Grand hotel Pupp a comida de Karlovyvari é simples. Outro prato típico e que é bom é o apfelstrudell, que é uma deliciosa torta folhada de maçã.
Andando pela cidade me deparei com lojas vendendo vinhos da República Checa. Aproveitei para comprar o vinho Baloi, da cepa Cabernet Sauvignon, para depois apreciar com amigos, na volta para o Brasil.
Descobri também em Karlovyvari que existe um licor regional chamado Becherovka, famoso na região. Ele foi inventado por Jan Becher (daí Becherovka, ou seja, “do Becher”). Sua receita é um segredo guardado a sete chaves, e reza a lenda que somente duas pessoas sabem exatamente quais os trinta ingredientes da fórmula, e sua exata proporção. Um fator dessa exclusividade, dizem os tchecos, é a água de Karlovy Vary, reconhecidamente diferenciada.
Provei o licor, mas não achei nada de especial.
Karlovyvari é a mais importante cidade do famoso triângulo balneário, onde se curaram as personagens mais destacadas da vida artística e social da Europa. Hoje é a segunda cidade mais visitada da República Tcheca. Graças à sua arquitetura única está entre os balneários mais belos da Europa.
Lindas casinhas coloridas bordejam o rio central.
Para nosso azar descobrimos que as termas estavam fechadas há um bom tempo.
Acabamos indo num local especial para banhos, porém sem graça e decadente.
Outra coisa produzida na região são os cristais da marca Moser, com alta qualidade e pureza, tem o know-how dos melhores artesãos da Bohêmia. Devido à qualidade, Moser é um dos mais cobiçados cristais de decoração. A rainha da Inglaterra, Elisabeth II, e o Rei Juan Carlos da Espanha são clientes fieis dos cristais produzidos em Karlovy Vary.
Entre as atrações da arquitetuta local, encontramos as Mill Colonade, que é um imponente pavilhão, com colunatas de pedra construído no estilo pseudo-renascentista.
O Mercado Colonade é outra bela atração da cidade, construído em madeira, em estilo suíço.
Uma das construções mais belas da cidade é a Igreja ortodoxa de São Pedro e São Paulo, no estilo bizantino antigo, que fica no topo de um morro.
Por toda cidade, as pessoas andam com canecas em formato de chaleira, a fim de tomar as águas termais que jorram das diversas fontes espalhadas por Karlovyvari.
Um dos pontos principais da cidade é o Hot Springs. Um prédio moderno que concentra diversas fontes, onde os turistas vão buscar suas águas medicinais. Foi ali que comprei minha caneca e passei a beber, ao longo de meus passeios, aquela água termal recomendada ainda que mal cheirosa.
O Teatro é outro ponto importante da cidade e fica às margens do rio principal. Um prédio muito lindo, pintado internamente por artistas vienenses.
A visita à Karlovyvari foi muito interessante! Era como se eu estivesse numa Europa mais antiga e preservada em sua beleza e encanto!
Foi então que, ao preparar meu roteiro pela Alemanha, resolvi incluir a visita a Karlovy Vary.
E assim foi.
Partimos de Dresden, em direção à Karlovy Vary, com um carro que eu havia alugado em Berlim.
Recebi um Peugeot bem usadinho, pois há muito roubo de carro nos países que formam o bloco socialista. Aconteceu o mesmo quando fui à Croácia.
E lá fomos nós, depois de Berlim para Dresden e de Dresden para Karlovyvary.
A cidade foi assim chamada depois que o imperador Carlos IV a fundou, na década de 1370.
Karlovyvari quer dizer banhos termais de Carlos.
Ficamos no Heluan Hotel, local simples – (Trziste 387/41. http://www.heluan.eu/), pelo valor de E$ 189,00, com café da manhã incluso, por 2 dias.
Karlovy Vary é uma cidade rica e é destino popular para muitas celebridades.
A cidade tem muitas belezas arquitetônicas.
O cidade fica na confluência dos rios Ohře e Teplá, que dão um charme especial à cidade.
Karlovy Vary foi cenário de vários filmes, tais como: As Férias da Minha Vida (com a atriz Queen Latifah) e 007 - Cassino Royale (estrelado por Daniel Craig). Parte da gravação do Cassino Royale ocorreu no majestoso Grand hotel Pupp, um luxuosíssimo hotel, reconhecido mundialmente pela excelência dos seus serviços em hotelaria.
Escolhemos a noite do nosso aniversário de casamento para jantar no Grand hotel Pupp.
Assim faríamos uma boa comemoração!
O local é imponente e ricamente decorado, com serviço primoroso.
O jantar transcorreu belamente num clima de filme.
Depois de muito lermos o cardápio acabamos por escolher os pratos.
Como início, tivemos um amuse bouche e um aspic de legumes parea abrir o apetite.
Em seguida vieram as entradas de camarões tigre à provençal e ravioles com artichokes. Estavam deliciosas!
Os pratos principais foram: porco ibérico ao molho de olivas noires e peixe grelhado com purê de erva doce.
O vinho que acompanhou nosso jantar foi um gostoso Château Valise, indicado pelo Sommelier, da cepa Ryzlink, produzido na região de Pozdní Sber.
Ainda tomamos cafés acompanhados com trufas.
Gentilmente, ao fim da noite, nos deram uma rosa de presente.
No dia seguinte caminhamos bastante pela cidade!
Passeando pelas ruas, vimos um boneco divertido, que fazia propaganda de um restaurante chamado Svejka.
Fomos então ao restaurante com seu estilo bem asterix. Um tipo de taberna checa bem comum nestas paragens. Resolvemos almoçar ali a fim de conhecer a comida mais típica e popular. Pedimos coxa de pato e um goulash bem gostoso. A comida era bem tosca. Eu imagino que isto ocorre em outros restaurantes regionais. Fora o Grand hotel Pupp a comida de Karlovyvari é simples. Outro prato típico e que é bom é o apfelstrudell, que é uma deliciosa torta folhada de maçã.
Andando pela cidade me deparei com lojas vendendo vinhos da República Checa. Aproveitei para comprar o vinho Baloi, da cepa Cabernet Sauvignon, para depois apreciar com amigos, na volta para o Brasil.
Descobri também em Karlovyvari que existe um licor regional chamado Becherovka, famoso na região. Ele foi inventado por Jan Becher (daí Becherovka, ou seja, “do Becher”). Sua receita é um segredo guardado a sete chaves, e reza a lenda que somente duas pessoas sabem exatamente quais os trinta ingredientes da fórmula, e sua exata proporção. Um fator dessa exclusividade, dizem os tchecos, é a água de Karlovy Vary, reconhecidamente diferenciada.
Provei o licor, mas não achei nada de especial.
Karlovyvari é a mais importante cidade do famoso triângulo balneário, onde se curaram as personagens mais destacadas da vida artística e social da Europa. Hoje é a segunda cidade mais visitada da República Tcheca. Graças à sua arquitetura única está entre os balneários mais belos da Europa.
Lindas casinhas coloridas bordejam o rio central.
Para nosso azar descobrimos que as termas estavam fechadas há um bom tempo.
Acabamos indo num local especial para banhos, porém sem graça e decadente.
Outra coisa produzida na região são os cristais da marca Moser, com alta qualidade e pureza, tem o know-how dos melhores artesãos da Bohêmia. Devido à qualidade, Moser é um dos mais cobiçados cristais de decoração. A rainha da Inglaterra, Elisabeth II, e o Rei Juan Carlos da Espanha são clientes fieis dos cristais produzidos em Karlovy Vary.
Entre as atrações da arquitetuta local, encontramos as Mill Colonade, que é um imponente pavilhão, com colunatas de pedra construído no estilo pseudo-renascentista.
O Mercado Colonade é outra bela atração da cidade, construído em madeira, em estilo suíço.
Uma das construções mais belas da cidade é a Igreja ortodoxa de São Pedro e São Paulo, no estilo bizantino antigo, que fica no topo de um morro.
Por toda cidade, as pessoas andam com canecas em formato de chaleira, a fim de tomar as águas termais que jorram das diversas fontes espalhadas por Karlovyvari.
Um dos pontos principais da cidade é o Hot Springs. Um prédio moderno que concentra diversas fontes, onde os turistas vão buscar suas águas medicinais. Foi ali que comprei minha caneca e passei a beber, ao longo de meus passeios, aquela água termal recomendada ainda que mal cheirosa.
O Teatro é outro ponto importante da cidade e fica às margens do rio principal. Um prédio muito lindo, pintado internamente por artistas vienenses.
A visita à Karlovyvari foi muito interessante! Era como se eu estivesse numa Europa mais antiga e preservada em sua beleza e encanto!
terça-feira, 22 de março de 2016
Restaurantes de Florianópolis 2
Voltei a Florianopolis para visitar a família, e como aproveito estas viagens pra lá para ir a alguns restaurantes, vou dar a vocês, minhas impressões sobre eles.
Restaurantes recomendados:
Voltei ao Samburá, que se localiza próximo à Sto Antônio de Lisboa, na estrada Caminho dos Açores 1152 (fone: 3235-1293). É um restaurante simples, bem típico, daqueles que dá para provar a comida tradicional da ilha. Desta vez, pedimos 2 pratos, que serviram 5 pessoas:
Camarão a milanesa e um congrio rosa ao molho de camarão, ambos deliciosos!
Pizzaria Forneria Catarina (48)3236.0633, na av. Madre Benvenuta em Santa Mônica. Com pizzas bem feitas e criativas e o ambiente agradável, esta pizzaria, além das pizzas, oferece um chope bom e entradas igualmente gostosas.
Conheci também A Villa Maggioni, que também fica na lagoa da Conceição, rua Canto da Amizade 37 (fone: 3232-6859). Um lugar agradável onde vista da lagoa é bonita. Achei os pratos gostosos, mas os preços um pouco salgados. Pedimos mini polvo com risotinho e ravióli.
Fui duas vezes ao Rosso, que fica num lugar bonito, à beira mar, na Rodovia Gilson da Costa Xavier, nº201 , em Santo Antônio de Lisboa (fone 3206-7665).
Lá cultuam muito o chef Alysson Müller. A revista Forbes do Brasil elegeu seu polvo como o rei do polvo. Particularmente achei o serviço demorado e um pouco caro. Pedi uma lula ao pêsto, muito cheia de ingredientes que não combinavam entre si. Não acredito nestas misturas sem critérios.
O polvo que escolhi foi com mel, limão e gengibre, que custou R$138,00. Um pouco caro. Não justifica!
Por fim fui ao almoço executivo do Artusi, que fica na rua Bocaiuva 2090, centro (fone 3037-2228) e tem o mesmo chef do Rosso.
O ambiente do restaurante é requintado, amplo e arejado e o almoço executivo composto de entrada, prato principal e sobremesa, ao preço de R$44,00.
Como entrada pedimos uma saladinha, que estava correta. Como prato veio um nhoque de batata, com filé e molho de cogumelos, meio sem graça.
O prato alternativo seria um frango. Perguntei se não tinham opção de fruta para sobremesa, mas me disseram que não. Pedimos duas cervejas que encareceram bem a conta. Achei o preço compatível com os produtos usados.
Restaurantes mais simples:
Fui à Casa do Chico, na Lagoa da Conceição, que fica na Av. das Rendeiras 620 (fone: 3204-4495). Apesar da decoração simpática, achei a comida um pouco pesada. Lá provei: Camarão à paulista e congrio rosa à belle meuniere.
Casa de show e restaurante: La Guirlanda, av Madre Benvenuta 1572, Sta. Mônica (fone 3028-8728). Esta é uma creperia com música ao vivo de bom gosto, com um couvert artístico a R$10,00. Além de crepes eles servem galettes feitas com trigo sarraceno. O interessante que o que eles chamam de crepes são os doces.
As Galettes são bem feitas, mas a que pedi tinha creme de leite no molho, não aprecio.
Estas foram as dicas desta minha recente viagem a Floripa! Na próxima trago mais!
Restaurantes recomendados:
Voltei ao Samburá, que se localiza próximo à Sto Antônio de Lisboa, na estrada Caminho dos Açores 1152 (fone: 3235-1293). É um restaurante simples, bem típico, daqueles que dá para provar a comida tradicional da ilha. Desta vez, pedimos 2 pratos, que serviram 5 pessoas:
Camarão a milanesa e um congrio rosa ao molho de camarão, ambos deliciosos!
Pizzaria Forneria Catarina (48)3236.0633, na av. Madre Benvenuta em Santa Mônica. Com pizzas bem feitas e criativas e o ambiente agradável, esta pizzaria, além das pizzas, oferece um chope bom e entradas igualmente gostosas.
Conheci também A Villa Maggioni, que também fica na lagoa da Conceição, rua Canto da Amizade 37 (fone: 3232-6859). Um lugar agradável onde vista da lagoa é bonita. Achei os pratos gostosos, mas os preços um pouco salgados. Pedimos mini polvo com risotinho e ravióli.
Fui duas vezes ao Rosso, que fica num lugar bonito, à beira mar, na Rodovia Gilson da Costa Xavier, nº201 , em Santo Antônio de Lisboa (fone 3206-7665).
Lá cultuam muito o chef Alysson Müller. A revista Forbes do Brasil elegeu seu polvo como o rei do polvo. Particularmente achei o serviço demorado e um pouco caro. Pedi uma lula ao pêsto, muito cheia de ingredientes que não combinavam entre si. Não acredito nestas misturas sem critérios.
O polvo que escolhi foi com mel, limão e gengibre, que custou R$138,00. Um pouco caro. Não justifica!
Por fim fui ao almoço executivo do Artusi, que fica na rua Bocaiuva 2090, centro (fone 3037-2228) e tem o mesmo chef do Rosso.
O ambiente do restaurante é requintado, amplo e arejado e o almoço executivo composto de entrada, prato principal e sobremesa, ao preço de R$44,00.
Como entrada pedimos uma saladinha, que estava correta. Como prato veio um nhoque de batata, com filé e molho de cogumelos, meio sem graça.
O prato alternativo seria um frango. Perguntei se não tinham opção de fruta para sobremesa, mas me disseram que não. Pedimos duas cervejas que encareceram bem a conta. Achei o preço compatível com os produtos usados.
Restaurantes mais simples:
Fui à Casa do Chico, na Lagoa da Conceição, que fica na Av. das Rendeiras 620 (fone: 3204-4495). Apesar da decoração simpática, achei a comida um pouco pesada. Lá provei: Camarão à paulista e congrio rosa à belle meuniere.
Casa de show e restaurante: La Guirlanda, av Madre Benvenuta 1572, Sta. Mônica (fone 3028-8728). Esta é uma creperia com música ao vivo de bom gosto, com um couvert artístico a R$10,00. Além de crepes eles servem galettes feitas com trigo sarraceno. O interessante que o que eles chamam de crepes são os doces.
As Galettes são bem feitas, mas a que pedi tinha creme de leite no molho, não aprecio.
Estas foram as dicas desta minha recente viagem a Floripa! Na próxima trago mais!
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