sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Prova de vinhos da safra de 2020, que é considerada a melhor da história vinícola do Brasil

 Apreciadores de vinhos de 24 estados brasileiros, além do Distrito Federal, Uruguai e Chile degustaram em casa as 16 amostras representativas da Safra 2020



No início de março, os enólogos brasileiros já afirmavam que estavam diante da ‘Safra das Safras’. De Norte a Sul do país, eles tinham razão. A prova foi a Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020, que na taça mostrou que esta é a melhor safra de vinhos que o Brasil já teve. O evento, que desde 1993 sempre foi presencial, em razão da pandemia se transformou na maior ação de promoção do vinho brasileiro, chegando à casa de 700 apreciadores do Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, além do Distrito Federal e dos países vizinhos do Chile e Uruguai. Realizado neste sábado, 7 de novembro, foi transmitido ao vivo pelos canais da entidade a partir das 17h.



Enquanto os comentaristas degustavam e falavam das 16 amostras representativas da Safra 2020, os apreciadores acompanhavam de casa degustando a mesma amostra. Isso porque a ABE teve a ousadia de montar um kit com os 16 vinhos. Para fazer com que as 16 garrafas com 187 ml cada chegassem à casa de cada apreciador foi montada uma mega operação. Diretores da ABE participaram de cada etapa, coletando amostras, degustando, envasando. Tudo para que cada participante pudesse degustar e descobrir o seu vinho, o vinho brasileiro. Afinal, a Avaliação Nacional de Vinhos é o grande momento do vinho brasileiro, é quando a diversidade e qualidade dos vinhos nacionais estão além de qualquer marca comercial. “A nossa bandeira é a dos vinhos brasileiros”, destaca o presidente da ABE, enólogo Daniel Salvador.



As 11,2 mil garrafas, sendo 16 para cada apreciador, foram envasadas e rotuladas e por 12 dias percorreram até 5,2 mil quilômetros para chegar à casa de todos que participaram deste grande momento. Foram quase 3 litros de vinho cada kit, o que permitiu que até três pessoas pudessem degustar cada amostra, chegando a mais de 2 mil pessoas. Para isso, foram mais de 2 mil litros de vinho no total, 130 litros cada amostra. Com transmissão ao vivo aberta e gratuita para o mundo, a Avaliação Nacional de Vinhos pode ser acompanhada por milhares de apreciadores, que mesmo sem ter tido a oportunidade de adquirir o kit, porque era limitado e a venda esgotou em menos de 2 horas, abriu seu vinho brasileiro de preferência e viveu a experiência no sofá de casa.



“Nunca o Brasil, tanto vinícolas, quanto enólogos, esteve tão preparado tecnicamente, com profundo conhecimento, precisão na Viticultura e Enologia, para receber e processar uma matéria prima de tamanha qualidade. Esta safra veio para coroar todo esforço empenhado em anos de trabalho e pesquisa. Não se faz um vinho sozinho. E este ano, a mãe natureza fez a sua parte de forma esplêndida. Coube a nós, enólogos, ter a sensibilidade e o conhecimento suficientes para gerar o melhor vinho de nossas vidas. O seu vinho, o vinho brasileiro”, complementa Salvador.

 


A Avaliação Nacional de Vinhos já era considerada a maior degustação de vinhos de uma safra do mundo. Agora, neste formato digital, ela ganhou uma proporção ainda maior, chegando à casa de quem pela primeira vez teve a oportunidade de degustar as amostras mais representativas da safra. “A Avaliação nunca mais será a mesma. Não tivemos a emoção do presencial, mas por outro lado o vinho brasileiro foi descoberto por mais pessoas, ganhando mais espaço na mesa do consumidor brasileiro”, reforça o presidente da ABE.

 

Uma edição histórica



A Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020 é histórica por quatro motivos. O primeiro, por ser a ‘Safra das Safras’, ou seja, a melhor safra que o Brasil já registrou. O segundo, motivado pelo primeiro, por bater recorde no número de amostras com a inscrição de 395 vinhos de 56 vinícolas. O terceiro, por bater recorde em relação aos estados representados pelo público participante, chegando a 21. E por fim, certamente o mais impactante, é a mudança de formato que sai do presencial e vai para o on-line, em razão da pandemia da Covid-19. A emoção do encontro foi substituída por um espetáculo que pode ser assistido no mundo todo via Facebook, Instagram e Youtube da ABE. No local do evento, somente a presença de comentaristas convidados e equipe de organização e transmissão, seguindo um amplo e rigoroso protocolo de segurança conforme regras do Ministério da Saúde.



AS 16 AMOSTRAS E SEUS COMENTARISTAS



CATEGORIA VINHO BASE ESPUMANTE


  1. Chardonnay – Cooperativa Vinícola Aurora – Bento Gonçalves (RS)

Leandro Bianchi Santini – Enólogo do ano 2019 - Brasil


  1. Riesling Itálico/Chardonnay/Pinot Noir – Chandon do Brasil – Garibaldi (RS)

Ivane Fávero – Especialista em Enoturismo – Brasil


  1. Pinot Noir – Casa Valduga – Bento Gonçalves (RS)

François Hauteker – Enólogo – França *


CATEGORIA BRANCO FINO SECO NÃO AROMÁTICO


  1. Riesling – Cooperativa Vinícola Garibaldi – Garibaldi (RS)

Antônio Calloni – Ator – Brasil *


  1. Chardonnay – Cooperativa Vinícola Aliança – Santana do Livramento (RS)

Eugênio Lira – Enólogo - Chile


CATEGORIA BRANCO FINO SECO AROMÁTICO


  1. Sauvignon Blanc – Vinícola Família Lemos de Almeida - Vacaria (RS)

Rodrigo Bellora – Chef – Brasil


  1. Moscato Giallo – Vinhos Hortência – Flores da Cunha (RS)

Guilherme Pasin – Prefeito de Bento Gonçalves - Brasil


CATEGORIA VINHO ROSÉ FINO SECO


  1. Cabernet Sauvignon – Vinícola Almadén – Santana do Livramento (RS)

Victor Sorrentino – Médico – Brasil


CATEGORIA VINHO TINTO FINO SECO JOVEM


  1. Merlot – Vinícola Salton – Bento Gonçalves (RS)

Daniel Scola – Jornalista – Brasil


CATEGORIA TINTO FINO SECO


  1. Tannat – Casa Perini – Farroupilha (RS)

Bob Júnior – Sommelier – Brasil


  1. Cabernet Franc – Vinícola Don Guerino – Alto Feliz (RS)

Alexandre Lalas – Jornalista – Brasil *


  1. Tannat – Família Bebber – Flores da Cunha (RS)

Murillo de Albuquerque Regina – Dr. em Enologia e Viticultura – Brasil


  1. Merlot – Pizzato Vinhas e Vinhos – Bento Gonçalves (RS)

Cecília Aldaz – Sommelier - Argentina


  1. Merlot – Vinícola Cave de Pedra - Bento Gonçalves (RS)

Fernando Pettenuzzo – Enólogo – Uruguai *


  1. Tannat/Cabernet Sauvignon/Cabernet Franc – Casa Venturini – Flores da Cunha (RS)

Galvão Bueno – Apresentador – Brasil *


  1. Touriga Nacional/Tempranillo/Petit Verdot/Merlot/Cabernet Sauvignon/Tannat – Vinícola Miolo – Bento Gonçalves (RS)

Rodrigo Ferraz – Sommelier - Brasil


 

OS NÚMEROS DA AVALIAÇÃO



O que? 28ª Avaliação Nacional de Vinhos – Safra 2020



Quando? 7 de novembro de 2020


Onde? SPA do Vinho – Vale dos Vinhedos com transmissão ao vivo pelo Youtube, Instagram e Facebook da ABE


Promoção: Associação Brasileira de Enologia (ABE)


Número de amostras inscritas: 395 amostras


Número de vinícolas: 56 vinícolas


Apreciadores: 24 estados brasileiros, além do DF, Chile e Uruguai


Garrafas: 11.200 garrafas, sendo que cada kit contou com 16, uma de cada amostra (quase 3 litros de vinho cada kit, resultando em mais de 2 mil litros de vinho – 130 litros para cada amostra)


 

Observações:


Presidente da ABE, Daniel Salvador, abriu a Avaliação


Evento seguiu protocolo de segurança


Comissão organizadora comemora sucesso do novo formato


Jornalistas Rosane Marchetti e Irineu Guarnier ancoraram transmissão


Sommelier Rodrigo Ferraz comentou a 16ª amostra


Conceito Agência de comunicação com departamento de assessoria de imprensa, social mídia e propaganda

terça-feira, 27 de outubro de 2020

Entrevista com a Vinícola Piccini, que tem produção de vinhos em várias partes da Itália

 Fiz uma entrevista com a Vinícola Piccini, que tem produção de vinhos em várias partes da Itália e produz o vinho memoro, que junta vinhos de várias regiões.

Publiquei a entrevista no meu canal do Youtube, Vinhos e Prazeres


aproveitem:  https://youtu.be/k1QNDJjvw9k

sábado, 17 de outubro de 2020

Leone di Venezia a vinícola premiada da serra catarinense

 Fiz uma entrevista com Saul Bianco, proprietário da vinícola Leone di Venezia que ganhou em 2020 o prêmio de vinícola revelação do ano. Apesar de ter apenas 5 ha de vinhas plantadas ele concorreu com grandes vinícolas, com Guaspari e Miolo. https://youtu.be/ec__EGbRq6o




quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Entrevista com o dona da vinícola Villagio Conti, da serra catarinense

 Publicamos um vídeo no meu canal do Youtube "Vinhos e Prazeres"com entrevista com Humberto Conti, que produz vinhos de altitude. Aproveitem: https://youtu.be/Q9cs2H-Sgl0


sábado, 19 de setembro de 2020

O vinho Madeira, entrevista

 Fizemos uma entrevista com Francisco Albuquerque, enólogo da vinícola Blandy's, que faz vinhos da Madeira: https://youtu.be/Ste6NioqKXc.



Aproveitem

domingo, 6 de setembro de 2020

Visita à vinícola espanhola Marques de Riscal

Participei de um degustação vertical do vinho Marques de Riscal, com a presença de um de seus proprietários.



Nesta ocasião nos contaram a história de que convidaram o arquiteto Frank O. Gehry ,(famoso por obras como o Museu de Bilbao e ganhador do Pritzker Prize -um tipo de prêmio Nobel de arquitetura), para projetar a sede da Marques de Riscal.



E assim, o arquiteto argumentou que só sabia produzir obras de porte, o que não seria razoável para uma adega.



Os proprietários sabiam que ele havia nascido no Canadá em 1929 e abriram algumas garrafas daquela safra.

Depois de vários goles, argumentaram com ele de que se eles podiam produzir um vinho da safra de seu nascimento, ainda em perfeitas condições… ele também poderia fazer um projeto cabível para o porte de sua adega.

No entusiasmo do efeito do vinho, o arquiteto concordou em levar a frente esta empreitada.



Como já era esperado, a obra ficou de porte grande, sendo então transformada no maravilhoso prédio de um hotel.



A pequena cidade de El Ciego se tornou movimentada com um hotel daquele porte. 



Quando visitamos Bilbao, no Pais Basco, na Espanha, ficamos impressionados com a obra do Museu projetado por este famoso arquiteto.

Suas formas e brilhos eram maravilhosos, tornando uma cidade sem encantos aparentes, num maravilhoso cartão postal.



Região bastante tumultuada da Espanha, a região Basca é marcada pelos movimentos separatistas. As placas de sinalização na cidade são escritas tanto em espanhol, como num idioma que mais parece a língua grega.

De lá, partimos para a região Basca da França. Uma região uma tranqüila, bem diferente da Espanha.

Em 2017 estive na Rioja e resolvi conhecer a vinícola Marques de Riscal.



De longe já podíamos ver aquele espetacular prédio do hotel e um movimento intenso de visita à vinícola.



Participei de um grupo para fazer a vista à cantina, que por sinal, é muito organizada.



Na entrada da cantina, conheci um equipamento que nunca tinha visto antes. Um separador de uva computadorizado, que detecta as uvas defeituosas reconhecidas por sensores e assopradas para fora da caixa das selecionadas.

Tudo dentro da vinícola é de última geração, extrema limpeza ,organização e tecnologia.



A fermentação dos vinhos brancos é feita em tanques de inox, enquanto a dos tintos em grandes tonéis de Carvalho.https://www.blogger.com/blog/post/edit/5703537396728336850/5001949398114370337#  



A sala dos tonéis de envelhecimento fica em túneis antigos, escavados sob a terra.



Depois da visita foram servidos 2 vinhos, que são importados no Brasil pela Interfood (f: 2602-7255) .

Marques de Ríscal Rueda Verdejo 2016, branco. Elaborado com a uva verdejo,  com a graduação alcoólica de 13%. É um vinho bem fresco, com cor amarelo esverdeada. O aroma é de ervas e frutas como papaia, melão e pera. Na boca é bem cítrico, fresco e untuoso, com um final redondo.

Marques de Ríscal Reserva 2013, tinto. Elaborado com as uvas Tempranillo (90%) e outras (10%), de parreiras com mais de 15 anos. É um vinho com cor de cereja. O aroma é complexo, de fruta madura e especiarias . Na boca é fresco e leve, com taninos suaves e redondos, com boa persistência. O vinho harmoniza com presunto cru, queijos bem curados e carne vermelha.



Depois desta realização do sonho de ver a obra do arquiteto e visitar a vinícola, aproveitamos o resto do dia para conhecer as pequenas cidades da região.

Quanto aos vinho, que eu já conhecia há muito tempo, foi muito agradável  ter tido a oportunidade de prová-lo e conhecer todo o processo e o  cuidado usado na sua elaboração.

domingo, 16 de agosto de 2020

Primeiro dia em Istambul, Turquia

Na viagem que fiz em 2019, o objetivo principal era visitar a Geórgia, para conhecer o berço dos vinhos. Na volta, a escala mais curta era por Istambul. Apesar de já ter estado lá, resolvi voltar, agora com mais experiência em viagens.

Istambul é uma cidade que também já se chamou Bisâncio e Constantinopla. É a quarta maior cidade do mundo, rivalizando com Londres como a mais populosa da Europa. Durante o período Otomano, os turcos chamavam a cidade de Istambul, nome adotado em 1930. Ali, grande maioria da população é muçulmana.

Istambul foi a capital do Império Romano do Oriente e o seu governante máximo era o Sultão, ou Califa, o chefe supremo de todos os muçulmanos, que fazia da cidade uma das mais importantes de todas.

A capital da Turquia é Ancara, que fica do lado oriental da Turquia, mas Istambul continua como sua principal cidade e o maior polo industrial, comercial, cultural e universitário.

A cidade ocupa ambas as margens do estreito de Bósforo e do norte do mar de Marmara, que separa a Ásia da Europa, o que faz de Istambul a única cidade que ocupa dois continentes. 

No lado europeu há duas zonas com mais destaque em termos de movimento de pessoas e património cultural: o mais antigo, distrito de Faith na antiga Bizâncio e Beyoglu que se situa no bairro de Galata.


Istambul mudou muito, desde a última vez em que estivemos lá, há 23 anos. Agora conta com avenidas mais largas e prédios modernos. No entanto, alguns bairros ficaram muito cheios como Taskin, que era uma região charmosa, e que se tornou uma região muito comercial.


Em compensação regiões como bairro de Karakoy viraram charmosos lugares de bares e ateliês.

Ficamos no hotel Sura, que é um hotelzão, meio internacional, com boas acomodações e bem localizado, no centro antigo.

Nosso quarto não era lá grande coisa mas tinha uma pequenina janela com esplendorosa vista para a Mesquita Hagia Sofia!

O café da manhã era em estilo turco, com muitos pratos, mais voltados para produtos turcos, como azeitona, pepino, homus, pães, babaganuche e outros…

No dia em que chegamos em Istambul saímos para passear pelo centro e, de cara, nos deparamos em frente as duas mesquitas principais : Azul e Hagia Sofia, que são lindas!

Neste dia, depois de nos localizarmos melhor no centro, descobrimos onde havia show dos Dervishes. Dervishes são como monges sufis que fazem um ritual em que ficam dançando e girando por muito tempo, com uma saia rodada e chegam a entrar em uma espécie de transe religioso.

Descemos mais um pouco e seguimos até o canal e encontramos o Gran Bazar, que onde se compra e come de tudo. Com o crescimento da cidade ,o comércio se espalhou pelas redondezas. Há também o Mercado de Especiarias que é muito exótico e interessante! Os aromas das iguarias de lá , exalam pela região.


Por várias vezes apreciamos as rezas, que ecoam pela cidade, várias vezes ao dia. Nestas horas, as mesquitas recebem os muçulmanos para rezar. Fica vetada a entrada de turistas.

A noite comemos bakhlava (doces de gomas com pistache, e outras frutas secas)e vimos as mesquitas iluminadas! 

Como foi este um dia cansativo de viagem, fomos dormir cedo para continuar os programas no dia seguinte.

Miolo revela quarta edição da Coleção dos Sete Lendários

Safra 2023 dá origem a sete vinhos ícones que expressam o melhor de quatro terroirs brasileiros onde o grupo firmou suas raízes. O lançament...