Dubrovnik é uma cidade costeira da Croácia, localizada no extremo sul da Dalmácia e é um dos destinos turísticos mais concorridos do Mar Adriático. (https://www.youtube.com/watch?v=XP84cYDDLQg).
Pela sua beleza natural e urbanística, e pelo que representa para a história, Dubrovnik é conhecida como "a pérola do Adriático" e a "Atenas eslava", por nela terem proliferado grandes figuras das humanidades e das artes.
A parte antiga da cidade é rodeada por muralhas e fortificações, classificada em 1979, como patrimônio da humanidade pela UNESCO.
As imponentes e bem conservadas muralhas, sua arquitetura medieval, renascentista e barroca, a paisagem do Adriático, os cafés e restaurantes fazem de Dubrovnik, um destino turístico singular. A parte antiga da cidade é dividida ao meio pela Placa ou Stradun, o passeio público, com cafés e restaurantes, além de diversos monumentos e edifícios históricos.
A prosperidade da cidade sempre foi baseada no comércio marítimo.
Na Idade Média foi a capital da República de Ragusa, a única cidade-estado no Adriático oriental a rivalizar com Veneza. Atingiu seu apogeu nos séculos XV e XVI. Em 1991 foi cercada e bombardeada por forças militares da Sérvia e Montenegro logo após a fragmentação da Iugoslávia, o que provocou grandes estragos.
A cidade antiga, rodeada de muralhas, é pequena, mas o conjunto da cidade estende-se até bastante longe, ocupando as encostas das montanhas até à beira-mar, espraiando-se pelas penínsulas ao norte até Lapad e aos subúrbios de Gruž. Gruž é o bairro do porto novo, a cerca de 3 km do centro histórico. Ao sul, as encostas caem de tal modo a pique sobre o mar que é impossível a expansão urbanística nessa direção. Os grandes hotéis encontram-se na península de Lapad, Babin Kuk e nas imediações do bairro de Gruž.
A viagem que fizemos de Zadar para Dubrovnik, levou 4 horas de carro e foi cansativa. Algumas estradas com apenas mão única, inclusive a que passa pela Bósnia, de onde avistamos placas para Sarajevo.
Por incrível que pareça, existe uma separação entre o resto da Croácia e a região de Dubrovnik.
É um trecho que pertence à Sérvia, único país muçulmano da Croácia. Precisamos cruzar duas vezes a fronteira com a Sérvia, com certo temor. Esta passagem é proibida pelas locadoras de veículos, risco que corri mas não tivemos algum problema.
Em Dubro (apelido carinhoso para Dubrovnik) ficamos hospedados num hotel simples, que deve já ter sido muito bom, mas que ainda apresenta uma bela vista para o mar. Hotel Kompas (http://www.adriaticluxuryhotels.com/en/hotel-kompas-dubrovnik/?utm_source=g. O endereço é: Šetalište Kralja Zvonimira 56, 20000. Custou E$ 193,00 o apto duplo, por 2 dias, com café da manhã incluido.
O hotel fica distante da cidade murada, mas é bom e num lugar muito bonito!
Depois de uma curta caminhada e um trecho percorrido por ônibus, chegamos à cidade murada. Os passes dos ônibus eram vendidos em bancas de revista.
A cidade antiga de Dubrovnik foi para nós, o ponto alto da viagem. Por lá passeamos por várias vezes, deslumbrados por sua beleza!
Aproveitamos a tarde da chegada, finalmente ensolarada, para conhecer Dubro.
Subimos na muralha, cujo passeio é pago, podendo de lá ver o esplendor da cidade e as vistas para o mar de águas cristalinas.
À noite aproveitamos para jantar no restaurante estrelado Michelin, o Náutica, cujo chefe se chama Mário Bunda. Provavelmente “bunda” deve ser outra coisa em croata...
O restaurante tem um serviço primoroso, com os funcionários vestidos como ingleses e nós ali simplesmente vestidos com jeans e tênis, despreparados que estávamos mas ainda assim resolvemos arriscar.
Pedimos como jantar neste fim de tarde e início de noite: um menu gastronômico (98 euros). Isto mais um prato principal simples, água e 3 taças de vinho ficou em 250 euros para o casal. Um tanto salgado!
Como entrada tivemos: pão com um delicioso azeite da Ístria e um aceto balsâmico envelhecido.
O menu gastronômico era composto de Camarões com pepino, sopa de peixe com arroz arbóreo, peixe com aspargos e para a sobremesa: bolo de chocolate acompanhado de vinho de sobremesa.
Achei que os pratos não primavam pelo sabor e isto portanto não justificava o preço do jantar ainda que o serviço fosse ok.
O vinho branco que acompanhou o jantar foi um gostoso Intrada 2013, produzido na ilha de Korkula por Krajancic, da cepa Posip Bijeli.
No dia seguinte partimos de novo para a antiga cidade, onde passamos pelo portão Pile e Grande e pela Fonte de Onofrio, logo na entrada.
Visitamos o Mosteiro Franciscano Franjevacki Amostan, onde conhecemos a farmácia de 1317, com suas velhas prateleiras repletas de alambiques, pilões, aparelhos de medição e jarros.
Passeamos pelas ruelas e fomos almoçar uma salada de polvo com vinho branco num simpático restaurante local.
Voltamos para o hotel e passeamos numa ruela à beira mar, com uma vista muito bonita.
Pelo caminho, vimos bares e restaurantes, à beira mar e tomamos um vinho branco no final desta ruela.
À noite fomos jantar no simpático hotel Casa do Villa Wolff.
Apesar de não ser um restaurante estrelado, oferecia uma comida muito boa com preço razoável (400 kunas, ou 70 euros).
Jantamos dois pratos: lulas grelhadas com macarrão al mare e lulas com salada.
Para acompanhar os pratos, pedi o delicioso vinho Toreta Posip premium 2013, branco, da ilha de Korcula , produzido por Toreta.
Partimos no dia seguinte em direção à cidade de Orebic, para visitar a vinícola Korta Katarina, que pertence a um norte-americano e cujos vinhos são importados pela Decanter, além de visitar a ilha de Korcula.
Aproveitem as experiências que venho vivendo, enquanto procuro conhecer melhor o mundo dos vinhos. Também vou falar da gastronomia e de viagens pelo mundo, incluindo as principais regiões produtoras de vinho. Saúde! E boa leitura!
terça-feira, 17 de março de 2015
segunda-feira, 9 de março de 2015
Vinhos do St Marche
Agora o St Marche conta com bom portfólio de vinhos de importação própria, tornando-se uma boa opção no mercado de vinhos.
Na ocasião, estiveram presentes ao evento representantes de cinco vinícolas que fazem parte do portfólio de vinhos exclusivos do Grupo.
Os produtores foram muito simpáticos e forneceram todas as informações sobre seus produtos.
As vinícolas e seus representantes foram:
Castello Della Paneretta (Itália), representante: Alberto Albisetti – Proprietário
Ld Vins (França), representante: Christine Janvier – Gerente de Exportação
Nicola Wines (França), representante: Bastien Combes – Gerente de Vendas
Quinta do Casal Monteiro (Portugal), representante: Miguel de Jesus – Produtor e Gerente de Exportação
Botalcura (Chile), representante: Rodrigo Ruz – Produtor e Gerente de Exportação.
Os vinhos que mais gostei foram:
Vinícola Botalcura: O Nebbiolo é bem diferente dos italianos, agradável, mais leve.
O La Porfia Malbec, cujas uvas originam da França, são bem diferentes dos Argentinos. Ele é mais delicado e suave. O Vin Santo del Chianti estava muito bom.
A Quinta do Casal Monteiro oferece boa relação custo /benefício.
O Castello della Panereta apresentou bons vinhos, desde seu Chiante Reserva, que já conhecia, até seu top, O Quatrocentenário que deve melhorar ainda com o tempo.
A LD Vins, da França, que tem uma simpática representante, que fala português, pois é casada com um brasileiro, oferece um bom custo / benefício. O Bordeaux Maucaillou foi o que ofereceu melhor relação custo / benefício. O Château Poujeaux tem o preço bem honesto, R$144,00.
Em seguida apresento a ficha técnica dos vinhos degustados:
Nicolas Wine, França
Cabernet Sauvignon Nicolas Ano: 2013. Variedade: Cabernet Sauvignon (100%)
Vinificação: tradicional.
Características: uma nota de tostado com um toque de ervas e aroma de amora. Preço: R$32,90
Merlot Nicolas 2013. Variedade: Merlot (100%).
Vinificação: tradicional.
Características: aroma de ameixa e toque defumado. Preço R$ 32,90
Sauvignon Blanc Nicolas 2014. Variedade: Sauvignon Blanc (100%).
Vinificação: tradicional. Características: aroma de pêssego, pera e maçã, vinho floral e tropical. Preço: R$ 32,90.
Chardonnay Nicolas 2014. Variedade: Chardonnay (100%).
Vinificação: tradicional.
Características: toques cítricos e de baunilha. Preço: R$ 32,90
Quinta do Casal Monteiro, Portugal
Forma de Arte Reserva Tejo 2011. Uvas: Touriga Nacional (50%) e Cabernet Sauvignon. Vinificação: fermentado em tanques de aço inoxidável a temperatura controlada de 22ºC
Envelhecimento: barris novos de carvalho franceses e americanos. Graduação alcoólica: 14%
Características: frutado, com notas de balsâmico. Taninos suaves, corpo intenso e final longo. Preço R$ 72,00
Tejo Doc 2010. Variedade: Touriga Nacional (40%), Merlot (30%) e Syrah.
Vinificação: fermentado em tanques de aço inoxidável a temperatura controlada de 22ºC. Graduação alcoólica: 13%
Características: aroma intenso de frutas vermelhas e sugestão floral. Preço R$19,90.
Branco do Tejo DOC 2013. Variedade: Arinto (50%) e Fernão Pires
Vinificação: fermentado em tanques de aço inoxidável a temperatura controlada de 16ºC. Graduação alcoólica: 12,5%
Características: sabor frutado, acidez balanceada e final persistente. Preço R$ 34,90
Colheita Selecionada do Tejo DOC 2010. Uvas: Touriga Nacional (25%), Touriga Franca (25%), Cabernet Sauvignon e Tinta Roriz
Vinificação: fermentação em cubas com remontagem programada à temperatura
controlada de 22ºC
Envelhecimento: barris de carvalho franceses e americanos. Graduação alcoólica: 13%
Aromas: intenso com notas defumadas bem envolvidas na fruta madura, sugerindo ameixa. Preço: R$ 59,90.
Botalcura | Chile
El Delirio Carménère Merlot 2010. Uvas: Carménère (55%) e Merlot (45%)
Clima: manhãs frias, tardes quentes e noites frescas. Graduação alcoólica: 13,5%
Vinificação: decantação a frio por 48 horas e fermentação com leveduras selecionadas
Características: aroma de frutas vermelhas e notas de amêndoas . Preço R$ 45,90.
El Delirio Syrah Malbec 2010. Uvas: Syrah (58%) e Malbec (42%)
Clima: dias quentes, com noites frescas, assim como nas primeiras horas da manhã
Fermentação alcoólica: em cubas de aço inoxidável a temperaturas entre 25º e 28ºC . Graduação alcoólica: 14%
Envelhecimento: 30% do vinho por seis meses em barricas de carvalho de um a dois anos
Características: aromas de cereja preta, violeta, noz moscada e pimenta do reino. Frutado na boca, com volume, taninos suaves. Preço R$ 45,90.
La Porfia Cabernet Franc 2011. Uvas: Cabernet Franc (85%)
Clima: quente durante o dia, com suaves brisas marítimas
Graduação alcoólica: 13%
Vinificação: em tanques de aço inoxidável entre 25° e 28°
Características: aroma de cerejas, cassis, pimentão, frutas secas, café e baunilha. Preço R$ 65,90.
La Porfia Malbec 2012. Uvas: Malbec (85%)
Clima: dias quentes, com noites frescas
Fermentação alcoólica: em cubas de aço inoxidável a 15ºC por três dias. Graduação alcoólica: 14,5%.
Características: aromas de baunilha, melão, cereja e cacau. Acidez presente e presença de taninos. Final longo. Na boca, sabor frutado e notas de especiarias. Preço R$ 69,90.
La Porfia Carménère 2012. Uvas: Carménère (85%)
Vinificação: em tanques de aço inoxidável a 15° por 3 dias. Graduação alcoólica: 12,5%
Características: notas de mel e baunilha, toques de tabaco. Preço R$ 65,90.
Nebbiolo 2006. Uvas: Nebbiolo (86%)
Envelhecimento: 2 anos em barris de carvalho franceses e americanos. Graduação alcoólica: 14%
Características: aroma de frutas frescas, com notas de morango, amora e especiarias como cardamomo. Preço R$129,90.
Castello della Paneretta Itália
Chianti Riserva 2010. Uva: Sangiovese (90%) e Canaiolo.
Envelhecimento: 18 meses em barris de carvalho franceses. Graduação alcoólica: 13,5%.
Características: aromas de cereja, frutas vermelhas e especiarias. Taninos fortes e corpo intenso. preço R$ 117,00.
Chianti Classico Tinto 2011. Uva: Sangiovese (85%), Canaiolo (10%), Colorino
Vinificação: em tanques de aço inoxidável com temperatura controlada. Graduação Alcoólica: 13,5%
Envelhecimento: 12 meses em barris de carvalho franceses
Características: aroma frutado e intenso, com sabor harmonioso e taninos macios. Preço R$ 92,00
Solimpia 2009. Uva: Sangiovese (100%). Graduação Alcoólica: 13,5%
Características: aroma frutado e taninos macios. Preço R$ 69,90.
Canaiolo 2009. Uva: Canaiolo (100%). Graduação Alcoólica: 12%
Características: aroma de cereja e morango com notas de chocolate e pimenta negra. Preço R$ 289,00.
Chianti Torre Destra 2006. Uva: Sangiovese (100%). Graduação Alcoólica: 12,5%.
Vinificação: por 20 dias com remontagem diária e atenção à temperatura de fermentação e acidez.
Envelhecimento: barris de carvalho franceses
Características: aroma de violeta, cereja e especiarias. Preço R$ 162,00.
Terrine 2005. Uva: Canaiolo (50%) e Sangiovese (50%)
Vinificação: em tanques de aço por 20 dias com remontagem diárias e atenção à temperatura de fermentação e acidez
Características: aroma de frutas vermelhas, chocolate e pimenta. Preço R$ 182,00.
Quattrocentenario 2004. Uva: Sangiovese (100%). Graduação Alcoólica: 14%.
Vinificação: em tanques de aço por 20 dias com remontagem diária e atenção à temperatura de fermentação e acidez
Características: aroma intenso com notas de especiarias e tabaco. Preço R$320,00.
Vin Santo del Chianti 2006. Uva: Trebbiano (70%) e Malvasia (30%). Graduação Alcoólica: 14%
Envelhecimento: 5 anos em caratelli – pequenos barris de carvalho
Características: aroma de nozes e frutas secas. Preço R$ 182,00.
LD Vins | França
Château des Léotins Rouge 2012. Graduação alcoólica: 12,5%.
Uvas: Merlot (60%) , Cabernet Franc (25%) e Cabernet Sauvignon (15%)
Terroir: argiloso. Características: aroma intenso e persistente, com notas de compota de fruta madura. Preço R$39,90.
Château la Freynelle Rouge 2010. Uvas: Merlot (70%) e Cabernet Sauvignon (30%) Características: aroma de groselha e amora, sabor frutado e taninos redondos.
Preço R$ 65,00
Château Grand-Puy Ducasse 2006. Uvas: Cabernet Sauvignon (60%) e Merlot (40%)
Envelhecimento: de 18 a 24 meses em barris de carvalho franceses
Características: frutas maduras e notas de tabaco. Preço R$ 209,00.
Bordeaux Maucaillou 2010. Uvas: Cabernet Sauvignon (45%), Merlot (43%) e Cabernet Franc (12%). Graduação alcoólica: 13%
Características: aroma de frutas vermelhas maduras, compota e toque de alcaçuz. Preço R$ 79,90.
Château Poujeaux 2007. Uvas: Cabernet Sauvignon (53%), Merlot (43%) e Petit Verdot.
Graduação alcoólica: 13%
Envelhecimento: 12 meses em barricas de carvalho francês
Características: aroma de ameixa, flores e bolo seco. Preço R$ 144,00.
domingo, 1 de março de 2015
Vinhos da Alsacia
Uma delas foi uma aula, ministrada por Oliver Bourse, embaixador dos vinhos da Alsácia no Brasil.
Nesta ocasião, além de degustação de vinhos, Oliver fez uma explanação sobre os vinhos da Alsácia, onde disse algumas coisas importantes. São elas:
A videira, não exatamente como conhecemos hoje, já existia antes do aparecimento do homem, na região que mais tarde formaria o Vale Do Reno.
Apesar das uvas serem utilizadas nos primórdios, a cultura da vinha só foi levada a cabo depois da conquista romana.
Os vinhedos da Alsácia, na vertente leste do departamento dos Vosges, desfrutam dos raios solares ao longo de todo o dia. As orientações Sul e Sudeste majoritárias, assim como os excepcionais finais de outono, contribuem para a maturação das cepas.
A barreira natural dos Vosges (cadeia de montanhas) resguarda os vinhedos das influências oceânicas, de forma que as precipitações de chuvas encontram-se dentro das mais exíguas da França (450 a 500 mm por ano). As cálidas temperaturas dos verões dão lugar a outonos ensolarados, que antecedem os rigorosos invernos, características do clima subtropical da região. Este clima privilegiado propicia a maturação lenta e prolongada das uvas, além de favorecer a manifestação de aromas de grande sofisticação.
Os terroirs da Alsácia são divididos em 3 regiões e podem ser classificados em 13 tipos de solos, na beira das montanhas, nas colinas e na planície.
Diferente de outras regiões da França, não é a terra que dá nome aos vinhos, mas as próprias cepas, 10: Sylvaner, Pinot Blanc, Chasselas, Auxerrois, Riesling, Muscat d'Alsace, Pinot Gris, Savagnnin, Gewurztraminer e Pinot Noir.
A região conta com 3 denominações de origem controladas (AOC):
AOC Alsace, estabelecida em 1962, que representa 72% da produção total, da qual 92% são brancos.
AOC Crémant d'Alsace, que é um vinho espumante, elaborado pelo método tradicional, que representa 24% da produção.
AOC Alsace Grands Crus (estabelecido em 1975), que corresponde a 4% da produção e tem o nome complementado por um dos 51 terroirs delimitados e admitidos pela denominação.
As AOC Alsace Grand crus podem ser complementadas por 2 menções de origem: Vendages Tardies e Sélection de Grains Nobles.
A nova legislação, de 2011 estabeleceu regras para o AOC Alsace, composta de vinhos de caráter distintos que respondem a um nível maior de exigência. O nome pode ser complementado assim:
Nome geográfico do vilarejo ou Comune, em número de 11: Blienschwiller, Saint-Hippolyte, Côtes de Barr, Scherwiller, Côte de Rouffach, Vallée Noble, Klevener de Heilingenstein, Val Saint-Grégoire, Ottrout, Wolxheim e Rodern.
Nome da localidade ou Lieu-dit, que trata de identificar as produções qualitativas com característica específica.
Os Crémants d’Alsace, com mais de 500 produtores, geralmente são obtidos das cepas Pinot Blanc, que confere frescura e delicadeza, ao espumante; Chardonnay, que por sua vez destila classe e leveza e a Pinot Noir, que é a única cepa usada para fazer os rosé.
Para se fazer os Grands Crus só podem ser usadas 4 cepas: Riesling, Gewurztraminer, Pinot Gris e Muscat D'Alsace. No rótulo destes crus deve obrigatoriamente constar um dos 51 terroirs, sendo cada um protegido por uma denominação, AOP (semelhante a uma AOC) e a safra. Quando é usada apenas uma cepa, esta deve ser indicada no rótulo.
As Vendages Tardives e Sélection de Grains Nobles devem apresentar uma riqueza elevada de açúcar na colheita e podem ser comercializadas após 18 meses de envelhecimento.
Os vinhos das Vendages Tardives provêm das cepas: Gewurztraminer, Pinot Gris, Riesling ou Muscats que são colhidas várias semanas depois das vindimas oficiais, o que favorece o desenvolvimento da podridão nobre (Botrytis cinérea).
Os vinhos Sélection de Grains Nobles são obtidos por sucessivas classificações de grãos, como resultado da podridão nobre.
Existem restrições para se beneficiar da classificação de Vendages Tardives e Sélection de Grains Nobles: as uvas tem que ser colhidas à mão, pertencer a uma única cepa e é obrigada a ser feita uma identificação da safra, também os vinhos não podem sofrer qualquer enriquecimento, devem ser declarados como Grains Nobles previamente durante a venda (na presença dos serviços do instituto Nacional das Denominações de Origem dos vinhos) e deverão ter sido apresentados, degustados e aprovados após exame analítico e organoléptico sobre a menção particular.
Terminada a aula, passamos para a palestra degustação de 5 vinhos, sendo eles:
Crémant d’Alsace Chardonnay Brut 2007, produzido por Dopff au Moulin, importado pela Mistral, onde custa R$137,00. É um vinho com pouca perlage na taça, mas faz uma explosão na boca. Apresenta um bom frescor, com frutas cítricas no nariz.
Sylvanner 2006, produzido pela Maison Trimbach, que é importado pela Zahil, onde o seu custo é de R$115,00. O vinho estava passado. Oliver disse que esta cepa tem vida mais curta.
Riesling Vielles Vignes 2012, feita pela Cave de Ribeauvillé. É importado pela Chez France por R$69,00. Este é um vinho que oferece excelente relação custo / benefício, revela flor branca e petróleo no nariz. Ele tem boa acidez, lembrando maçã verde e tem também boa persistência.
Pinot Gris, produzido pela Domaine Paul Blank e é importado pela Decanter por R$145,00. Achei este vinho mais adocicado, lembrou champignon, sabor de terra, com aromas de tangerina e laranja.
Gewurztrameiner Turkheim 2011, feito pela Domaine Zind Humbrecht, que é importado pela Delacroix por R$108,00. O vinho é muito aromático, com lichia, flor, abacaxi. Na boca ele é bem doce, com toques de pimenta. Gostei deste vinho. Ele combina com pratos indianos, com especiarias e com queijo munster, feito na região.
A Alsácia está sensível à produção de vinhos mais saudáveis e expressivos, desde o final da década de 1960. Hoje são produzidos ali muitos vinhos orgânicos, de forma a colaborar com a natureza.
A seguir, apresento alguns gráficos que mostram a evolução da produção de vinhos da região:
Finalmente Oliver ressaltou que os vinhos da Alsácia são tão bons como outros franceses e apresentam a vantagem de serem muito mais baratos que os vinhos da Borgonha e de Bordeaux.
A apresentação foi elucidativa e muito acrescentou para o meu conhecimento sobre os vinhos Alsacianos.
A região da Alsácia é muito bonita e florida, um boa região para o turismo.
Cidades como Colmar e outras na rota do vinho, algumas medievais, cercadas por muralhas e com casas de estruturas que misturam alvenaria com madeira, lembram a Alemanha.
Agradeço à Cap Amazon, de Caroline Putnoki, pelo convite a este excelente evento!
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