sábado, 16 de maio de 2015

O Eataly de São Paulo

Da primeira vez que visitei o Eataly, em Nova York fiquei deslumbrado. Achei um lugar incrível, com bons produtos e comidas boas, perto de onde eu estava hospedado e com preços razoáveis!

A partir desta visita, fiquei com inveja dos felizes nova-iorquinos, que contavam com uma vasta variedade de bons produtos, vindos do país que mais aprecio, a Itália.

O Eataly de Nova York foi aberto em 2010.

Em 2015, em São Paulo, fui numa degustação no St Marchè e lá conversei com um dos sócios desta casa. Ele me contou que ainda em 2015, iriam abrir um Eataly no Itaim.

Fofocas a respeito deste assunto, já tinham mesmo chegado aos meus ouvidos.

Voltei à Nova York neste ano de 2015 e não podia deixar de ir ao Eataly, para pelo menos, tomar um delicioso cafezinho.

Aproveitei então esta visita, para curtir outros produtos italianos que adoro, tais como baba ao rum e mostarda de Cremona.

Desta vez em que estive lá, achei a loja um pouco pequena para o número de consumidores ávidos pelos seus produtos, que aumentou muito para os seus 4.600 m2 de instalações.

Finalmente, no dia 12/05, agora, fui convidado, junto com outras pessoas da imprensa, para a inauguração da loja brasileira.

O Eataly de São Paulo fica na av. Juscelino Kubitschek 1.489.

De saída, o prédio já impressiona, com seus 3 andares e 4.500 m2, com amplo espaço de ventilação no meio dos andares.

Ele tem a aparência bem maior do que o prédio de New York, graças a esta amplidão central.

O conceito Eataly foi criado em 2004 em Turim, depois de 3 anos de pesquisa e planejamento.


Desde o início, o Eataly criou e comprou ações de empresas de alimentos e bebidas e hoje tem ou é parceiro de 19 empresas.

A rede foi crescendo no mundo e hoje tem 29 lojas, sendo 15 na Itália, 9 no Japão, 2 nos Estados Unidos, 1 em Dubai, 1 em Istambul e agora 1 em São Paulo.

O conceito da loja brasileira é muito interessante, pois conta com setores específicos, com restaurantes ou lanchonetes ao lado de cada tipo de produto.

O prédio da Juscelino conta com 7 restaurantes temáticos e um com produtos em geral. Neste último chamado Brace Bar e Griglia, a idéia é a de que todos os produtos passem pela grelha.

Adorei ver a área de fabricação de mozzarella, cujo leite vem de duas fazendas, uma de búfalos e a outra de vaca. Misturar os dois leites dá mais firmeza ao produto.

Um dos conceitos dos restaurantes é fornecer os melhores produtos, a um preço honesto.

Pelos preços que me disseram que vão cobrar, concordei com esta premissa.

O sócio que nos guiou, nesta loja paulista, Bernardo disse que sua formação era na área financeira. Ele é uma pessoa que está sempre pensando na relação custo / benefício e teve que se adaptar, pois o lema no Eataly é trabalhar com amor e qualidade.

Os produtos da loja seguem o conceito de Slow Food, que faz parte do movimento sustentável.

Através de uma viagem pelo Brasil, foram selecionados produtores que se enquadravam no conceito, além de alguns fornecedores do St Marchè.

Durante minha visita, degustei produtos de cada uma das áreas.

Isto me deixou ainda mais ansioso para ver e consumir todos os produtos deste megaempreendimento.

Poder conhecer, passear e consumir as delícias do Eataly me fez viajar à Itália, país adorável e, ao meu ver, que tem a melhor comida do mundo!

Desta forma, concluo que o objetivo deste empreendimento deve estar sendo cumprido, o de trazer para cá, um pouco da magnífica cultura gastronômica daquela região!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Split, Croacia

Depois que saímos da ilha de Kórcula, partimos em direção à cidade de Split, na Croácia. Tínhamos a possibilidade de percorrer todo caminho tortuoso até a autoestrada, ou pegar uma balsa até Split. Apesar de caro (R$250,00) optamos por fazer o trecho de balsa,pelo mar, o que seria menos cansativo e mais rápido.

A viagem foi muito agradável, com um mar deslumbrante a nossa frente e a passagem por inúmeras ilhas e barcos pelo caminho.

A chegada à Split pelo mar, já nos oferece uma bela visão da cidade, com seu calçadão, bares e restaurantes.

Split é a maior cidade da Dalmácia e a segunda maior da Croácia.
Está situada numa península na margem oriental do mar Adriático.

Ali ficamos num péssimo hotel 3 estrelas, o Hotel Villa Marjela. Jobova 5 21000. (http://www.villamarjela.hr/e/index.htm). Como eu havia perguntado se poderia mudar a data da chegada, eles passaram meu quarto para outra pessoa, nos colocando num cubículo, e apenas nos ofereceram toalha de rosto no dia da chegada. O café da manhã era ruim e a localização do hotel era meio estranha. Este hotel, junto com o de Zadar, foram os micos de hospedagem da nossa viagem.
Infelizmente na Croácia, não dá para confiar no sistema de estrelas dos hotéis.

Como o hotel Vila Marjela era perto do centro, fomos à pé conhecê-lo no fim do dia.

Paramos no calçadão para jantar, onde apreciamos a comida local, na Brasserie on Seven. Felizmente o cardápio era escrito também em inglês, senão dificilmente entenderíamos o croata.

A graciosa garçonete que nos atendeu, Nicolina, teve toda paciência do mundo, ao tentar nos descrever os pratos. A entrada que pedimos foi uma deliciosa burratta com salada e macarrão com camarões.

Os vinhos foram mais complicados, o cardápio estava em croata e acabei acertando o pedido com o sommelier mesmo. Escolhemos primeiro o branco Rizman Posip que era bem agradável e depois provei o interessante Plavac Mali Bosso Senjkovic.

No dia seguinte, voltamos à cidade, passando pelo Teatro Municipal e entrando num café com afrescos nas paredes, para completar o nosso café da manhã, fraco como o hotel.

Entramos no palácio de Dioclesiano, que devia ter sido grandioso nos idos tempos, mas que mantém ainda sua beleza mesmo que em suas ruínas.

Notamos que, infelizmente, partes que caíram do palácio foram completadas com construções mais atuais, transfigurando sua fachada para ao mar.

Muitas lojas também foram construídas ali, onde devia ser apenas o palácio, outrora.

Numa parte central do palácio, assistimos a uma cantoria que ecoava dentro de um enorme ambiente. Eram famosos cantores croatas!

Neste dia, almoçamos no gostoso restaurante Palatin, onde conhecemos o garçom Niksa, que ao saber que éramos brasileiros, perguntou-nos se mandaríamos para ele uma camisa do time Corinthians. Achamos curioso e dissemos para ele que não precisava nos dar dinheiro, que a enviaríamos de presente a ele, sim. Graciosamente ele nos ofertou uma sobremesa.

Almoçamos lulas e fritas, além de sardinhas e camarões.

A prosa com Niksa foi boa e ele nos contou um pouco sobre as dificuldades financeiras que os croatas viviam após a guerra. Ele mesmo era um professor de inglês que teve de trabalhar como garçom para assegurar o seu sustento.

Depois da conversa com Niksa, ainda naquela tarde, tarde fomos conhecer a galeria Mestrovic.
Mestrovic é um grande escultor croata, um artista incrível que é considerado o Rodin da Croácia.

Suas esculturas são lindas e seu museu belíssimo!


O prédio fica em frente ao mar e tem jardins maravilhosos!

Os trabalhos do artista são muito bons, o que faz deste programa um programa imperdível!

No dia seguinte, partimos em direção a Trogir.

Um pouco de história de Split:

Embora o surgimento de Split costuma ser associado à construção do Palácio de Diocleciano, há provas da existência prévia de uma colônia grega, na área.


Diocleciano, um imperador romano que governou entre 284 e 305, era conhecido por suas reformas e pela perseguição aos cristãos. Por ordem sua, a construção do Palácio começou em 293, de modo a estar pronto quando de seu afastamento da vida política do império em 305. O lado sul do palácio fica em frente ao mar, suas muralhas têm uma extensão de 170 a 200 m e uma altura de 15 a 20 m, e o complexo todo ocupa uma área de 38,000 m².

Esta grande estrutura já estava abandonada quando os primeiros cidadãos de Split fixaram residência na parte de dentro de suas muralhas: em 639, os refugiados da cidade de Salona, destruída pelos ávaros, converteram o interior do palácio num vilarejo. Ao longo dos séculos, aquela comunidade cresceu e ocupou as áreas em torno do antigo palácio, mas este constitui, ainda hoje, o centro da cidade, ainda habitado, com lojas, mercados, praças e uma catedral cristã. Tudo inserido nos corredores, pisos e muros do antigo palácio.

Ao longo de sua história, Split foi governada por Roma, pelo Império Bizantino e, intermitentemente, pela nobreza croata e húngara. Em 1420, Split assumiu o controle a República de Veneza, que o perdeu em 1797, para a Áustria-Hungria. No período de 1806 a 1813, a cidade de Split esteve sob controle napoleônico.

Com o tempo, Split tornou-se um importante porto, com rotas para o interior da Croácia, através do passo de Klis. A cidade experimentou também um desenvolvimento cultural, com nomes como Marko Marulic, um dos clássicos da literatura croata, autor de Judita (1501, publicado em 1521), considerada a primeira obra de literatura moderna em língua croata.

terça-feira, 5 de maio de 2015

Expovinis 2015

Participei da Expovinis 2015, neste mês, aqui em São Paulo. Este é o maior evento de vinhos da América Latina.

Fui apenas um dia, no evento e tive que ficar pouco, pois estava recém curado de uma dengue.

Neste ano a novidade foi que alguns estandes de importadoras, como a Casa Flora e a Decanter nos honraram com sua presença na feira.

Nos últimos anos, as grandes importadoras não participaram do evento, pois passaram a fazer seus próprios eventos.

As palestras na Expovinis foram o ponto alto da feira!

Eu aproveitei a apresentação do Rui Falcão, sobre os vinhos de Portugal, que foi muito interessante!

Portugal continua investindo no seu segundo maior comprador, que é o Brasil, com palestras e estandes, na feira. Eles procuram mostrar sua diversidade e a qualidade de seus vinhos.

Como sempre, o Porto apareceu bem representado, com vários tipos de vinhos e safras.

A França trouxe vários champagnes, inclusive um exemplar da cepa Pinot Meunier, que eu nunca havia provado até então. A experiência foi boa!

Provei também alguns dos Top 10, que foram escolhidos por um júri de experts. Entre os escolhidos dos espumantes nacionais, o Aracuri bruto Chardonnay 2013, do Rio Grande, não seria o que eu consideraria o melhor nacional. Prefiro, por exemplo, outros espumantes como alguns do Adolfo Lona.

Provei também o A Sirio Rosso IGT 2007, importado pela Zahil, na escolha como melhor tinto do velho mundo.

Como Fortificado e Doce, o júri escolheu Alhambre Moscatel de Setubal 20 anos José Maria da Fonseca, que é importado pela Decanter. Ele mereceu tal escolha. Estava muito bom!

Os demais escolhidos foram:

Tinto Velho Mundo Península Ibérica: Pêra Grave Reserva Tinto 2011, importado pela Luxury Drinks Portugal.

Tinto Novo mundo: Renascer Malbec 2011, do Bodega y Viñedos Renascer.

Tinto Nacional: Valmarino Cabernet Franc 2012, da Vinícola Valmarino.

Rosado: Saint Sidoine Côte de Provence Rosé 2014, da Cellar Saint Sidoine.

Branco Importado: Terroir selection Sauvignon Blanc Gran Reserva 2014, da importadora Bodegas de los Andes Comércio de vinhos.

Branco Nacional: Vigneto Sauvignon Blanc 2014, da Vinícola Pericó.

Espumante Importado: Champagne Georges de la Chapelle Nostalgie, de Georges de la Chapelle.

O estande da Decanter, nesta feira, estava muito bom. Provei vários vinhos alaranjados (vinhos que ficam mais tempo em contato com a casca), um pouco difíceis de gostar, a meu ver, mas muito interessantes. O mais leve deles veio de Portugal.

Os brancos da Decanter mostraram um belo leque de vários países, inclusive alemães, do país que pretendo visitar este ano.

Os doces, fortificados também estavam bem representados. A variedade era grande: Vin Santo, Pedro Ximenez, Marsala, Sauternes e outros.

Infelizmente não pude voltar para os tintos e espumantes, que pareciam ser imperdíveis, devido à lotação do estande e meu estado debilitado pela dengue.

Estive num estande da Itália, Tenute Del Cerro, com rótulos bem modernos, estilo etrusco, com bons vinhos, desde Brunellos à  Sagrantino de Montefalco.

Como sempre, uma pena servirem vinhos jovens, pois não podem mostrar todo seu esplendor.

Neste ano, infelizmente, não estiveram os produtores do Consórcio de Brunellos de Montalcino.

Existia na feira, uma grande quantidade de azeites, como aqueles,  que provei, da Fundação Eugênio Almeida, do Alentejo. Assim pude conhecer diferentes cepas e azeites bastante distintos.

A assessoria de imprensa da Expovinis ficou por conta da CH2A, de Alessandra Casolato.
Boa divulgação!

O evento contou com transportes de Vans do metrô, para a feira. Isto ajudou bastante no acesso.

Miolo revela quarta edição da Coleção dos Sete Lendários

Safra 2023 dá origem a sete vinhos ícones que expressam o melhor de quatro terroirs brasileiros onde o grupo firmou suas raízes. O lançament...