segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Jacarandá, um restaurante bom e de preços salgado

Aproveitando de novo o programa Primeira Mesa, fui duas vezes almoçar no restaurante Jacarandá (rua Alves Guimarães 253, fone: 3038-3003), que faz parte de um grupo de restaurantes , do qual também participa o Antonieta.

Logo na entrada do restaurante existe um empório com várias iguarias: doces, queijos da serra da canastra, geléias e pães, entre outros ítens.

Depois passamos por um agradável jardim com mesinhas e guarda sóis até a casa central do restaurante. Na casa principal  existe um jacarandá, entre vidros, que atravessa o teto da sala.

Há também o bar Raiz  que fica no subsolo do restaurante e tem música no estilo speakeasy (tipo de música que tocava em locais que as pessoas se encontravam para beber durante a lei seca).

Os pratos do Jacarandá são inspirados na cultura sul-americana e quase todas as verduras e legumes são orgânicos.

Na primeira vez que lá estive pedi, como entrada, Shitake fresco orgânico grelhado (shitake assado na brasa com queijo de cabra, limão siciliano, focccia da casa e folhas de salsa).

Como prato principal provei a Pamplona de Porco Assado (um tipo de embutido, de carne de porco, recheada com bacon e queijo da serra da Canastra, acompanhado de vegetais orgânicos grelhados e azeite de ervas.

O serviço foi muito atencioso e a conta naquela ocasião ficou em R$74,19. Se não tivesse o desconto do Primeira Mesa, sairia R$127,69.

Já na segunda vez,  pedi a entrada de Lula Chapeada (lula ao molho campanha e fiapos crocantes de batata).

Arroz de Camarão (arroz de camarão e porco com cogumelos orgânicos e azeite defumado).

Bondiola (copa lombo de porco) de cerdo assado com mandioquinha grelhada.

Tudo muito saboroso!

Uma taça do vinho chileno Casa Rivas rosé 2017, importado pela Premium, para acompanhar os pratos, caiu muito bem. Acho, no entanto,  cara a taça deste vinho por R$30,00.

Desta última vez , a conta ficou em R$188,68. Se eu não usasse o desconto do Primeira Mesa, ficaria em R$292,68.

Eu acho o preço sem desconto um pouco alto, inclusive porque conta com a com taxa de serviço de 13%.

Os pratos em ambas as ocasiões estavam muito bons e o serviço foi atencioso!

Acho que vale muito a pena ir a este restaurante, sobretudo se você estiver usando o Primeira Mesa!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Visita à espetacular vinícola Niepoort, do Douro.

Um dos meus objetivos, da viagem à Portugal de 2018, era conhecer a Niepoort e participar da pisa de uvas em lagar.

Esta vinícola é uma empresa familiar de longa data, foi fundada em 1842, por Franciscus Marius Niepoort. Cinco gerações se sucederam desde que  ele fundou a empresa, que está agora sobre o comando de Dirk, desde 2005.

Dirk descobriu o mundo do vinho durante os seus estudos na Suíça.
Em 1987, Dirk juntou-se ao seu pai, Rolf Niepoort, na empresa familiar e foi desafiado a inová-la, mantendo as boas tradições. O primeiro passo importante foi a aquisição de vinhas próprias: a Quinta de Nápoles e a Quinta do Carril no Cima Corgo, uma região que tradicionalmente produz Vinhos do Porto.

Nas Caves de Vila Nova de Gaia é feito o armazenamento do Vinho do Porto,  seu blend, envelhecimento, engarrafamento, rotulagem e expedição.

A QUINTA DE NÁPOLES foi comprada em 1987e inclui cerca de 30 hectares de vinhas localizadas a uma altitude de 80 a 250 metros, com idade que varia dos 26 a mais de 80 anos. Esta Quinta fica na margem esquerda do rio Têdo e é ali que a Niepoort faz os vinhos tintos, rosés e brancos.

O antigo museu em VALE DE MENDIZ foi comprado pela Niepoort em 2003 e convertido num centro de vinificação exclusivo para os Vinhos do Porto.

A separação da produção de Vinho do Porto  se dá em dois centros de vinificação, de forma  intencional. Isto permite processos dedicados e otimizados para Vinhos do Porto e Vinhos do Douro.

A Niepoort também tem uma propriedade na Bairrada; a Quinta de Baixo,  no Dão; a Quinta da Lomba e no Minho.

Além de vinho do Porto, a Niepoort produz o Moscatel do Douro, na região de Favaios, com a cepa Moscatel Petit Grains.

Saí da cidade de Peso da Régua e segui Douro acima, até o rio Tudo, quando vi as belas plantações da Niepoort, nos socalcos (planos feitos em encostas íngremes onde são plantadas as parreiras) das encostas e vistas para o rio.

Junto à um grupo de Ingleses, fomos guiados por um canadense que, nas suas férias trabalha para a Niepoort.

Começamos visitando uma adega subterrânea, onde é guardada uma coleção de vinhos da Niepoort.
Fomos para a adega, onde recebemos explicação sobre os processos de produção e participamos da experiência única, que é provar vinhos em vários estágios de produção.

Numa área da adega existiam algumas ânforas e fomos informados que ali estavam produções de vinhos ainda em fase experimental.

De uma ânfora , saiu uma moça tinta pelo mosto, que fazia, de tempos em tempos, a pisa deste mosto. Como ela era baixinha e muito simpática perguntei brincando se  ela não tinha medo de se afogar nas ânforas. Ela sorriu. Podia até ser uma boa forma de morrer numa boa!

A fermentação de alguns vinhos é feita em cubas de inox. Podíamos ver o vinho fermentando em borbulhas.

As salas de barris eram uma enormidade, repletas de todos tipos de barricas, muitas manchadas de vinho.

Voltamos para a área de recepção, onde havia um terraço, com uma linda vista do rio sinuoso e de uma imensidão de parreiras!

Podíamos ver as rochas deste terreno numa escavação. As rochas eram tão compactadas e densas que para que se cultivasse vinhas nelas, seria necessário dinamitá-las para abrir espaço para a videira.

Como se não fosse suficiente a visita, fui gentilmente convidado a participar de um almoço, com harmonização com vinhos, produzido na Quinta de Nápoles.

O almoço começou com os deliciosos bolinhos de bacalhau, uma sopa de legumes, seguida de arroz de pato.

Uma variedade de queijos portugueses não faltou  neste almoço, que terminou com uma Creme Cheese com frutas vermelhas.

Os vinhos que acompanharam a refeição complementaram a experiência gastronômica em alto estilo:

Redoma Reserva Branco 2017, proveniente de vinhas velhas, ele é elaborado a partir de várias castas, sendo as mais importantes a Rabigato, Códega, Donzelinho, Viosinho e Arinto. O vinho fermenta e estagia em barricas de carvalho francês, é fresco e elegante, mostrando na boca uma acidez vibrante com grande volume e intensidade, frutado, complexo, com notas minerais e a madeira muito bem integrada.

Redoma Rosé, que tem um um carácter muito próprio. Contrariamente ao típico processo de vinificação do rosé, o Redoma Rosé é fermentado em barricas novas de carvalho francês depois de ser obtido o mosto de gota (obtido do primeiro esmagamento da uva). Muito vivo e elegante no nariz, com fruta vermelha e especiarias, com tosta de madeira muito bem integrada.

Vertente Tinto 2018, que é um vinho equilibrado, com grande frescura; mostra-se muito apelativo, com fruta muito fina e elegante, taninos suaves presentes, com final muito persistente e intenso. É um vinho fresco, muito mineral e expressivo, cor rubi carregada e notas de frutos vermelhos.

Robustus 2008, que é vinificado de acordo com os métodos usados na produção dos vinhos tradicionais. O longo estágio em tonel de madeira antiga, imprime maturidade, complexidade, amacia os taninos e confere ao vinho precisão e equilíbrio, sem perder todo o vigor e a frescura aromática. O Robustus provém das vinhas mais velhas. Enfim, é um vinho espetacular, com aroma profundo, complexo, austero e com várias camadas. Mostra no copo uma frescura e mineralidade. O equilíbrio é notável, embora muito encorpado e com bom volume de boca, os taninos finos e o longo estágio em tonel.

Porto Towny 10 anos, com envelhecimento em pequenas pipas de carvalho confere-lhe a sua característica cor alourada. O vinho tem uma complexidade de aromas, a frescura, o "bouquet" persistente e o refinamento.

Terminada esta excelente visita, fomos para a Quinta do Carril, no Cima Corgo,a fim de viver a experiência de pisar em uvas.

Esta será uma nova história!

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Guimarães, onde Portugal começou!

De Madri pegamos um voo para a cidade do Porto e de lá um carro para chegar à Guimarães, que fica na província do Minho.

Guimarães é uma cidade histórica, com um papel crucial na formação de Portugal, e que conta já com mais de um milênio desde a sua formação, quando era designada como Vilamares.

Guimarães é uma das mais importantes cidades históricas do país, sendo o seu centro histórico considerado Património Cultural da Humanidade. A cidade é um dos maiores centros turísticos da região. As suas ruas e monumentos respiram história e encantam quem a visita.

Guimarães é muitas vezes designada como "Cidade Berço", devido ao fato de aí ter sido estabelecido o centro administrativo do Condado Portucalense por D. Henrique. A cidade está historicamente associada à fundação da nacionalidade e identidade Portuguesa.

Ficamos hospedados no excelente hotel Hotel da Oliveira (http://www.hoteldaoliveira.com), que custou R$ 433,71, com café da manhã. O hotel fica numa região central, onde não entra carro. Graças à gentileza do povo português, pudemos estacionar junto ao pátio da prefeitura e ir a pé até o hotel.

A cidade é uma graça, com casas com sacadas floridas em ruas estreitas e suas casas com a fachadas azulejadas.

No topo da cidade existe o Castelo de Guimarães, construído no século X, que defendeu a cidade dos ataques muçulmanos.

A culinária é deliciosa, com doces típicos como a torta de Guimarães (à base de açúcar, amêndoas e uma grande quantidade de gemas) e Toucinho do céu (feita com massa folhada, recheada com doce de abóbora, ovos e amêndoa, untada com gordura de porco).

Algum dos pratos típicos regionais são as papas de sarrabulho, confeccionadas com sangue de porco, carne de galinha, carne de porco, presunto, chouriço, cominhos, limão e pão ou farinha de milho, entre outros ingredientes.

A cidade conta com várias igrejas e praças, sendo a praça de Santiago a principal delas. Ela é animada, com vários bares e cafés.

Na praça de Santiago há um portal, denominado Padrão do Salado, feito para comemorar a batalha do Salado, em 1340, em que Afonso IV defendeu a cidade do ataque muçulmano.

Em Guimarães provei um vinho branco com a marca da loja Rolhas e Rótulos. Os garçons não sabiam dizer de que uva era feito, mas para mim , mais parecia  a cepa Loureiro. Tinha um boa acidez e uma certa doçura.

Nesta noite jantamos no restaurante do Hotel da Oliveira, onde pedimos:

Salada com gambas (camarões), folhas verdes, tomates e croutons e Lombo de bacalhau, com batatas e brócolis.

Vinho QG, da cepa Loureiro, da Quinta de Gomariz para acompanhar.

Os pratos estavam deliciosos e o vinho caiu bem com eles. O serviço era muito atencioso.

Aproveitamos a nossa estada em Guimarães para ir até Braga, visitar o belo Santuário de Bom Jesus do Monte, que fica no topo de uma colina.

Este santuário católico é dedicado ao Senhor Bom Jesus e constitui-se num conjunto arquitetónico-paisagístico, integrado por uma igreja, uma escadaria, onde se desenvolve a Via Sacra do Bom Jesus, uma área de mata (Parque do Bom Jesus) e alguns hotéis.

A escadaria é toda decorada com estátuas, que representam personagens que intervieram na condenação, paixão e morte de Cristo, além de várias fontes.

Em cada patamar existe uma capela com imagens da via sacra de Jesus.


As escadas são longas, mas existe no local um funicular (Elevador do Bom Jesus), que leva da base ao topo da construção.

A passagem pela região de Guimarães foi muito agradável e já nos fez perceber a simpatia e generosidade do povo português.

Miolo revela quarta edição da Coleção dos Sete Lendários

Safra 2023 dá origem a sete vinhos ícones que expressam o melhor de quatro terroirs brasileiros onde o grupo firmou suas raízes. O lançament...