segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O Vin Santo

O Vin Santo é um produto que é caro aos produtores da Toscana.

Uma das alternativas mais prováveis da orígens do nome Vin Santo vem do fato dele ser oferecido durante a missa.

É um produto do tipo “passito”, isto é, vem de uvas que depois de colhidas, passam pelo processo de desidratação, até virarem passa. As uvas em geral são prensadas na primavera posterior à safra.
Para elaboração do Vin Santo da Toscana, são usadas uvas brancas, em geral: Malvasia del chianti, Trebiano ou Grechetto.

Uma vez secas, elas são prensadas, sendo armazenadas em pequenas barricas, denominadas “Caratelli”, por um período de quatro a seis anos. Essas barricas contem uma levedura (ou madre), remanescente do lote anterior.

O Vin Santo pode ser seco, mas em geral é doce. Muitos são um néctar e tomados com biscoitos “cantucci” (de amêndoa), ou melhor,  molha-se os biscoitos no vinho.

Falando em Vin Santo, lembrei-me do Santo San Francisco de Assis. Estivemos em três lugares por onde ele passou:

Em Cortona, fomos a um local chamado La Cella di San Francesco, onde em 1226, quatro meses antes de sua morte, São Francisco escreveu seu testamento.  Este é um lugar muito simples e envolto na beleza natural, muito de acordo com os princípios do santo.

Foi em 1634, que os Capuccinos ergueram uma nova capela no local. Esta capela foi consagrada a São Antonio de Pádua, e reflete sua simplicidade, sem pretensão alguma arquitetônica e sem adornos artísticos, apenas com altar de madeira.

O local é maravilhoso, todo construído de pedras, onde vivem padres Capuccinos, da ordem dos franciscanos.

No caminho para Spoleto passamos pela cidade de Assis, onde nasceu e morreu São Francisco de Assis, onde já tínhamos nos hospedado há 21 anos atrás.

Em cima do morro, com uma super-infraestrutura de estacionamentos, a cidade não parecia mais aquela bucólica que havíamos conhecido antes... Mesmo assim procurei por lugares mais simples para fotografar.

Lotada de turistas, Assis está cheia de lojas e lanchonetes, algumas de artesanato e comida de muito mal gosto.

Diferente de outros lugares que São Francisco passou, o local mostra a pomposidade da igreja católica, chocando com a simplicidade do santo.

Procuramos por algumas vielas e casas que pudessem trazer o passado à tona, bem como a singela cidade do passado.

Achamos o hotel onde nos hospedamos, que tem uma linda vista do vale.
Decepcionado com o que a igreja de hoje fez daquele local, fomos embora para Spoleto.

Quando ficamos em Monteluco de Spoleto vimos um convento de franciscanos, no meio de um bosque secular.

Neste local, é permitida a visita apenas à capela, pois o monastério é fechado.

Em 1218, São Francisco fundou um “cenacolo” em Monteluco, onde hoje é um santuário Franciscano.
No convento existe ainda um poço, uma capela-oratório e a pequena “celle” de São Francisco.

Um lugar muito especial!

Próximo texto: visita à Spoleto.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Norcia - Umbria - Italia

Como dizem que o vinho deve ser tomado com a comida do mesmo local, decidimos ir à Norcia, para apreciar os embutidos junto com os vinhos encorpados da Itália.

De Spoleto pegamos um túnel que vai para o vale de Valnerina, a fim de conhecer a cidade de Norcia, uma indicação de meu amigo Edu.
Norcia serviu de inspiração para a absurda comédia dirigida por Mario Monicelli: “O incrível exército de Brancaleone de Norcia”, estrelado por Vittorio Gassman.

Neste filme, Brancaleone é um cavaleiro medieval decadente. Seu grupo de seguidores é formado por maltrapilhos e esfomeados, e vagam pela Umbria a fim de conquistarem ricas cidades.
Brancaleone é um tipo de Don Quixote italiano, que pensa ser um nobre poderoso.

Famosa pelos embutidos, Norcia é um festival de presuntos, inclusive de javali, e salumis (salames) das mais estranhas aparências e variedades.  Vem daí, produtos deste tipo, serem chamados de norcineria.
Norcia é conhecida pela caça do javali selvagem. Lá pudemos ver várias fotos de javalis abatidos e seus caçadores.

Um levantamento recente mostrou que existem 300.000 javalis e 150.000 caprinos selvagens na Toscana e Úmbria, representando portanto um perigo para os motoristas e produtores de vinho, que deparam repentinamente com a fera.

Cabeças e pernas defumadas de javalis selvagens ficam penduradas nas entradas das lojas, atiçando o paladar dos turistas.

Na praça central nos deparamos com um padre franciscano falando no celular, um típico sinal da modernidade.

A cidade é cercada por muralhas e conta com ruinas romanas do primeiro século.

Sua basílica, ligada ao seu monastério, é dedicada a São Benedito, e tem uma fachada no estilo gótico.
Norcia tem um forte no centro da cidade, que servia de residência dos governadores e dos papas. Hoje em dia este forte é um museu de artefatos medievais e de documentos da idade média.

Fomos ao restaurante para provar a Norcineria local. Pedi um vinho Chianti Clássico da vinícola Banfi, que estava muito ácido e com taninos agressivos.

Passeamos um pouco mais pela cidade, onde compramos salames e presunto de javali, além de trufas negras e um queijo pecorino.
No caminho de volta para Spoleto, subimos à cidadezinha de Vallo di Nera, uma típica vila medieval preservada com capricho.

As ruas de Vallo di Nera são estreitas e sinuosas e nos levam ao castelo, que por sinal, revela o passado militar da cidade. Vimos também suas bicas d’ água que indicam a natureza comunitária de seu povo.

A cidade, naquele dia, parecia deserta, com poucas pessoas em sua entrada, um local para se retirar do agito do mundo.

Voltamos a Monteluco para saborear um jantar feito pelo Massimo, anfitrião e dono de nosso albergue.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Degustação de vinhos Norte Americanos da Importadora SmartBuy Wines

Fui convidado pela SmartBuy Wines (http://www.smartbuywines.com.br/#/vinhos/) para degustar alguns de seus vinhos, sendo que, entre eles estava o californiano Chateau Montelena, que colocou a California entre as melhores produtoras de vinho do mundo.


Depois de um papo com a proprietária, soube que esta importadora era especializada em vinhos californianos.

Além destes, alguns vinhos franceses também fazem porte do portfólio da importadora.
Começamos a degustação, pelo Chardonnay , produzido pela Chateau  Montelena, um clássico que nasceu em 1882, em Calistoga, que fica na parte norte do rio Napa (Califórnia).
Este vinho foi o ganhador de uma prova às cegas, denominada “O Julgamento de Paris”, onde foi comparado com grandes Chablis franceses. Desta prova foi feito o divertido filme Bottleshock, já citado em artigo anterior sobre degustação de vinhos.
Este chardonnay se mostrou bem diferente daqueles do novo mundo, mais seco e austero. Na sua safra de 2007 ele recebeu 90 pontos no julgamento de Robert Parker. Este vinho passa 9 meses em barril de carvalho americano.
É um vinho complexo, com aromas sutis de frutas cítricas e também um pouco mineral. Na boca é um vinho fresco, com leves sabores de abacaxi. Tem uma boa persistência. Combina bem com frutos do mar e com risotos suaves.
É um vinho muito bom!

O segundo vinho desta degustação foi o Villa San Juliette Cabernet Sauvignon, com 14,9% de álcool, produzido com as uvas Cabernet Sauvignon 92%, Shiraz 6% e Merlot 2%.
Ele é produzido na Central Coast, entre San Francisco e San Luiz Obispo, que é uma região menos badalada que a de Napa e que produz vinhos com melhor relação custo / benefício.
O Villa San Juliette tem aromas de frutas vermelhas com toques tostados de carvalho (francês), onde fica por 10 meses.
É um vinho encorpado, mais leve do que os da América do Sul. Tem toques de baunilha e uma persistência média. Não apresenta grandes complexidades.

O terceiro vinho foi o Mettler Old Vines Zinfadel da safra 2008, com 15,85 de álcool, proveniente das parreiras antigas da família Mettler. Os seus aromas são de frutas vermelhas e de café. Na boca tem um leve amargor, boa densidade e persistência. É equilibrado e não sobressai o seu alto teor alcoólico.
Este vinho Zinfadel foi o melhor que provei até hoje, mesmo que a sua uva não seja uma das uvas de minha preferência.
A uva Zinfadel foi trazida da Hungria para os Estados Unidos pelo conde Harasthy em meados do século XIX. Esta uva da-se melhor nos Estados Unidos do que em qualquer outro lugar, com exceção da Apúlia. na Itália, onde seu nome é primitivo.
A experiência desta prova foi muito boa, desfazendo a minha má impressão dos Zinfadel que havia provado até então.  Ainda assim seus  preços estão um pouco acima dos preços dos  vinhos da América do Sul ,no mesmo nível.  

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Arezzo - Toscana - Itália

Aproveitando por ser próxima de Cortona, a cidade de Arezzo, resolvemos visitá-la.
Arezzo que fica na Toscana também, é uma das mais importantes cidades fundadas pelos etruscos na Itália. Foi lá que foi filmado “A vida é bela”.


A cidade de Arezzo foi o berço de homens ilustres como: Francesco Petrarca (o maior poeta lírico da Itália), Piero dela Francesca e  Michelangelo (gênios da renascença), e Giogio Vasari (pintor e arquiteto).

Como o centro antigo da cidade é cercado de muros, tivemos que estacionar nos arredores e cruzarmos uma de suas portas.

Visitamos as praças e monumentos, como o de Petrarca, no meio de um belo parque.

Passeamos pela ”Piazza Grande”, com sua catedral e prédios históricos.

Visitamos a casa de Petrarca e a de Giorgio Vasari.

Encontramos lojas de alimentos sofisticados. Os acetos balsâmicos de lá variavam dos comuns até os frasco como os de perfume, com produtos envelhecidos por 10, 20 ou 30 anos,e com o preço subindo com a sua idade de envelhecimento. Não resistimos e compramos um aceto de 12 anos.



A região de Arezzo é importante na produção de vinho e produtos do campo. Para melhor conhecer as suas características visitamos o centro de informações da “Strada del Vino, del Olio e dei Sapori di Toscana”.

Mais em especial, estava interessado na “Strade de Vino Terre di Arezzo” (http://www.stradadelvino.arezzo.it/). Esta estrada tem 200Km e vai do rio Arno até o Parque natural de Caviglia.

O território de Arezzo tem uma importante produção de DOCG “Chianti Colli Arentini”e três DOC com vinhos tintos, rosés e Vinsanto: Cortona, Valdichiana e Pietraviva.

As principais cepas tintas da região são: Sangiovese, Canaiolo, Ciliegiolo,  Malvasia Nera, Syrah, Cabernet Sauvignon e Merlot.
Quanto à brancas temos: Trebbiano, Malvasia Bianca, Chardonay e Grechetto.
Os queijos produzidos na região são: Caprini, Pecorino a latte crudo e ricota.
São produzidos também ótimos azeites extra virgem.

Depois de termos conseguido informações da região, voltamos a Cortona.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Visita à Vinícola de Arnaldo Caprai - Umbria - Itália

De Orvieto me dirigi a Montefalco, ainda na Úmbria, para visitar a vinícola de Arnaldo Caprai, com seus renomados vinhos: Rosso de Montefalco e Sagrantino de Montefalco. 

Arnaldo Caprai tem uma fazenda líder na produção do vinho Sagrantino de Montefalco, usando técnicas experimentais para produzir vinhos potentes elegantes e com forte personalidade. Sua cantina foi eleita pelo guia ”Gambero Rosso” como a cantina do ano de 2006.

Apesar da distância ser de 80km de Orvieto, guiados pelo GPS, levamos quase 2 horas para chegar. A estrada era estreita, cheia de curvas e passava por regiões do campo.

Chegando na propriedade nos surpreendemos pela sua modernidade, pouco comum na região.
Arnaldo Caprai foi o produtor que conseguiu a consagração do Sagrantino, talvez o melhor vinho da Úmbria, através da utilização de métodos modernos de plantio e produção.

A uva sagrantino é de uma espécie única e cresce exclusivamente no território de Montefalco, por mais de mais de quatrocentos anos.
A bela propriedade é rica em frutas, como romãs, e uma admirável organização.

Começamos a visita pelas plantações, onde vimos, uma área experimental, onde várias formas de plantio estavam sendo testadas.

Nossa guia explicou que a uva sagrantino é muito delicada, sendo difícil o seu cultivo.
Como não notei a presença de roseiras como indicação de pragas, perguntei por que não usavam a técnica.

Recebi a explicação de que existem, espalhadas pelas plantações, estações termais que indicam a presença de umidade, e temperaturas que aumentam a chance de pragas, que são espantadas sem a utilização de agrotóxicos.
Em seguida passamos pela moderna cantina com cubas de aço inoxidável com controle de temperatura, para o processo de fermentação. Notei que, para amadurecimento do vinho, são usados 10% de barris grandes da Eslavônia e 90% de barricas pequenas francesas.
Partimos para a sala de degustação, numa sala bem moderna.

A sala fica em cima do depósito de garrafas de vinhos, com um piso de vidro onde podemos observá-los dormentes.

Na mesma sala haviam exemplares de solos das plantações e suas estruturas.
Iniciamos com o Rosso Outsider, feito com 50% de uva Merlot e 50% de Cabernet Sauvignon. Era um vinho gostoso mas nada surpreendente. Combina bem com as massas, queijos maduros e salames.
Partimos para o Rosso de Montefalco, feito com 70% da uva Sangiovese, 15% de Sagrantino e 15% de Merlot. Achei o vinho muito bom e pronto para ser bebido. Combina com massas de molho intenso, carnes vermelhas e brancas, salames e queijos curados.
Finalmente provamos o Sagrantino de Montefalco, que tem o nome de Sagrantino que, por hábito, ele era bebido na semana santa. Este vinho é feito com 100% de uva Sagrantino. Achei gostoso, porem muito novo para ser bebido. Comprei um para envelhecer uns anos na minha adega.
O vinho sagrantino combina bem com assados, carnes vermelhas, caças e queijos maduros.
Junto com os vinhos tivemos pão com o azeite delicioso da mesma propriedade. Não resisti e levei uma lata de azeite também.
Sai um pouco decepcionado com a recepção tão formal, bem diferente da Allegrini. Esperava na Úmbria uma instalação mais integrada com a região e um atendimento menos formal.
De Montefalco partimos para Firenze, na Toscana.
Finalizando informo que: os vinhos deste produtor são importados no Brasil pela World Wine (fone:0800-721-8881).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Spoleto - Umbria - Itália

De Cortona fomos para Spoleto,cidade fundada pelos romanos em 217 AC. Esta cidade que pertence à Úmbria fica numa região pouco conhecida ao lado da Toscana.

O meu contato inicial com a Úmbria se deu quando estive em Assis hà 21 anos atrás.

A vontade de conhecer a Úmbria veio de uma feira de produtos da Úmbria, que participei em São Paulo. Era uma feira tanto de vinhos como de alimentos e ela me abriu o horizonte para aquela fantástica região.
Soube então que a Úmbria contava com a maior densidade de florestas da Itália, além da maior produção per capita do país.

Nos hospedamos em Monteluco, por sugestão de meu amigo Basile. Monteluco é uma bela montanha ao lado de Spoleto.

Ficamos no Albergo Ferretti (http://www.albergoferretti.com/ita/), um lugar simples e bacana, cujo proprietário Massimo nos deu uma calorosa e atenciosa recepção.

Além de dono do Albergo, ele era o cozinheiro e recepcionista.  Seu divertimento consiste em reconstituir motos antigas.

Como o Albergo estava vazio, Massimo sentava-se à mesa conosco para degustar vinho e contar-nos suas histórias.

O local tinha as paredes cobertas por cartazes de peças de teatro,cartazes dos artistas e amigos que passaram por lá.
A subida para Monteluco era sinuosa e estreita, transformando alguns quilômetros a percorrer, num caminho infinito.

Massimo, apaixonado pela região nos mostrou o bosque sagrado de ”leccio” (madeira da região), que rodeia a sua propriedade. Um bosque com árvores milenares que já foram até motivo de pesquisa. Dizem que São Francisco de Assis lá conversava com os animais.

No bosque existe uma pedra onde, no século III AC foi colocado o raro documento denominado ”Lex Spoletina”, onde estavam escritas as leis de utilização e preservação do bosque. Hoje este documento fica no museu cívico de Spoleto. Uma das traduções da inscrição é:
Ninguem pode violar esta caverna, exportar ou levar o que pertence a ela. Ninguem pode cortar (madeira) exceto para as necessidades anuais do serviço divino; neste dia, poderá ser cortado sem malícia, para as necessidades anuais do serviço divino. Se alguém violar (estas regras), ele deverá oferecer um ”piacolum” (oferenda de purificação) de um ”ox” a Júpiter; se alguém violar com malícia, um sacrifício expiatório deve ser oferecido a Júpiter, e 300 ”asses” (moeda da época) deverá ser fornecido em troca. O magistrado será responsável pela extração da oferenda.
Massimo nos mostrou também a capela de Santa Caterina e o exterior de um Santuário franciscano, onde os padres ainda hoje, vivem reclusos.

Conta-se que, no século V, um grupo de monges, fundou uma colônia em Monteluco, habitando grutas e vetando a presença ali de mulheres. Construiram a igreja de Madre San Juliano,que depois passaram para os beneditinos que a abandonaram no século XVI.
Em 1218, São Francisco lá ficou por um breve período, fundando um convento primitivo, que deu origem ao de hoje.

Massimo nos mostrou também um ponto onde existe um mirante, de onde se tem um panorama do vale e da cidade de Spoleto.Um lugar especial!

Descemos para conhecer a cidade de Spoleto, com sua simplicidade, que no entanto conta com sofisticadas lojas, inclusive de azeites, vinhos e embutidos. Dizem que o azeite da Úmbria é o melhor da Itália, o que pude comprovar.

Durante o passeio pela cidade antiga fomos surpreendidos, ao sair de um beco, com a divina catedral de Santa Maria Assunta, ricamente decorada, para uma cidade tão pequena, com pinturas de Fra Fillipo Lippi.

Encontrei na cidade uma sobremesa que já provara em outras viagens à Itália, que se chama ”baba al rum”. Ela parece um pão-de-ló embebido no rum. Irresistível e divino!

Passamos pela casa romana, do século I DC, que é um importante testemunho arqueológico da presença romana. Vimos também o teatro romano.

Comprei um vinho Rosso de Monteluco (€8), para provar no jantar com Massimo, bem como uma lata de azeite.

No restaurante do Albergo, a lareira já estava acesa, com uma grelha onde Massimo colocou o pão para assar e fazer a bruschetta, servida com ”prosciuto crudo” como entrada para o jantar.

Como prato principal tivemos: Stragozzi al funghi porcini freschi, acompanhado do ótimo Rosso de Montefalco ”Aquata” 2007, que combinou muito bem com o prato.
No dia seguinte fizemos a rota do ”Val del Nero” que nos levou para a cidade de Norcia, indicada pelo meu amigo Edu Simões.
Voltando a Monteluco aproveitamos o frio fim de dia, para admirar o pôr do sol do mirante.

No jantar do Albergo, Massimo preparou uma linda salada decorada com flores feitas de cenoura, funghi porcini, folhas tomate e uvas.
O prato era um maravilhoso ravióli com creme de limão e trufas negras.

Não satisfeito com o nosso frugal apetite, Massimo nos preparou um gnochi típico da Umbria. Ele era grande com recheio verde de ricota com creme de trufas.
Emocionados com a gentil recepção e o lugar tão especial, nos despedimos e, partimos em direção a Orvieto. 

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