quarta-feira, 20 de março de 2013

Vinho Norte Americanos da Domaine Serene


A World Wine promoveu um evento para um pequeno grupo de conhecedores de vinho, na antiga Enoteca Fasano, a fim de apresentar a Domaine Serene (http://www.youtube.com/watch?v=UfUH-X_K1Qk), sua nova representação.

Situada nos Estados Unidos, Oregon, ao norte da Califórnia, esta vinícola Domaine Serene ganhou, desde sua primeira safra, 90 ou mais pontos nas avaliações de Robert Parker e Wine Spectator.

A vinícola foi denominada Chateau Lafite do Oregon, por Antony Dias Blue, personalidade das mais influentes no mundo do vinho.

A missão da vinícola é a de produzir vinhos ultra premium, consistentes e excepcionais.

Em 2003, a Domaine foi nomeada a vinícola do ano pela Wine & Spirits Magazine.

A Domaine participou de uma degustação às cegas, onde ganhou do famoso  Romanee Conti. Na ocasião foram degustados 3 vinhos de cada produtor, das safras 98, 99 e 2000, ficando a Serene em primeiro, segundo e terceiro lugar, com as safras 98 e 99 e em primeiro e segundo na safra 2000.

Em 2008, o vinho Everstad Reserva foi um dos top 100 da Wine Spectator e o Pinot Noir,  o número 1 de Oregon, pelo Wall Street jornal.

Este evento do qual participei teve uma degustação inicial que começou pelo Etoile Chardonnay 2009, com 14,1 % de álcool e passagem de 10 meses por barrica de carvalho francês. Este vinho foi um dos melhores Chardonnay que já provei. O seu aroma intenso de frutas brancas, tem toques florais e minerais. Na boca ele é encorpado, sem sinais acentuados de madeira, refinado e fresco, com toques de pimenta, com bom final de boca e longa persistência. Harmoniza com frutos do mar, como camarão, lagosta, vegetais grelhados e peixes fortes, como salmão. Ele custa R$R$298,00.

O segundo vinho foi o Yamhill Cuvée Pinot noir 2009, com 14,3% de álcool e passagem de 15 meses em barrica de carvalho francês (52% novas). É um excelente Pinot Noir, que ainda deve evoluir bastante com a guarda. Tem aromas de frutas vermelhas maduras, toques de defumado e especiarias. Com um corpo bom, taninos elegantes e um final de boca persistente. Harmoniza com carnes grelhadas, frios e queijos leves. Custa R$275,00.

Finalmente veio o Evenstad Reserve Pinot Noir 2008, com 14,1% de álcool, 16 meses em barricas de carvalho francês (62% novas). Bom aroma de frutas vermelhas e especiarias. Bom corpo, sendo os seus taninos sedosos e elegantes, com amplo final de boca. Combina com carnes de caças assadas e massas com molhos fortes. Custa R$398,00 e obteve as notas WS 93 e RP 92.

Para acompanhar o evento, foram servidos frios e queijos, com um gostoso risoto para finalizar.

A boa divulgação do evento ficou por conta da Suporte Comunicação.

Gostei muito dos vinhos, sendo que o único problema é o preço.

Em geral os vinhos norte americanos tem preços superiores aos vinhos do novo mundo.

Como sempre, vinhos pontuados custam mais caros que outros, inclusive pelos cuidados que eles recebem e que aumentam seus custos de produção.


quarta-feira, 13 de março de 2013

Luberon, Provence, França


Hospedados em Avignon, estávamos próximo à região do Luberon, denominada Roça Chique, por um amigo.

Resolvemos visitá-la!

Partimos logo cedo e já fomos encontrando belezas pelo caminho!
Na estrada vimos um carro velho com esta placa: “Huile d’olive, vente aux Particuliers”.

Não resistimos à curiosidade e fomos conhecer o que ali se anunciava. Um antigo prédio onde tivemos uma aula sobre a produção e as características do azeite deste lugar. Comprei ali mesmo um vidro de azeite , ainda sem rótulo.

Em seguida fomos conhecer a graciosa vila de Isle Sur la Sorge (25 km de Avignon), que é praticamente ilhada por canais do rio Sorge. Existem nestes canais, rodas d’água que eram usadas em moinhos, principalmente para a produção do azeite de oliva.

Algumas mansões da cidade de Isle foram convertidas em museus, como a Maison René Char, que conta com trabalho de artistas como: Miró, Maugin e Dufy.

Tivemos a sorte de pegar ali, um dia de mercado, onde os produtores vendiam: frutas, queijos artesanais, azeitonas e cestos de palha. Os queijos oferecidos neste mercado eram maravilhosos e, como de costume, com aromas nem sempre agradáveis...

Na cidade, tomamos café à beira de um canal, visitamos lojas de artesanato e fomos a uma loja de vinho, decorada com cartazes pitorescos. Lá, comprei um Chateau Beaucastel 2004, Chateau-Neuf-du-Pape (importado no Brasil pela Mistral) que está até hojem descansando na minha adega.

Partimos então para Les Baux, encontrando pelo caminho, um local com muitos ônibus de turistas e um cartaz: Catedrale D’Images, Picasso.

Graças à curiosidade, foi ali que assistimos a um dos maiores espetáculos de audiovisual que já vi. Numa enorme caverna, com paredões escavados na rocha, eram projetados imagens e vídeos das obras de Picasso, por todos os cantos! Tudo isso acompanhado de boa música, o que tornava a experiência, num acontecimento especial!

Emocionados com o espetáculo, fomos depois para a cidade de les Baux-de-Provence, que fica numa montanha de rochas.

Na idade média, Les Baux abrigou poderosos senhores feudais que se diziam descendentes do rei-mago Baltazar. Era uma das mais famosas Cours d’Amour provençais, nas quais trovadores louvavam damas bem nascidas.

A glória de Les Baux terminou em 1632, quando foi destruída por Luis XIII, por ter-se tornado uma fortaleza protestante.

Les Baux embora considerada uma cidade fantasma, pois de fato não moram pessoas ali, abrigam diversas lojinhas charmosas de lavanda, artesanatos, temperos...que fazem do passeiodo turista, um prazer!

A cidade seguinte foi Minérbe, que fica no topo de um morro, onde almoçamos em um simpático restaurante, sombreado por uma oliveira. Foi uma delícia passear por esta cidadela, com suas lojas de artesanato e ver uma deslumbrante vista do vale!

Finalmente atingi o meu objetivo principal, que era o de visitar Rossillon, que fica num morro coberto com terra de diversas tonalidades de ocre.

A maioria das casas de Roussillon foram construídas há aproximadamente 300 anos e são pintadas com os barros extraídos das terras dali, formando uma paleta imensa de tonalidades.

Em volta da cidade, ficam as minas que podem ser visitadas, de onde é extraído o material de pintura das casas.

Existem inúmeras lojas de artesanato e restaurantes. Num destes restaurantes apreciamos uma divina tarte tatin de figos! A melhor sobremesa que comi nesta viagem!

Passear pelas ruelas, apreciar as cores e os cantinhos foi um programa divino, uma verdadeira viagem no tempo que eu recomendo! (http://www.youtube.com/watch?v=S9VgeHyAdho).

O passeio pelo Luberon portanto, foi o ponto alto da minha viagem pela Provence,  capaz de recarregar minha energias para continuar explorando a região!

quinta-feira, 7 de março de 2013

Restaurante Attimo, São Paulo


Como estava curioso para conhecer o restaurante Attimo, aproveitei um domingo para visita-lo e assim obter minhas impressões (rua Diogo Jacome 341, fone: 5054.9999).


O restaurante Attimo é comandado por Jefferson Rueda, que esteve antes no restaurante Pomodori. Neste empreendimento, Jefferson se associou ao empresário Marcelo Fernandes, dono do Clos de Tapas e Kinoshita.

Jefferson antes do Attimo, passou um tempo dividindo o restaurante do bar Dona Onça, com sua esposa Janaina Rueda.

Attimo é um restaurante moderno, com salas amplas, distribuídas por dois andares. Achei o seu logotipo interessante, mas difícil de ser entendido. Passei em frente ao restaurante e também achei difícil encontrar o número na rua.

A adega do restaurante é grande e fica no segundo piso.

Neste restaurante tudo é muito cuidado, até os pratos tem um belo design.

A carta de vinhos é bem interessante, com boa variedade de vinhos, principalmente italianos.

O cardápio identifica a cozinha como ítalo-caipira, apresentando na sua primeira página uma carta de Cora Coralina à Ondina (28/7/78):

“E era um comer de fazer gosto. Sopa de macarrão grosso, português, isto é, importado. Tutu de feijão, gordo, arroz de forno, pirâmide. Carne enrolada, carne cheia. Frango assado com seu recheio. Molho de guariroba. Tigelada. Lombo assado e farofa, diríamos, dizíamos mexido. A leitoa vinha nas duas bandas, tostada, cheirosa, apetites exaltados. Travessa descomunal de empadas quentinhas, tostadas fundo e cobertura, o velho forno de barro exato.
Tudo isso acompanhado de vinho tinto – o tal do garrafão e das botijas – e cerveja.
Depois os doces. Compoteiras, terrinas, pudins, queijo de leite, tudo em calda. Canela, cravo e baunilha embalsamavam o ar.
Lá pelas tantas, vasta mesa posta de café, chá, chocolate grosso e prato de bolos redondos e quadrados, em forma de coração, servidos retalhados e à vontade, a fartura dos velhos tempos.”

Não resisti ao couvert: pães, manteiga de azeite, tomate moqueado, spec italiano, pururuca e canja de galinha à moda do chef com mini arroz do vale do Paraíba. Custava R$12,80.

Como prato principal pedi o ravióli de caranguejo (king crab) ao roti de galinha d‘angola. Uma mistura interessante! O caranguejo do recheio vinha amalgamado com uma pasta de queijo. Custava R$59,00 e estava bem bom.

Para acompanhar o prato pedi uma taça do vinho Maschiarelli, Trebiano d’Abruzzo 2010, que era um tinto leve, combinando bem com o prato. Custou R$23,00.

Também não resisti à sobremesa: Torta caprese: bolo de chocolate com farinha de amêndoas, com zabaione aromatizado com cachaça. Custava R$22,00.

Achei a conta condizente com a qualidade dos pratos, R$126,50. Cobraram uma agua tônica a mais, o que foi corrigido imediatamente.

Gostei dos pratos e do atendimento e por isso pretendo voltar para provar outras iguarias.

domingo, 3 de março de 2013

Avignon França


Partimos de Carcassone para Avignon, passando pela cidade de Narbonne e pelo aqueduto “Pont du Gard”.


A Pont du Gard é um monumento de prestígio, construído pelos romanos há mais de 2.000 anos e é a mais famosa ponte conservada de todo o mundo.

Narbonne por sua vez é uma cidade simpática e florida, com um canal passando por seu meio. Ela foi a primeira colônia romana fora da Itália, servindo de conexão entre Roma e a Espanha.

Escolhemos ficar em Avignon, como ponto de apoio para visitar depois: Aix-en-provence, Arles, Saint Remy e a vila de Chateauneuf du pape, além da vinícola de Bandol, na costa do mediterrâneo.

A cidade de Avignon foi habitada desde os tempos dos celtas e foi convertida em residência do Papa no ano de 1.309 até 1.423.

Avignon foi a capital do cristianismo por um período da idade média e preserva até hoje, uma herança excepcional da sua história. Boa parte da cidade antiga é reconhecida pela UNESCO, como patrimônio da humanidade:

O Palácio do Papa, a ponte de Avignon, bem como um largo quarteirão em frente ao palácio com sua fachada barroca, o museu do Petit Palais na catedral, Notre Dame des Domes, os caminhos que vão do Jardim de les Domes até a ponte de Avignon.

O palácio do Papa que foi a residência do Sumo Pontífice no século XIV é o maior palácio gótico do mundo.

A Ponte de Saint Bézanet, na parte histórica de Avignon é conhecida por sua famosa canção... “Sur le pont D’Avignon on y danse...”  Tal ponte foi construída no séculoXII  e passou por diversas destruições, causadas pelas enchentes do rio Rhône, seguidas de reconstruções. A reforma desta ponte foi finalmente abandonada no século XVII. A ponte conta ainda com 4 dos seus 22 arcos iniciais.

Ficamos hospedados num maravilhoso hotel: Cloitre Saint Marie, que tinha sido um convento. Um lugar muito bem reformado, com os prédios do convento preservados. A estrutura de suas escadas e elevadores foram feitas externamente ao prédio.

A chegada ao hotel, que fica na parte antiga da cidade, foi uma novela. Nosso GPS ficou maluco com a numeração estranha das ruelas e vias sem saída de Avignon.

O café da manhâ do Cloitre era um absurdo de bom, oferecia  geléias e queijos divinos, acompanhados de croissants e outros pães fantásticos!

Fizemos lá também uma refeição inesquecível, com um serviço primoroso.

Passeamos pela cidade de Avignon e visitamos o imponente castelo do Papa, seus arredores, sua parte medieval cercada por muros e a famosa ponte.

Jantamos em dois restaurantes muito gostosos da cidade:

La Fourchette (o garfo) (17 e 17 bis, rue Racine), decorada com vários garfos nas paredes, onde pedimos de entrada uma porção de Escargots, dois menus do dia e meio pichet de vinho de Paul Jaboulet. O jantar ficou em ¢$93.

Fomos jantar também no Le Petit Bedon (70 rue Joseph-Vermet 8400), onde comemos a melhor sobremesa da viagem: uma mousse de 2 chocolates (branco e negro, com uma calda apurada de laranja ácida).

De Avignon, partíamos diariamente para os nossos outros destinos a serem conhecidos e que, em geral, ficavam mais distantes do que imaginávamos. A demora para sair da cidade sempre era grande, devido ao tráfico intenso nesta região. A opção de nos hospedarmos na cidade de Avignon apenas, não foi uma boa decisão. Se fosse hoje, eu optaria por me hospedar em cada cidade visitada, tendo assim mais tempo de desfrutar das belezas locais.

FESTIVAL VALE DOS VINHEDOS

Mais de 8 mil pessoas viveram a essência de um território vivo Três dias de muita emoção, pertencimento e celebração coletiva marcam a prime...