domingo, 7 de abril de 2013

Restaurante Vicolo Nostro


Toda vez que estive no restaurante Vícolo Nostro (rua Jataituba 29, fone: 5561.5287) fiquei satisfeito com seus pratos.

O prédio do Vicolo Nostro é muito bonito! Tem dois galpões, parte de uma antiga fábrica de pão, uma viela com piso de paralelepípedo na entrada, que por sinal, deu o nome ao restaurante. A entrada do restaurante tem uma grande porta, que dá para um corredor charmoso, com uma fonte e vegetação, que lembra muito um vicolo italiano.

Do lado esquerdo do prédio, há uma sala de eventos e, na sua entrada, uma cobertura com várias mesas. Nesta cobertura o piso é feito de tijolo antigos em espinha de peixe, uma referência às praças da Toscana. No fundo ao lado da entrada, há outro salão de eventos. Conforme a quantidade de pessoas, os salões vão sendo abertos ao público.

A proprietária e chef chama-se Silvana e comanda uma equipe de 80 pessoas. Ela começou sua carreira como promotora de eventos, antes mesmo de abrir o restaurante.

Ali no Vicolo Nostro, tudo é preparado do zero, inclusive os divinos pães servidos no couvert.

O restaurante oferece uma opção de almoço executivo, durante a semana, com entrada, prato principal e sobremesa por um preço fixo.

Um exemplo de opção de almoço executivo sugere:  Insalata caprese com tomate, muzzarella de búfala e manjericão; Fettucine al pesto e para a sobremesa: banana flambada com gelatto.

Da última vez que lá estive, pedi um capeletti ao molho de funghi sechi, que é um dos meus molhos prediletos. Minha avó, antigamente, fazia um prato que ela  chamava de capeletti, mas que na realidade, era mesmo, um tortelini. O tortelini é maior que o capeletti.

O outro prato pedido foi um ravióli recheado com mozzarella de búfala, ao molho de tomate, que também estava muito bom.

Como vinho experimentei uma garrafinha do Valpolicella da Allegrini, a fim de me lembrar da visita que fiz à esta vinícola do Vêneto.  De fato, o vinho combinou bem com o prato.

Em outra ocasião em que estive no Vícolo, por conta do Restaurante Week, fiquei contente de ver que o restaurante havia colocado no evento, pratos de seu cardápio normal. Atitude inteligente e honesta que provocou uma grande procura por parte dos clientes, principalmente no fim de semana.

Neste mesmo evento pedi o vinho Rosato di Toscana rosé, que estava bem agradável.

Sempre que estou pelas redondezas do Brooklin, acabo indo ao Vícolo, para curtir sua culinária!

domingo, 31 de março de 2013

Cidades de Van Gogh no sul da França


Ao sairmos de Avignon fomos visitar as cidades por onde Van Gogh passou, viveu e deixou suas marcas. São elas Arles e Saint Remy, situadas na região da Camargue, no sul da França, ao lado do rio Reno.


Arles tem uma longa história, de considerável importância na província romana da Gállia Narbonesis.

Os monumentos romanos de Arles foram considerados, pela UNESCO, em 1981, como patrimônio da humanidade. Existem ainda ruinas, na cidade, de monumentos romanos como: anfiteatro, arco do triunfo, circo romano, teatro, aqueduto, moinho d’água e um circuito de muros.


Van Gogh era fascinado pelas vistas da Provence e  viveu em Arles entre 1888 e 1889, onde produziu mais de 300 pinturas e desenhos. Neste período suas pinturas atingiram um novo esplendor. Entre suas obras, as mais famosas são:

Le café de la nuit, Le chambre, Noite sobre o Reno e L Árlésienne.

Paul Gauguin visitou van Gogh em Arles. No entanto, o estado mental de Van Gogh, nesta ocasião foi piorando e ele ficando mais excêntrico. Foi nesta época que aconteceu o famoso incidente da orelha decepada. Isto ocorreu em dezembro de 1888 e culminou na internação do artista, por 2 dias no Velho Hospital de Arles.

Os Arlesianos fizeram circular uma petição em fevereiro seguinte, pedindo que Van Gogh ficasse confinado. Em maio de 1889 ele mudou de Arles para o asilo de Saint Paul, perto de Saint Remy, onde acabou se suicidando.

Chegamos em Arles no meio de uma chuva torrencial. O centro da cidade era cheio de ruas estreitas, sendo que algumas delas eram proibidas de serem trafegadas por carros, o que tornou nossa entrada na cidade, um caos.

Iniciamos o passeio em volta do coliseu romano. Neste passeio pudemos constatar o cuidado que os franceses tem com com suas relíquias. Estavam reconstituindo algumas partes do coliseu, com um tipo de jato de argamassa, de modo que ele fosse ficando como era antes, ou seja,na sua versão original.

Passamos pelo Café de la Nuit, para apreciar um dos locais frequentados e retratados por Van Gogh. Ele estava bem decadente.

Fomos ao Velho Hospital de Arles, para ver o local onde Van Gogh foi internado e  visitar os jardins que ele pintou.

Achamos mais tarde, com certa dificuldade e nos arredores da cidade Le Pont de L’Anglais, a ponte móvel imortalizada na pintura de Van Gogh.

De Arles partimos para Saint Remy.

Lá encontramos uma loja, curiosa, de carne de cavalo.

Outra coisa que nos chamou a atenção foi ver numa cidadezinha do interior da França, uma loja exclusivamente de sais de todo mundo. Ela se chamava E”ntre Sel e Terre”. Muito charmosa!

Como não podia faltar numa cidade francesa, também encontramos uma bela loja de queijos variados, exalando seus perfumes.

Fomos depois visitar um dos locais onde Van Gogh passou seus últimos momentos : a Maison de Santé, Saint Paul de Mausole.

O local é lúgubre, escuro e nada propício para uma pessoa com os problemas mentais de Van Gogh.

O prédio era rodeado de jardins, cuja vegetação, já conhecíamos por intermédio das pinturas deste artista. Os ciprestes tortuosos, os girassóis, as árvores retorcidas.

Entramos no prédio e fomos visitar o triste quarto  do artista, onde ele passou seus momentos finais.

Muito triste e impressionante!

Depois de toda esta experiência, partimos de volta para Avignon, depois de termos viajado pela história da Arte.


quinta-feira, 28 de março de 2013

Vinhos do Alto Las Hormigas


A importadora World Wine (fone:3383.7477) promoveu um evento para apresentar à imprensa, a sua nova representação, a vinícola Argentina Alto Las Hormigas.

Para isto, 3 dos 5 proprietários da vinícola vieram à São Paulo, a fim de celebrar a parceria e participar do evento. Ótima oportunidade de bater papo com os convidados e mostrar um trabalho de mais de 18 anos, com a uva Malbec e o recente projeto com a uva Bonarda.
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A vinícola Alto Las Hormigas já é bem considerada por vários consumidores, por sua elaboração de vinhos de grande expressão.

Eu mesmo já tinha participado de um evento com a Mistral, importadora dos vinhos, e apreciado, desde seu vinho mais simples, até seu top: Vista Flores Single Vineyards.

A divulgação deste evento ficou com a Suporte Comunicação, e o excelente buffet ao encargo de Morena Leite.

Primeiro conversei com os proprietários da vinícola, que enfatizaram o uso de técnicas biodinâmicas nas suas plantações.


Esta técnica tem como objetivo a produção de alimentos condignos ao ser humano, através de técnicas naturais de manejo das plantações.

Desde o início da vinícola, em 1995, Alberto Antonini reconheceu o potencial do Malbec, na região de Mendoza. Junto com Antonio Morescalchi compraram 200 hectares de terra, no distrito de Carrizal de Abajo, em Luján de Cuyo.

O nome da vinícola surgiu quando começaram as plantações,  e os encarregados encontraram colônias de formigas, que se alimentavam dos brotos das vinhas recém plantadas. Decidiram então, não acabar com elas, uma vez que eram as verdadeiras donas da terra.  Com o crescimento das plantas, as formigas não mais se alimentaram delas. Além disso, para os argentinos, trabalho de formiga significa um trabalho humilde, paciente e prolongado. Daí o provérbio usado até hoje.


O vinho de entrada no evento foi o Colonial as lebres Bonarda 2012, com 14,1% de álcool. Este é o primeiro vinho com cepa diferente da Malbec, que não passa por barrica. É um vinho leve, agradável, que dá para tomar até em dias quentes. Tem aroma de frutas vermelhas e notas florais, com corpo médio e fresco e taninos equilibrados. Harmoniza com carnes assadas, massas recheadas, pizzas e queijos leves. Custa R$39,00.


O segundo vinho foi o Malbec Clássico 2012. É um vinho que parte dele passa por barrica por 9 meses e tem 13,9% de álcool. Já é mais intenso, com aromas de frutas vermelhas, chocolate e toques de côco. Tem um corpo médio, com taninos bons e equilibrados. Combina com churrasco, carnes vermelhas grelhadas e molhos fortes. Custa R$49,00.


O Malbec Terroir 2010 veio em seguida. Ele tem um breve amadurecimento em barricas de carvalho francês e apresenta aroma de frutas vermelhas, notas de especiarias. Tem um corpo médio, com taninos firmes e um final de boca longo e persistente. Custa R$74,00 e tem 14,5% de álcool. Acompanha bem carnes vermelhas grelhadas, com molhos à base de vinho, ossobuco e risoto com carne de caça.


O Malbec Reserva 2009, por sua vez, amadurece por 18 meses em barricas de carvalho francês. Apresenta aromas mais complexos, de frutas vermelhas, notas florais e minerais, com toques de defumado. Na boca ele é encorpado, com taninos intensos e final de boca persistente. Acompanha lombo de cordeiro, massas com molhos fortes e queijos maduros. Custa R$102,00 e tem 14,4% de álcool.


O top de linha é o Vista Flores Single vineyards 2007, que tem 14,6% de álcool e custa R$350,00. Este é um vinho mais complexo, que passa 36 meses por barricas novas de carvalho francês e que deveria ser aberto daqui uns 5 anos, quando deverá atingir seu esplendor. Também tem aroma de frutas vermelhas, notas florais, frutas secas e café. Na boca ele é encorpado, com taninos sedosos e um final de boca persistente. Harmoniza com carnes vermelhas grelhadas, com molhos intensos, cabrito assado, bisteca fiorentina e queijos maduros.

O buffet estava muito bom, oferecendo petiscos criativos, como queijo de coalho com melaço, bolinhos com alfafa e creme brulé.

A noite foi muito agradável, e pude estar rodeado pelos simpáticos proprietários da vinícola e por todo o pessoal da World Wine!

 E finalmente posso dizer que recomendo estes vinhos, desde o mais simples até os mais elaborados!

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