sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Viñas de Colchagua, o evento

Em 2014, a Viñas de Colchagua, a primeira associação regional de vinhos do Chile, realizou seu primeiro avant premiere fora do Chile, em São Paulo, do qual participou. (http://www.youtube.com/watch?v=JZVNiSajeAw).

A entidade Viñas de Colchagua foi criada em dezembro de 1999, com o objetivo de promover e difundir a DOC Valle de Colchagua.

O tema deste evento discorreu sobre vinhos com base em parreiras antigas, cepas mediterrâneas e não tradicionais e sobre a uva Carménère de Colchagua.

Os produtores que participam da associação estavam presentes ao evento: Bisquet, Casa Silva, Lapostolle, Los Vascos, Luiz Felipe Edwards, Montes, Montgras, Santa cruz, Santa Helena, Santa Rita, Sieguel, Ventisquero e Viu Manent.

Os vinhos deste evento, em geral, tinham um nível muito bom! 

Viñhas Montes tem os seus vinhos importados pela Mistral: Purple Angel Carménère 2011, com 14,5% de álcool. Para quem está acostumado com os simples Carménère, este vinho Purple Angel surpreende pela profundidade, persistência, sabores e aromas. Ele é feito com 92% da cepa Carménère e 8% de Petit verdot. O vinho amadurece por 18 meses em barricas novas, sendo 50% de francesas e o restante, americanas, complementado por 12 meses em garrafa. Custa R$311,00.

E o maravilhoso M 2011, com 14,5% de álcool, das cepas: Cabernet Sauvignon (80%), Merlot (10%) Cabernet Franc (5%) e Petit Verdot. O vinho desta safra 2009 obteve a nota WS94 e é considerado um dos melhores vinhos do Chile. É um vinho elegante, encorpado, persistente, com excelente acidez. Custa R$434,00.


Viu Manent, com o seu Viu 1, da cepa Malbec, com 14,5% de álcool. Ele tem uma cor púrpura intensa, com notas de frutas vermelhas no nariz, como ameixa, amora e cerejas, além de tabaco. Na boca ele é concentrado, delicado, persistente e com boa acidez. Seu processo de envelhecimento leva 20 meses em barricas de primeiro uso, de carvalho francês (98%) e o restante, americanas. É importado pela Hannover. Era um vinho novo, que deve evoluir muito ainda.


Viña Bisquet, importado pela World Wine, com seu vinho Tralca Blend 2007, tem 14% de álcool. É um vinho das cepas: Cabernet Sauvignon (65%), Carménère (31%) e Syrah. O vinho tem uma cor rubi intensa e aromas de frutas vermelhas maduras, especiarias e tostados. Na boca ele é elegante, encorpado, com bons taninos. Custa R$319,00.


Casa Lapostolle, com sua linha Collection. O vinho da cepa Petit Verdot 2011 estava gostoso e era um lançamento da vinícola. O Cuvée Alexandre Syrah estava muito agradável. Pena que seus tops não estavam presentes: Borobo e o Clos Apalta, que custam R$457,00 na Mistral.

Este encontrou também apresentou um painel interessante, com 3 tipos de vinhos: Caménères, Cepas Mediterrâneas e Parreiras Antigas.

Como sempre, estes eventos nos ajudam a conhecer melhor os vinhos, e neste caso, os do Valle de Colchagua, onde inclusive, visitei a Viu Manent.

A organização da Ch2A de Alessandra Casolato e sua equipe estava perfeita, num espaço de porte adequado. 

Acompanhando os vinhos, tivemos também uma deliciosa mesa de aperitivos!

Excelente evento!

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Restaurante Avec

Fazia tempo que eu queria conhecer o menu Experiência Personalité, do banco Itaú.

Resolvi então aproveitar esta experiência para conhecer o restaurante Avek (rua Joaquim Antunes 48, fone 2507.5932), num sábado à noite.
    
O recomendado pelo site do banco é ligar um dia antes, mas ligamos no mesmo dia e eles aceitaram a reserva para as 20 horas.

No local havia uma boulangerie que foi bem adaptada para restaurante, com pé direito alto e ampla cozinha, onde trabalha o Chef Alain Uzan. Ali também existe uma enoteca, na frente do prédio, onde os vinhos podem ser comprados ou servidos no restaurante, a preço das importadoras.

O menu Personalité é composto de uma entrada, 3 pratos pequenos principais e uma sobremesa. Tudo na medida certa, para a gente conhecer um pouco da variedade que a casa oferece a R$85,00 por pessoa.

Os garçons do Avek foram cordiais em nem nos oferecer o couvert, de forma a não empurrar produtos que seriam em demasia.

De entrada serviram: ostras a moda de Nantes. Como não gosto de ostras, gentilmente me serviram uma outra opção: brusquetas.

Os pratos principais foram:

Mil folhas de queijo de cabra com endivias, com uma bela apresentação e um sabor delicado.

Mini ravióli de Brie com molho shimeji, prato que mais gostei pois usava ingredientes que agradam meu paladar e  o ravióli estava no ponto.

Salmão com purê de mandioquinha, delicioso! Provei até mesmo a pele do salmão, mas não curto muito esta parte. 

Medalhão de filé ao molho poivre, com um filé ao ponto e um delicioso molho com poivre vert e chips de mandioca.

Como sobremesa tivemos os profiteroles com sorvete de creme e calda de chocolate. A profiteroles vieram recheadas com sorvete, acompanhadas de um chantilly delicado. Acho que poderiam ter um pouco mais da calda de chocolate.

Como o menu era eclético, variado... pedi um vinho rosé, que é um curinga para acompanhar os pratos diversos. 

Escolhi o rosé espanhol da Rioja, Tremendus (R$65,00), com sua bela cor salmão claro e boa acidez. Achei o vinho leve demais, sem muita personalidade, mas razoável.

O serviço do Avek foi muito atencioso, com o chefe Alain, que disse ser de Paris, indo de mesa em mesa, para saber a opinião dos clientes.

A sommelière Luciene Carvalho também foi muito atenciosa, me fornecendo informações sobre o vinho.

Gostei do restaurante e do tipo de evento, que nos dá uma boa idéia sobre o estilo do cardápio. 

A conta ficou em R$266,64. 


Pretendo voltar neste restaurante! Gostei!

domingo, 2 de novembro de 2014

Vinhos portugueses da World Wine

A World Wine promoveu em 2014 a World Wine Experience Portugal, apresentando os vinhos de sua importação, deste país.

Nesta ocasião, a maioria dos produtores enviou um representante para esclarecer as dúvidas à respeito de seus produtos junto ao público. 

O evento teve uma excelente organização, no que diz respeito tanto ao número de pessoas convidadas adequado ao espaço pelo tamanho limitado, como pela quantidade e qualidade dos vinhos escolhidos.

Os  vinhos portugueses vem se desenvolvendo e melhorando suas qualidades e estão com preços mais acessíveis à todos os bolsos. 

Outro ponto positivo que percebi no evento é que os produtores portugueses são muito gentis, sem qualquer traço de enochatice.

Todos os vinhos brancos desta Worl Wine Experience, em especial o Encruzado do Quinta da Falorca, estavam bons!

Já os vinhos tintos, desde os mais simples eram bons, chegando aos vinhos excelentes, entre eles; 

Quinta Da Falorca Lagar 2006 (o Garrafeira 2007, que merece mais guarda, pois ainda deve evoluir muito).

O Carm CM 2007 Reserva estava muito bom. Não apreciei o Carm tinto. Como o produtor comentava, os vinhos sem CO2 tem que ser considerados algo à parte.

A Quinta do Pessegueiro nos proporcionou uma experiência diferente. Provamos o vinho da garrafa normal e da magnun. O mesmo vinho na magnum parecia mais novo, levando mais tempo para evoluir. Isto pode ser explicado pela menor proporção de ar / vinho, na garrafa.

O Quinta do Valle Dona Maria, apesar dos seus preços serem salgados, o CV e o Quinta do Vale D. Maria DOC são vinhos excepcionais. O seu Porto Vintage também se destacou.

O Rocim Grande Reserva DOC 2009 estava muito bom.

O Porto Colheita 2000 era um belo exemplar.

Comecei a degustação pelos brancos, partindo em seguida para a prova  dos tintos e dos portos.  

Vou comentar cada produtor, na sequência que degustei:

Quinta da Falorca, que fica na região do Dão, e é detentor de grandes pontuações RP:

O seu branco, Encruzado 2011, com 13,5% de álcool, talvez seja o melhor da feira. É um vinho muito elegante, macio, mineral e persistente, com excelente acidez (R$94,40).

E Os tintos: 

Quinta da Falorca tinto 2008, com 14% de álcool, feito com as cepas: Touriga Nacional, Rufete, Jaen, Afrocheiro e Tinta Roriz (R$89,00). Teve nota RP92. Tnac 2008, da cepa Touriga Nacional 
(R$120,00). Lagar 2009, produzido das cepas Alfocheiro, Aragonês e Touriga Nacional (R$185,00) e recebeu nota RP92. Garrafeira Tinto 2007, com 14% de álcool, das cepas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Rufete e outras castas (R$360,00) e recebeu a nota RP95.


Carm, que fica na região do Douro Superior, 

Carm Branco 2011, das cepas: Códega, Rabigato e Viozinho (R$70,00). Carm Rabigato Reserva (R$99,00). Tiveram nota RP 87. Carm Branco SO2 Free 2010 (R$120,00).

Os tintos:. Carm Tinto 2011 (R$70,00) e obteve a nota RP 88. Carm Tinto Reserva 2010, das cepas: Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional (R$110,00). Maria de Lourdes 2008 (R$290,00). Carm Tinto So2 Free (R$120,00). Carm CM 2007, das cepas; Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional (R$330,00). Obteve nota RP 93.


Quinta do Pessegueiro, que fica na região do Douro, de propriedade de um francês que tem vinícolas no Languedoc.

Aluzé Doc 2010 Branco (R$98,00).

Os tintos: Aluzé DOC 2010, das cepas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhas Velhas. Quinta do Pessegueiro DOC 2010, das cepas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Roriz e Vinhas Velhas (R$188,00). Quinta do Pessegueiro Magnun 2010 (R$390,00). 


Quinta Vale Dona Maria, da região do Douro, do produtor Cristiano Van Zeler, de origem holandesa que era representado pela sua linda e gentil filha, Francisca.

Rufo Branco DOC 2013, das cepas: Rabigato e Codega (R$79,00).

Os Tintos: Rufo tinto DOC 2011 (R$79,00). Quinta Vale D. Maria 2011 (R$398,00), obteve a nota RP e WS 95. Quinta Vale D. Maria 2011 Vinha da Francisca (R$460,00) que obteve as notas RP 92 e WS 94. CV 2011 DOC (R$598,00), que obteve as notas Rp 95 e WS 96. Quinta Vale D. Maria Reserva Porto (R$120,00). Quinta Vale D. Maria Vintage porto 2011, (R$390,00).



Herdade do Rocim, da região do Alentejo.

O Mariana Branco 2012, das cepas: Antão vaz, Arinto e Roupeiro, que custa R$78,00 e recebeu a nota RP 88.

Os Tintos: Mariana 2011, Rocim 2009 (R$89,00) e Rocim Reserva 2008. O Olho de Mocho Reserva 2009 obteve as notas: RP 90 e WS 87. Rocim Grande Reserva DOC 2009, que obteve a pontuação: 90 RP.

Vale da Mata Reserva Tinto 2009, , da região de Lisboa, cujos proprietários são parentes da Enóloga da vinícola.

Wiese & Krohn, produtores de vinho do Porto.

Porto Embaixador Rubi (R$69,00), Porto Senador Towny, L.B.V. 2004 (R$149,00) e Colheita 2.000 (R$195,00).

Neste evento foram servidos também alguns frios, biscoitos, azeitonas e outros produtos La Pastina, que estavam muito bons e acompanharam bem os vinhos.


A Assessoria de imprensa, por parte da Suporte Comunicação, selecionou bem os visitantes.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Vinhos do Alentejo



Em 2014, estive no evento denominado: “Venha descobrir os grandes vinhos do Alentejo”, onde provei bons vinhos da região. Participei também, nesta ocasião, de uma Master Class denominada: “As uvas tradicionais do Alentejo”. (http://www.youtube.com/watch?v=f2vsDXnnIZs)

A aula foi ministrada por Rui Falcão que mostrou, como sempre, seu conhecimento sobre os vinhos portugueses, sem ser enochato.

Rui iniciou fazendo uma explanação sobre as regiões portuguesas e suas diferenças, focando, sobretudo, no Alentejo. Ressaltou que o sucesso dos vinhos do Alentejo é grande e corresponde a 48% dos vinhos vendidos em Portugal.

Tento aqui transmitir as palavras de Rui:

“Portugal é o país que tem maior número de castas autóctones, por volta de 250, a sua maioria pouco adequada para se fazer individualmente um bom vinho. Desta forma, cada uva dá sua contribuição para a criação de vinhos de corte, com as qualidades próprias de suas uvas.”

O maior problema que o Alentejo sofreu foi no período da ditadura, que durou 41 anos.   Nesta ocasião derrubaram a maior parte das vinhas para plantar trigo, cevada e outros cereais, tentando transformar esta região no celeiro de Portugal.

A região vitivinícola do Alentejo estende-se por cerca de 22.000 hectares de vinhas, no interior sul de Portugal. Constituída, em sua maioria, por planícies e vales. Os vinhedos plantados ali se beneficiam de um terroir  para a produção de vinhos de exceção. As castas mais emblemáticas da região são: as tintas, Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet e as brancas, Roupeiro e Antão Vaz.

Passada a explicação partimos para a degustação dos vinhos:

Lusitano Branco 2013, das uvas Antão Vaz, Arinto e Roupeiro, produzido pela Ervideira. É um vinho agradável, fácil de beber, com um cítrico (limão siciliano) na boca. A importadora é a Caves Cruz.

EA Branco 2013, das cepas: Antão vaz, Arinto (presente na boca, acidez) e Roupeiro (herbáceo, denso). É um vinho fácil de beber, tem muita fruta e frescor. A importadora é a Adega Alentejana.

Tapada do Fidalgo Branco 2012, com as cepas: Antão Vaz e Arinto. Tem um tom amarelado. O vinho passa por madeira e é bem agradável. A importadora é a Adega Alentejana.

Dom Rafael Tinto 2010, das uvas: Aragones, Alicante Bouschet. A Alicante foi criada no Languedoc, mas os portugueses não admitem isto. Achei o tanino agressivo. A importadora é a Adega Alentejana.

Monte do Castanheiro Tinto 2011, com as cepas: Aragones, Trincadeira, Alicante Bouschet e Tinta Calada. O vinho apresenta fruta, flor, madeira, chocolate e cravo. É um bom vinho. A importadora é a Casa Flora.

Terras de Pias 2011, com as cepas: Aragones, Trincadeira e Alicante Bouschet. Ele apresenta bastante fruta (aragones) e frescor (trincadeira). A importadora é a Irmãos Seguso S.A.

Reguengos garrafeira dos Sócios Tinto 2007, com as cepas: Trincadeira, Aragones e Castelão, produzida pelo grupo Carmin. Bons aromas de banana, figo seco e terra úmida. Este é um vinho em que os sócios da empresa são os primeiros a retirarem suas garrafas. Eles escolhem os seus vinhos e deixam apenas uma parte para ser vendida. A importadora é a Casa Flora.

O interessante da apresentação é que os vinhos, na sua maioria eram bons e custavam no máximo R$100,00.

Uma das idéias da apresentação era a de mostrar, que no Alentejo, as castas portuguesas são muito utilizadas, apesar de existirem vinhos produzidos com castas internacionais.

Depois da Aula, fui para feira, onde a maioria dos vinhos era importada pela Adega Alentejana. Minha atenção voltou-se para os vinhos:

Adega Borba Branco 2013 e o Tinto 2012, que custam R$52,00 na Adega Alentejana.

Esporão Reserva branco 2013, custa R$93,00 na Qualimpor.

Tapada do Fidalgo, da EA, custa R$59,00 na Adega Alentejana.

Paulo Laureano Premium Branco, custa R$68,00 na Adega Alentejana.

Quinta do Zambujeiro Tinto, custa de R$250,00 a R$500,00.

O evento, que tem se repetido todo ano, foi bem organizado pela empresa CH2A Comunicação, de Alessandra Casolato.


Como sempre é bom participar de eventos de vinhos de Portugal, que é o país que mais divulga seus vinhos no Brasil.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Lago Bled, Eslovênia

Depois da visita à vinícola Simcic, já na Eslovênia, fomos em direção ao lago Bled, direção noroeste da Eslovênia, a 55 km da capital Ljubliana. (http://www.youtube.com/watch?v=6TQXFPoCPc4)

O lago Bled tem uma água linda com tonalidades de azul e verde, tons típicos de águas muito límpidas. Uma visão deslumbrante!

Tomamos café bem cedo no dia seguinte ao da nossa chegada e fomos até o lago, a pé, para apreciá-lo pela manhã, bem de pertinho e para ver como chegar à ilha.

Os meios de chegar à ilha podem ser feitos, contratando um remador, ou alugando um barco à remo. Como os remadores tem que esperar formar um grupo, para completar o barco, resolvemos antes, contornar o lago à pé, chegando no canto de terra mais próximo à ilha.

Este caminho é muito bonito, com várias lojas, hotéis e restaurantes. Encontramos um grupo de brasileiras que nos recomendaram ir a um restaurante ali pertinho muito bom! Fomos, vimos o cardápio e fizemos uma reserva para a noite.

Chegando no local mais próximo da ilha, aguardamos completar o barco, tomando um delicioso spirit de frutas, com um teor alcoólico de 50 graus. Uma bomba em termos de intensidade.

O barco que atravessa o lago tem um desenho, um projeto antigo, cujo remo fica na popa, servindo também de leme. Para carregar toda aquela gente, o barqueiro tem que ser muito forte!

A chegada à ilha é impactante! A cor da água ali contrasta com a vegetação local e o céu azul.

Fomos passear na ilha do lago, a única natural da Eslovênia, que foi frequentada no passado por pagãos eslavos.

Com a adoção do catolicismo, foi construída, no fim do século XVII, uma igreja de peregrinação na ilha, dedicada à assunção de Maria. Ela é decorada por rico material barroco. 

A igreja da ilha tem uma torre e uma escada de 99 degraus até atingir seu topo. Pela tradição, o noivo deve carregar a noiva, por estes 99 degraus, no dia anterior ao casamento, antes que o sino toque. Precisa de muito preparo físico para isto!

Subimos os exaustivos degraus, mesmo sem carregar a noiva, e não achei que acrescentava muito, a vista proporcionada.

A igreja tem um sino. Existe uma lenda que diz que aqueles que tocarem o sino terão seus desejos satisfeitos. Em função disto, tivemos que enfrentar uma fila razoável para badalar o sino.

Voltamos depois para o hotel, rodeando mais uma vez o lago e parando numa lojinha onde compramos um chá de frutas delicioso! Pena que não trouxemos mais dele.

Tomamos um sorvete no almoço e, com preguiça de ir ao restaurante do lago de noite, acabamos jantando mesmo no hotel, cujos pratos eram bem razoáveis. A culinária da região não faz muito meu paladar, por ser mais rústica, simples e sem grandes cuidados.

Para acompanhar o prato do jantar, tomei o vinho um vinho da Gaube, da cepa Pinot Gris, agradável e bem frutado.

No dia seguinte, fomos visitar a cidade de Radovljica, onde ficou escondida Edith Stein, durante a ocupação nazista.

Lá comemos um gostoso strudel, na casa Lectar famoso por seus biscoitos de gengibre!

À noite decidimos jantar num restaurante próximo ao hotel, chamado Panorama, perto do lago, com uma bela vista do por do sol.

Comemos um delicioso prato de lulas com verduras e batatas, acompanhado de um gostoso espumante Srebrna Radgonska Penina, extra dry, rosé. do produtor Radgonske Gorice. Esta foi uma nova experiência com vinhos não tradicionais, que tivemos. A perlasse deste espumante, no entanto, não era muito persistente.

No dia seguinte partimos para a capital Ljubliana, ainda tentando aprender a língua local.
Prossim (obrigado) pela atenção!

Eta língua complicada! 


Ficamos hospedados no lago, no Hotel Lovec: Cankarjeva Bled. Rua cesta 2, 4260 (GPS: 14°6'37"E, 46°22'2"N) (http://www.lovechotel.com/en/), cujo valor do período, com café da manhã e taxas foi de U$ 242,00 o apto duplo. O hotel fica próximo ao lago e é razoável, com um minúsculo e complicado estacionamento.

Miolo revela quarta edição da Coleção dos Sete Lendários

Safra 2023 dá origem a sete vinhos ícones que expressam o melhor de quatro terroirs brasileiros onde o grupo firmou suas raízes. O lançament...