sábado, 13 de agosto de 2011

Degustação de vinhos da Grand Cru

De tempos em tempos a importadora Grand Cru promove degustações de seus vinhos, com a presença de representantes das produtoras.

Neste caso foram: Matetic Vineyards, do Chile e Silverado Vineyards dos EUA.

A Matetic está localizada no vale de rosário, uma subdivisão do vale San Antônio, a 120 Km de Santiago.

Suas videiras ficam numa encosta bem batida de sol, e numa região de clima e topografia propícias à plantação tanto de uvas propícias à produção de vinhos tintos como brancos.


Os primeiros 90 hectares são plantados em solos orgânicos, e produzem 100% de uvas de forma narural, sem agrotóxico.

O clima da região é do tipo mediterrâneo temperado, com forte influência marítima, com temperaturas flutuando em até 20graus durante o dia.

Foram degustados 3 vinhos:

- Equilíbrio Coastal Sauvignon Blanc 2010. Cor límpida e clara, com reflexos esverdeados. Aroma mineral, com notas de frutas cítricas, com notas de ervas e pimenta verde. De corpo médio, com uma acidez refrescante e um bom sabor. Minha avaliação dá uma nota 88. Graduação alcoólica: 13,5%. Seu preço é R$59,00. Harmoniza com ostras, queijo de cabra e sushi.

- Corralillo Winemaker’s Blend 2007. Uvas: Merlot 44%, Cabernet Franc 30% e Malbec 26%. Cor profunda e brilhante, com toques violáceos. Aroma intenso de frutas vermelhas. De bom corpo, tem um tanino intenso e persistente. Este vinho recebeu 91RP e minha avaliação dá uma nota 88. Graduação alcoólica: 14,5%. Seu preço é R$85. Harmoniza com carnes grelhadas, e queijo parmesão.

- Equilíbrio Matetic Syrah 2008. Cor vermelha intensa, com toques violáceos. Aroma de violetas, tabaco, figos e blackberries. É um vinho elegante e sedoso no paladar, com um tanino redondo e persistente, apresnta um mix de frutas. Minha avaliação dá uma nota 91. Graduação alcoólica: 14,5%. Seu preço é R$140,00. Harmoniza com carnes grelhadas, caças, queijo maturados.

A apresentação do representante da Silverado foi divertida, enquanto a Matetic tem uma forte preocupação com o meio ambiente, a Silverado só cuida de não ferir a natureza devido ao fato de seu proprietário gostar de pescaria na região.

Apresentou 2 vinhos:

- Silverado Estate Cabernet Sauvignon 2006. Uvas: Cabernet Sauvignon 85%, Merlot 10%, Petit Verdot 3% e Cabernet Franc 2%. Cor escura de cereja. Aroma intenso de frutas vermelhas, com um fundo de especiarias. Inicialmente tem um sabor de ameixa madura, com toques de vanila e madeira. Tem boa acidez. Este vinho recebeu a nota 89RP, tendo na minha avaliação dá uma nota 89. Graduação alcoólica: 14,6%. Seu preço é R$260,00 (US$46 nos EUA). Harmoniza da mesma forma que o Corralillo.

- Silverado Solo Cabernet Sauvignon 2005. Cor rubi. Aroma exuberante de cereja madura, especiarias, tabaco e ameixa preta. De corpo intenso, tem um sabor intenso de suco de frutas, com um tanino forte e persistente. Este vinho recebeu a nota 95RP, tendo avaliação dá uma nota 92. Graduação alcoolica: 14,9%. Seu preço é R$490,00 (US$90 nos EUA). Harmoniza com carnes grelhadas, cordeiro, queijo e risoto de fungui.

A Silverado é uma propriedade fundada por um dos filhos de Walt Disney.

Como constatei, a filosofia do povo norte-americano ainda parece ser imediatista quanto ao meio ambiente. Os EUA é um dos países mais poluidores e um dos que mais sofre com as diversidades do meio ambiente, como furacões enchentes.

Podemos ver que os vinhos da América do Sul tem um preço mais razoável do que os dos EUA e Europa, para uma qualidade praticamente do mesmo nível.


segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Almoço no Due Cuochi Cocina

Aproveitando as férias de julho, quando os restaurantes badalados costumam ter vaga, fui almoçar no Due Cuochi, que fica na rua Manoel Guedes 93 (fone 3078-8092).

O restaurante é tocado por dois chefs, Paulo Barros (que veio da La Vecchia Cuccina) e Ida Frank. Daí vem o nome Due Cuochi, que significa dois chefs.

O estabelecimento ganhou o prêmio de melhor restaurante Italiano em 2009, da revista “Quatro rodas”, e outro prêmio de 2006 a 2009, da revista “Veja São Paulo”, entre outros.

Fui para o local, pouco antes das 12:30 hs, baseado na minha experiência de que ele fica lotado após esta hora, mas graças às férias, continuou tendo vaga até às 13h.

Como a sua cozinha é excepcional, e o seu preço ainda é razoável, já estive lá algumas vezes.

Minha experiência em São Paulo mostra que se gasta pouco mais neste nível de restaurante, do que em outros mais simples.

Seu cardápio é baseado na culinária italiana moderna e inclui pratos como o ravióli recheado com maçã e shimeji ao molho de gorgonzola doce.

Fiquei um bom tempo ali,na escolha do prato, pois o cardápio era extenso e cheio de iguarias, desde massas até as carnes (inclusive de caça) e frutos do mar.

Escolhi o prato de rigatone ao molho leve de creme e funghi porcini, que por sinal veio preparado divinamente!

O vinho foi mais difícil de escolher, sua carta mais parecia uma bíblia, recheada de maravilhas, com preços razoáveis, até os mais caros tais como: Brunellos, Barolos e Supertoscanos. A carta contém, na sua maioria, vinhos italianos.

Como eu estava só, optei por meia garrafa, o que limitou minha procura. Arrisquei um Chiante Tosca 2008, da Tenuta Valdipiata, que é importado pela Zahil (fone: 3071.2900), onde custa R$36,00. Este vinho mostrou-se razoável, inclusive quanto à harmonização com o prato. Caso houvesse disponibilidade, em meia garrafa, teria optado por um Chardonnay do Alto Adige.

De qualquer forma, saí satisfeito com o almoço, que como sempre, estava muito bom e com serviço impecável!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Jantar no restaurante Vito

Aproveitando a disponibilidade de um casal de amigos para jantar, resolvi tentar arriscar levá-los ao restaurante Vito, que fica na rua Pascoal Vita, 329, próximo à minha casa.


Tentei fazer uma reserva para o mesmo dia, uma vez que estávamos em plenas férias de julho, mas isto se mostrou inviável, pois o restaurante é muito procurado e pequeno.

Fui para a porta do restaurante, pouco antes de sua abertura, às 19:30hs, e consegui uma mesa para quatro pessoas, graças a uma desistência.

Já estive várias vezes neste restaurante, inclusive no seu almoço executivo, que tem o preço de R$28,00 e oferece uma entrada, um prato principal, acompanhados de um bom pão italiano com azeite.
Maltagliatti


Os pratos variam entre 6 tipos de massa, incluindo o “maltagliatti “, que é um macarrão cortado de forma irregular, todos muito gostosos!

Os molhos incluem os mais tradicionais da cozinha italiana, com adaptações feitas pelo criativo Chef André Mifano. Dentre estas, está o molho Alfredo, que não usa creme de leite, mas sim manteiga e queijo parmesão, deixando-o mais leve.

Por sinal,detesto creme de leite quando em quantidade exagerada, é usado para disfarçar pratos sem charme!

Como era de costume, iniciamos a difícil escolha do prato, pois tudo era muito bom e eu já tinha experimentado a maioria deles.

Decidimos então escolher quatro pratos diferentes, para que pudéssemos dar uma beliscada em todos:

Ravioli aperto di coda: Massa fresca de agrião, em 4 camadas, recheada com rabada, em seu próprio molho, aromatizado com ervas.

Risoto di porchetta e saba (uva com trufas): risoto de carne de porco assada, com cogumelos fresco e parmesão, com molho de saba, decorado com pururuca de porco.

Ravioli de maiale com pistache: ravióli recheado com carne de paleta suína e pistache, em molho de vinho tinto, mascarpone e cogumelos.

Ravioli de zucca alle nocciola: ravióli de abóbora, em manteiga queimada, avelã e sálvia.

A sommelière Helena Mattar, que fez curso de enologia no Cordon Bleu de Paris, teve a difícil missão de nos aconselhar um vinho que harmonizasse com a maioria dos pratos.


Sugeriu um Montepulciano d’Abruzzo, da Cantina Zaccagnini 2007, que é importado pela Ravin, onde custa R$75,00 e nos Estados Unidos US$12. Este vinho teve 90 pontos na avaliação de Robert Parker.

Por ser um vinho leve, não brigou com nenhum dos pratos, revelando-se uma ótima escolha!

Como meu amigo ainda estava com fome, pediu uma salada para completar seu prato, aliás, o que é um hábito na Itália, pedir a salada depois do prato principal.

Em outra ocasião, decidi experimentar uma das sobremesas do Vito: torta de abobrinha.

Em um papo com o André, ele me contou que esta torta era excelente, o que pude confirmar, e que ela tinha uma história.

Disse que numa época, numa vila na Itália a produção de abobrinha foi muito grande!

Os maridos quando voltavam para casa, nesta ocasião,não aguentavam mais comer abobrinha refogada... Então, suas criativas senhoras resolveram fazer uma torta doce com elas, não contando aos maridos, os ingredientes.

E o que ocorreu é que eles apreciaram muito a novidade.

Noutra ocasião, quando eu tinha voltado de uma viagem à Itália, em outra prosa com o André, ele me contou que estava para receber um livro de culinária medieval italiana e que ia estudar, para utilizá-la como base para a criação de outros pratos.

Como sempre, tive um jantar muito agradável junto aos amigos!

terça-feira, 19 de julho de 2011

Harmonização: Vinho com o prato

Até pouco tempo atrás, o mundo do vinho era muito simples. Os métodos de elaboração desta bebida eram mais intuitivos e não contavam com a sofisticação e a tecnologia da produção atual.

A harmonização do vinho com os alimentos, assunto muito em voga, era feita de uma forma bem básica: o vinho tinto harmonizava com carnes vermelhas e o branco com os pescados e carnes brancas.

Hoje se sabe que uma boa harmonização entre o prato e a bebida acaba por valorizar a ambos. O que regula este casamento é a interação entre os componentes químicos do vinho e do alimento e o quanto esta união se torna agradável ao paladar.

Comum também eram os eventos onde eram oferecidos queijos e vinhos, não levavar em conta o tipo de queijo e nem tampouco o da uva que era usada na elaboração do vinho. A maioria dos queijos combina mais com vinho branco, sendo uma exceção o parmesão, que combina com vinhos como o Recioto de Valpocella e o Amarone.

A regra básica da Harmonização é a de combinar vinho e alimento, ou por complementaridade, ou por antagonismo entre estes componentes.

Como exemplo de combinação por antagonismo, temos o caso clássico do queijo Roquefort com vinho Sauternes ou Late Harvest (colheita tardia). Neste caso, o gosto extremamente salgado do queijo é atenuado pela doçura extrema do vinho.

Quanto à complementariedade, podemos citar a combinação de uma sobremesa doce com um vinho também doce, para que a doçura do prato não seja ressaltada.

Um dos critérios de harmonização é levar em conta o peso do vinho e do alimento, ou do seu tempero, de modo que nenhum dos dois se sobressaia. Um caso clássico é o Foie Gras (fígado de ganso), que com seu teor de gordura é suavizada na combinação com um vinho Riesling alemão de doçura, como tipo Spätlese ou Auslese.

Levando-se em conta a acidez de um prato, devemos igualá-la à do vinho, como fazemos no caso do pato com laranja, combinando-o com vinhos brancos maduros, de sêcos a meio doces, como o Chardonnay.

O tanino, outro componente presente no vinho tinto, quanto mais agressivo, torna-se um grande vilão na combinação com peixe e ovos e alguns queijos, como camembert, queijos de cabra ou brie.

Existem também casos de ingredientes de difícil combinação com vinhos, tais como:

Alcachofra (combinam com Sauvignon Blanc do novo mundo),

Azeitonas (combina com Xerez fino ou Manzanilla),

Espinafre (pode criar sabor amargo se combinado com vinhos tintos),

Tomate (combina com Sauvignon Blanc) e

Chocolate (que harmoniza com vinhos fortificados, como o Porto).

A técnica de produção do alimento é também um importante fator na harmonização. Vejamos o caso do salmão. que se cozido no vapor é mais delicado do que quando grelhado. Hortaliças assadas no forno tem gosto mais intenso do que cozidas no vapor.

O molho é um importante componente do prato. No caso de molhos intensos de caldo de carne deve combinar com vinhos tintos intensos, como o Brunello de Montaltino e Barbaresco. Finalmente, a única forma de avaliar o casamento do vinho com o alimento é, após levantar todas as variáveis, degustar o par e analisar o resultado final.

terça-feira, 5 de julho de 2011

Degustação de vinhos da produtora Donatella Cinelli

Participei de uma degustação de vinhos da produtora Donatella Cinelli.

Com uma incrível simpatia, a proprietária da vinícola contou uma série de histórias e apresentou seus vinhos.

Donatella falou da história do seu projeto do vinho Brunello “Prime Donne”:

Foi em 1998 que ela deixou a fazenda de sua família, para fundar a sua própria, composta destas propriedades: Casato a Montalcino e Colle Trequanda.

Junto com vinhedos e casas que precisavam ser recuperadas, recebeu então uma quantidade de vinhos “Brunello” e portanto precisava de um enólogo, para fazer seu afinamento em barris. Telefonou para a Escola de Enologia de Siena procurando por um bom aluno para contratá-lo, mas disseram que precisava de fazer uma reserva com anos de antecedência; havia porém muitas "técnicas em enologia mulheres" porque nenhuma vinícola importante as contratava. Nasce deste episódio o Progetto Prime Donne (Projeto Primeiras Mulheres).

A partir desta ocorrência, Donatella deu preferência à contratação de mulheres para trabalhar na sua empresa.

Os 5 vinhos apresentados, importados pela Viníssimo (fone 4195-5554), tinham preços variando na faixa de R$94,40 a R$321,80 sendo eles:

- Orcia – Fattoria del Colle - Doc 2007. Uvas: Sangiovese 60% e Merlot 40%. Cor rubi. Aroma intenso, frutado. De corpo médio, tem um tanino forte e persistente. Minha nota para ele é de 8,5. Graduação alcoólica: 14%. Seu preço é R$94,40. Harmoniza com carnes grelhadas, com massas acompanhadas de molho de carne, paleta de cordeiro, queijo parmesão e risoto de funghi.

- Rosso de Montalcino - DOC. Uva: 100% Sangiovese. Tem uma cor rubi intensa. Os aromas são de frutas vermelhas e especiarias. Na boca é, harmonioso, com boa fruta e persistência. Minha avaliação é de 8,8. Graduação Alcoólica: 13,5%. Seu preço é R$132,90. Vai bem com carnes grelhadas, massas com molho de carne, queijos emental e gouda e embutidos em geral.

- Cenerentola Orcia - DOC. Uvas: 65% de Sangiovese e 35% de Foglia Tonda (redonda). Sua cor rubi escuro. Aroma complexo de frutas vermelhas maduras e especiarias. Na boca é macio, intenso e harmonioso, com taninos maduros, de boa intensidade, de muito boa persistência. Graduação Alcoólica: 14%. Minha avaliação é de 8,9. Seu preço é R$202,30. Harmoniza com carnes vermelhas, massas com molho de carne, costela de cordeiro, queijos parmesão e risoto de funghi.

Obs: Cenerentola é a Cinderela de uma ópera cômica, cuja música é de Gioachino Rossini.

- Brunello di Montalcino - DOCG. Como exige um Brunello, sua uva é 100% Sangiovese. Cor rubi intensa e brilhante. Aroma complexo, fino, de frutas vermelhas maduras e especiarias. Na boca é encorpado e concentrado, com taninos maduros, de boa intensidade, de longa persistência. Minha avaliação é de 9,2. Graduação Alcoólica: 14%. Seu preço é R$290,90. Tanto este vinho, como o próximo, combinam com carnes estruturadas, massas com molho consistente de carne, paleta de cordeiro, queijos parmesão e risoto de funghi.

- Brunello de Montalcino Prime Done - DOCG. Graduação Alcoólica: 12,5%. Cor rubi intensa e brilhante. Aroma complexo, de frutas vermelhas maduras, especiarias, chocolate e tostado. Na boca é encorpado e estruturado e longo, mostrando-se potente e complexo. Minha avaliação é de 9,3. Seu preço é R$321,80. De acordo com a produtora, este é um vinho produzido por um grupo feminino.

domingo, 26 de junho de 2011

Vinhos da região da península de Setubal - Portugal



A península de Setúbal, também chamada de costa azul, é uma região que fica ao sul de Lisboa, onde são produzidos vinhos bem interessantes, com uma boa relação custo/ benefício.



Em termos estatísticos a área faz parte da região de Lisboa, limitada ao norte pelo estuário do Tejo, a leste pelo Alentejo Central e ao sul com o Alentejo litoral e a oeste com o oceano Atlântico.
Foto: Rio Tejo

O evento que participei em novembro de 2010, foi proporcionado por um grupo de produtores da região e seus importadores (G7):

Aliança, Aveleda, Bacalhoa, José Maria da Fonseca e Messias

O rio Tejo dá o tom na região, na qual existem 3 zonas vinícolas distintas: Bairro, (situada na margem direita do rio); Chameca, (que fica na margem esquerda); e Leiziria,( localizada nas planícies adjacentes ao rio).

Participaram do evento 10 produtores que trouxeram a maioria de seus vinhos.

Nesta degustação, achei que os vinhos brancos apresentavam uma relação custo benefício, melhor do que os tintos.

Os melhores vinhos tintos tinham um bom custo para sua qualidade, em geral, acima de R$100,00.

Dos vinhos que provei, os que mais tinham uma boa relação custo/ benefício, foram:

1) Produtor: Casal Branco, com o vinho: Falcoaria (ou cetraria que é a arte de criar, treinar e cuidar de falcões e outras aves para a caça) 2008. É um vinho branco e seu preço é de R$70,00.


2) Produtor: Fiuza, com os vinhos: Fiuza Três Castas 2009, composto das castas: Chardonay, Arinto e Vitel. O vinho é importado pela Vinea e seu preço é de R$41,00. Fiuza Ikon DOC 2007, do qual gostei, porém seu preço é alto, R$184,00.

3) Produtor: Pinhal da Torre com os vinhos: Quinta do Alqueve Branco 2009, que custa R$50,00, na World Wine. Quinta de São João Tinto 2004, que custa R$120,00.


4) Produtor: Quinta do Casal Monteiro com os vinhos: Magride’s Branco 2009, com 80% da uva Fernão Pires. Clavis Aurea tinto reserva 2009, produzido com as uvas: Merlot e Cabernet Sauvignon.


5) Produtor: Vale D’Algarves, com os vinhos: Vale D’Algarves Selection Branco 2009, importado pela Premium, por R$75,00.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Vinhos da Região sul do Rhône

Quando participei em abril de 2011 de mais uma degustação de vinhos da região do sul do Rhône, percebi que já tinha um conhecimento razoável destes vinhos.

Dos 5 exemplares degustados, eu já tinha na minha adega 3 deles, adquiridos na minha última viagem à região, quando visitei 2 destas vinícolas .


Durante muito tempo, os vinhos desta região foram considerados defasados em relação aos vinhos vindos de outras áreas da França. No entanto, as soberbas safras de 1980 e da década de 90, despertaram o interesse da opinião internacional pelos vinhos deste local.


O Rhône nasce nos Alpes Suiços e percorre cerca de 800km, quando desemboca no Mediterâneo.
Região sul do Rhône

Numa pequena área, no coração da região sul do Rhône, fica a produções de Chateau-Neuf-du-Pape, cuja maioria dos vinhos é em média boa e faz parte da primeira denominação. Estes vinhos são os de melhor qualidade da região.


Nesta área o solo é coberto de pequenas pedras que absorvem calor durante o dia e aquecem as raízes das videiras de noite.

A segunda denominação é a de Gigondas, esta região é chamada Châteauneuf dos pobres. Apesar disso, ali são produzidos alguns grandes vinhos, com preços inferiores aos Châteauneuf du pape.

A terceira denominação é Vacqueyras, onde as propriedades mais famosas utilizam as uvas Syrah e Grenache, tornando os vinhos aromáticos e com boa reputação.

Em seguida vem os Côtes-du-Rhône-Village que oferece uma das melhores relação custo/benefício da França.

Os vinhos mais simples são os Côtes-du-Rhône, que incluem vinhos produzidos ao redor do rio Reno.

Em muitas áreas desta região, como em Bordeaux, há uma produção de vinhos escuros e profundos.

Estes vinhos utilizam uma variedade de até 13 cepas de uvas, o que lhes permite serem mais ou menos picantes.

As melhores safras, produzidas no período 2000-2010, são as ímpares.

Nesta apelação, 95% dos vinhos são tintos e tem uma graduação alcoólica de no mínimo 12,5%.

Dentro desta apelação existe uma gama variada de qualidade e de estilo de vinho.

Os vinhos desta última degustação foram:

1) Les Abeilles 2009, produzido na região de Côtes du Rhône, por Vins Jean-Luc-Colombo. Sua a graduação alcoólica é de 13,5%. É produzido com as uvas: Grenache, Syrah e Mouvèdre. Sua cor é amarelo palha. O aroma é de herbáceo com poucs mineralidade. Na boca tem um sabor sutil, de frutas, como pera. É importado pela Decanter (fone: 3074-5454) e seu preço era o de R$48,50.

2) Coudoulet de Beaucastel, produzido na região do Rhône, por Sté Fermière des Vignobles Pierrre Perin-Château de Beaucastel. Sua a graduação alcoólica é de 14%. É produzido com as uvas: Grenache (30%), Mouvedre (30%) Syrah (20%) e Cinsaut (10%). Sua cor é intensa de cereja. O aroma é de geléia de cerejas e floral. Na boca apresenta um corpo méio, tendo um sabor de cerejas bem balanceado com bons taninos e um pouco de excesso de álcool. É importado pela World Wine (fone: 3085-3055) e seu preço era de R$129,00. Este vinho recebeu 90 pontos de Robert Parker e da Wine Spectator.

3) Gigondas 2007, produzido na região de Gigondas, por M. Chapoutier. Sua a graduação alcoólica é de 14,5%. É produzido com as uvas: Grenache , Cinsault, Syrah, Mouvèdre e Cinsaut . Sua cor é rubi. O aroma é de frutas maceradas em licor. Na boca apresenta um ataque floral e de pimenta, com bons taninos. É importado pela Mistral (fone: 3371-3400) e seu preço era de R$104,48.

4) Châteauneuf-du-Pape, por Château la Nerthe, produzido na região de Chateau-Neuf-du-Pape,. Sua a graduação alcoólica é de 14,5%. É produzido com as uvas: Grenache, Syrah, Mouvèdre e Cinsaut . Sua cor é rubi/ púrpura. O aroma é de cerejas. Na boca sente-se frutas vermelhas, com bons taninos. É importado pela Grand Cru (fone: 3062-6388) e seu preço era de R$240,00. Apesar de não ser o Cuvée dês Cadettes, que só é produzido em anos excepcionais, é um grande vinho.

5) Muscat de Beaumes-de-Venise “Le Chant des Griolles 2007, produzido na região do Rhône, por Ogier Paul Jaboulet Aîné. Sua graduação alcoólica é de 15%. É produzido com as uvas: Muscat à Petit Grains. É um vinho fortificado, tendo um açúcar natural. É mais adequado para acompanhar sobremesa ou queijo azul. Sua cor é amarelo intenso. Este vinho é uma explosão de aromas e sabores. Estão presentes frutas em compotas, mel, damasco e outros . É importado pela Mistral por R$155,36

Concluindo, esta é uma região que deve ser considerada na hora da compra de um vinho, pois oferece melhores preços, se comparada com outras regiões importantes da França.

Em todas estas sub-regiões, é mais importante levar em consideração o produtor e a safra do que a própria região.

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